4° Encontro na DRE São Mateus 2018

21 de novembro de 2018

4° Encontro

Data: 31/07/2018
Formadora: Celinha Nascimento
Pauta:
– Vídeo de José Sérgio Fonseca de Carvalho sobre Escola Democrática
– Avaliações de Junho – Retomada do Semestre
– Democracia na Escola
– Análise de imagens
– Avaliação

A formadora deixou o vídeo da conferência Escola e Democracia, do professor José Sérgio Fonseca de Carvalho (que integrou o Ciclo de Palestras do curso do Respeitar em 2017) sendo exibido enquanto o público chegava, de forma que os primeiros presentes assistiram a quase metade da conferência, o que serviu de bom aquecimento à pauta do dia.

A formadora fez uma rodada de conversa para comentar as avaliações de junho. Muitos responderam sobre o que já poderiam fazer e sobre a continuidade das ações que haviam iniciado no último mês. Os encontros de julho e agosto marcam o fim do primeiro semestre, e era necessário fazer um balanço dos trabalhos até aqui e pensar já no fim do trabalho até o final do ano.

Segundo a formadora de modo geral foi possível perceber, durante a rodada de conversa, que “quanto mais o grupo estuda e aprende na formação, mais sentem necessidade de amadurecer o entendimento antes de fazer a atividade. É muito bom que procurem estar mais maduros para a tarefa antes mesmo de fazê-la.”

Um tópico surgido nas avaliações que foi retomado pela formadora e gerou um debate acalorado entre o grupo (com destaque para as diferenças surgidas entre professores e gestores) foi sobre os cuidados com a saúde dos educandos. Um educador respondeu que os professores deveriam cuidar mais da saúde dos alunos, pois esta pode ser causa de conflitos.

Foi dito que as unidades escolares enfrentam muitas questões de saúde dos alunos e as famílias nem sempre estão prontas para ajudar e fazer sua parte. Além do conflito com os pais, os professores ficam preocupados com os alunos. Alguns relatos que surgiram desta conversa:

  • Caso de aluno que tem a mão constantemente ensanguentada pois tem doença rara. Gestão e professores nem sempre conseguem orientar adequadamente;
  • Relatos sobre alunos com doenças que os pais não conhecem, não tem diagnóstico, alunos mal-cuidados, sujos, desnutridos, com roupa suja inclusive de fezes;
  • Relatos de gestores sobre a necessidade de formação para os educadores sobre questões de saúde e diagnósticos médicos (foi colocada a ideia de promover cursos de formação nesta área);
  • Relatos de familiares de alunos de CEI sobre a precariedade da rede de saúde;
  • Equipe da DRE, após explicar as diferenças da divisão territorial entre as redes de saúde e educação, argumenta que esta disparidade dificulta a interlocução entre as redes, o cruzamento de dados e, portanto, o cuidado com o aluno de forma integrada;
  • Uma educadora que também é enfermeira compartilhou informações sobre o SUS com os presentes, o que foi elogiado.

De forma geral, o tópico provocou uma discussão muito rica e de inesperada relevância.

A formadora então passou para o ponto principal da pauta do dia, Democracia na Escola. O grupo assistiu novamente a um trecho da palestra de José Sérgio de Carvalho, selecionado pela formadora:

O grupo leu conjuntamente os slides da apresentação da formadora que condensam os assuntos tratados no material pedagógico Democracia na Escola. Segundo ela, “existe uma concordância geral com o tema, ao mesmo tempo que atestam uma dificuldade também geral de viver a democracia em sua plenitude.”

No âmbito do tema, foram mostradas três imagens para inspirar uma reflexão sobre autoritarismo e democracia no ambiente escolar:

  1. Foto de reportagem sobre um aluno de 7 anos algemado após ser expulso de uma sala de aula na Flórida/EUA;
  2. Foto da professora Márcia Friggi, da rede municipal de Indaial/SC, após ser agredida em sala de aula, divulgada pela própria em sua rede social;
  3. Foto feita pela formadora durante sua visita a uma escola estadual de SP, onde se vê o estado de uma biblioteca escolar.

 

“Existe uma notória discordância com a imagem do garoto algemado, mas quando mostramos a imagem da professora agredida, os ânimos voltam a ficar contra os alunos agressivos. É fácil perceber que a violência é mais percebida quando é cometida pelos alunos. O mesmo acontece com a imagem da biblioteca: pensam que a bagunça foi causada por alunos e falam sobre isso com tristeza. Mas quando conto toda a história da foto [o ambiente foi deixado assim pela própria gestão], a reação é outra. É muito difícil sair do corporativismo e reconhecer que para viver democracia é importante perceber algumas incoerências dos adultos e suas corresponsabilidades. ”

Reunidos em sub-grupos, os educadores preencheram o quadro que fora levado à reunião do G70 de 17/05/2018, mas não teve tempo de ser realizado na ocasião. O quadro questionava O QUE A CARACTERIZA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA EM RELAÇÃO A:

  • Acesso à aprendizagem;
  • Mediação de Conflitos;
  • Princípios que sustentam redes de relacionamento na escola;
  • Relação entre adultos;
  • Organização e uso dos espaços;
  • Comunicação;
  • Regras e Normas;
  • Organização do Tempo;
  • Eleição de conteúdos de ensino;
  • O que não pode existir.

O exercício foi bem acolhido e a conversa animada, mas não houve tempo de socializar. Os quadros preenchidos podem ser acessados aqui.

Em seguida o grupo leu um trecho do texto “Como agir em situações cotidianas”, presente no Caderno “Respeito na escola” (página 135 do material impresso).

A formadora aproveitou para divulgar o próximo Encontro Temático [webinário], com a convidada Albertina Duarte, bem como os Seminários Regionais.

Ao fim, a formadora leu com o grupo a Elaboração da Vivência, também presente em sua apresentação, e terminou o encontro após coletar as avaliações do dia.

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