3° Encontro na DRE Freguesia/Brasilândia 2018

1 de dezembro de 2018

3° Encontro

Data: 23/08/2018
Formadora: Gunga Castro
Pauta:
– Não-violência e diálogo

A equipe da DRE preparou e distribuiu a todos cópias do texto de apoio “Cuidados para abrir espaços de diálogo” (págs 52 a 63 do material impresso Respeito na Escola: Orientações Gerais), sugerido pela formadora para falar sobre não-violência e diálogo.

Havia muita demanda de instrução sobre a função das Comissões de Mediação de Conflitos, o que tomou parte do tempo da formadora antes de entrar na pauta que havia preparado. Após expor rapidamente alguns princípios da mediação e do diálogo, a formadora apresentou a situação de conflito que tinha planejado para este encontro:

“Mariana é mãe de Aline, aluna do CEI, que tem 2 anos e meio. Como vive com o pai de sua filha numa situação bastante conflituosa, evita que ele pegue a menina ao final do dia, esforçando-se por buscá-la todos os dias, chegando antes da hora da saída. Na última quarta feira, porém, atrasou-se e, como não havia nenhuma orientação que impedisse a saída de Aline com o pai, ele a retirou da escola sem nenhum tipo de problema. Ao chegar à escola e saber que sua filha já havia ido embora com o pai, pôs-se a gritar no portão, ofendendo o porteiro e todos os adultos que lá estavam, chutou a lata de lixo e, por fim, retirou-se. No dia seguinte, a diretora da escola procurou por ela e agendou um encontro para conversar e pactuar uma nova relação entre esta família e a escola, evitando assim que esta situação se repita.”

As primeiras colocações se reportavam logo à necessidade de dizer à mãe, ainda que de uma forma delicada, que ela não podia ter feito isso, que sim ela tinha razão, mas que desrespeitou muitas pessoas inclusive seu filho. O encaminhamento sugerido pela formadora foi no sentido de fazer uma escuta antes de tudo e tentar compreender, lembrando que isso não significava “passar a mão na cabeça”, como se diz:

O mais importante seria suspender o julgamento (mesmo sendo esta tarefa muito difícil), e ouvi-la, tentando compreender o que aconteceu. Foi muito boa esta discussão e as ideias pareciam muito novas para todos, que as receberam muito bem. Explicitei a necessidade de exercitar a difícil tarefa de não explicitar o julgamento, ainda que ele venha sempre nos visitar nestas situações.

*A cópia do texto de apoio distribuído aos educadores pode ser obtida aqui.

*Acesse a apresentação de slides da formadora e a avaliação que os educadores fizeram do encontro.

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