4° Encontro na DRE Campo Limpo 2018
1 de dezembro de 2018
2° Encontro na DRE Butantã 2018
1 de dezembro de 2018

5° Encontro na DRE Campo Limpo 2018

5° Encontro

Data: 29/11/2018
Formadora: Gunga Castro
Pauta:
– Retomada dos Encontros Anteriores
– Discussão de caso apresentado por participante
– Breve exposição de princípios de diálogo e mediação de conflitos
– Discussão de caso apresentado pela formadora
– Finalização

Com exceção de duas pessoas, todos os presentes estavam participando da formação pela primeira vez. A formadora fez uma breve exposição do Respeitar é Preciso!, perguntando se alguém tinha trazido um caso para discussão em grupo (o que tinha sido demandado pela equipe da DRE).

Uma gestora presente apresentou uma situação de CEI/EMEI, na qual uma avó fez uma série de reclamações da escola e acusou um menino de 2 anos de “abusar” de sua neta.

Antes de discutir este caso, a formadora propôs conversar um pouco sobre o respeito e alinhar um pouco o conceito para melhor prosseguir depois. Pediu a todos que relatassem uma experiência de respeito e desrespeito na escola e foram muitos os relatos, desde agressões até o “ôxe” que os alunos falam. De fato, a maioria dos relatos tratava de desrespeito.

Voltou-se para o caso da avó briguenta: foi perguntado aos presentes quem estava sendo desrespeitado na situação.

Se, no primeiro momento, a questão se fixa no “desrespeito” da avó para com a escola, depois da conversa, as visões se ampliaram e conseguimos falar sobre julgamento, sobre a escola de uma forma geral (onde todas as mães e avós estiveram há pouco tempo), e sobre a necessidade que a escola (sobretudo a gestão) tem de apontar a “violência” das famílias dirigida à escola.

Na volta do café, após uma breve exposição sobre o diálogo, relacionando-o com o caso discutido anteriormente, a formadora apresentou mais uma série de casos que havia preparado e pediu para que escolhessem um deles para discutir. O caso escolhido foi este:

“PROFESSOR/ALUNO – F2
Marcelo cursa o 8° ano do Ensino Fundamental. Apesar de ser um menino repleto de condições para aprender e bastante articulado, nem sempre entra na sala de aula na hora certa, traz o material necessário para assistir às aulas e apresenta as lições de casa feitas nos dias combinados. Certo dia, ao apresentar a lição de casa completa, ouviu do professor: “Milagres acontecem!”, seguido de risadas de quase todos os colegas, o que o levou a rasgar a lição e sair da sala de aula, falando alto e batendo a porta. No dia seguinte, o professor levou o caso ao coordenador. Como você encaminha esta questão?”

O respeito para com os alunos e a reflexão sobre a relação dos professores com eles estiveram presentes na fala de muitos. Falou-se um pouco sobre a violência na escola, desviando o foco da violência do aluno contra o professor e destacando as situações geradoras de violência (discriminação, desprezo pelas religiões, culturas e outros aspectos minoritários, etc).

O encontro terminou retomando a função dos mediadores de conflito, tentando deixar claro que mediar um conflito não é solucionar uma briga, e sim considerar as situações apresentadas pelos envolvidos como aspectos que merecem reflexão dentro da escola. A formadora frisou também o papel do mediador como articulador da criação de um ambiente permeado de respeito na escola, destacando também a questão da diferença entre punição e responsabilização.

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*Acesse a apresentação de slides da formadora.

*As avaliações do encontro estão disponíveis aqui.

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