2° Encontro na DRE Guaianases 2018 (manhã)

1 de dezembro de 2018

2° Encontro

Data: 15/05/2018 (manhã)
Formadora: Celinha Nascimento
Pauta:
– Mapeamento
– Vídeo de palestra de Adriana Ramos
– Atividade em grupos, socialização

A formadora começou perguntando o que haviam lembrado do encontro anterior. Alguns disseram ter lido a Portaria 2.974/2016 e outros buscaram o portal para informações e estudos.

Utilizando a Linha do Tempo, fez um breve apanhado da trajetória do Respeitar é Preciso! e do encontro passado, passando para considerações das avaliações do mês passado e trazendo alguns pontos para discussão:

  • algumas questões específicas sobre transporte, horário coletivo e liberação de ponto
  • questões de diversas pessoas que afirmavam que usariam horário coletivo para falar do Respeitar
  • dúvidas em relação ao programa do ano todo, pautas e necessidades de aprimorar conceitos
  • participação das famílias
  • necessidade de estudar mais e melhor sobre Direitos Humanos e Conflitos
  • conhecer material Respeitar, falar CMC no Conselho, melhorar escuta, fazer projeto específico
  • utilizar reposições de sábado para trabalhar Respeitar

Apesar de nenhum participante se reconhecer nas questões específicas, foi possível falar de maneira abrangente sobre as avaliações de abril e recolher alguns compromissos como o de manter a conversa sobre o Respeitar nos horários coletivos, de buscar a maior participação possível das CMCs e de, alguma maneira, fazer memória dos encontros para que o conteúdo das formações não se perca e possa ser socializado com o maior número de pessoas. A socialização das avaliações de abril deu espaço para que muitas pessoas se manifestassem:

  • A professora Gisely de Lima Souza, assistente de direção do CEI Neide Ketelhut, fez fala sobre a necessidade de os pais estarem mais próximos (muitas avaliações tratavam dessa questão) e relatou sua rotina com as crianças: cada dia um novo caso, até mesmo levar ao hospital, necessidade de sentar com os pais por dez minutos que seja para conversar e resolver os problemas que aparecem, necessidade de uma escuta qualificada, melhorou o acompanhamento criando o “Livro de Comunicação”, ao invés do “Livro de Ocorrência”, que tem buscado fazer uma escuta bastante qualificada em sua unidade.
  • Sandra Ribeiro Marinho, assistente de direção da EMEF Luiz Carlos Prestes, falou sobre as questões mais administrativas como falta de professor, a questão dos professores de módulos, da liberação de ponto e o uso que tem feito de vídeos em reuniões, em especial vídeos com falas de psicólogos.
  • Outras falas menores tangenciaram a dificuldade em estabelecer as Comissões, as variadas formas de desrespeito na escola e a urgência da EDH.

Em toda essa primeira conversa, a equipe da DRE pontuou a questão da naturalização da violência e a necessidade de combater essa visão.

Após esse momento, utilizando os slides preparados, a formadora trouxe o tema do mapeamento. Não houve muitas discussões sobre o conceito e a finalidade: todos pareceram bastante tranquilos em entender a necessidade de fazê-lo.

O que causou mais surpresas e desejo de falar foram os exemplos que levei de mapeamentos de 2015. Surgiram muitas falas e pedidos de explicação. É realmente muito bom levar um mapeamento inteiro e poder discutir o que foi feito a partir dele. O grupo gostou de ver o resultado de um mapeamento e questões muito importantes surgiram daí.

Em síntese, aquilo que chamou mais atenção e mereceu maior tempo de discussão:

  • uso do banheiro (bastante específico para o mapeamento apresentado, mas que é excelente exemplo de respeito mútuo e gestão democrática)
  • horários coletivos (idem explicação acima)
  • entendimento do que seja violência
  • diferença entre as opiniões de uma mesma unidade escolar
  • não participação de pessoas terceirizadas no mapeamento
  • dificuldade do consenso
  • Importante também foi a discussão de como a escola fez do mapeamento um instrumento eficaz na busca de soluções para violências, falta de respeito mútuo e conflitos.
  • Aproveitando a presença de Sonia Maiote, da EMEF Vladimir Herzog (Sonia acompanhou o Respeitar em 2015 sendo mobilizadora de sua unidade) a formadora pediu que desse um depoimento de como foi fazer o exercício em sua unidade.

A discussão acabou por tangenciar outras questões: a formadora mencionou o caso do livro Peppa e o quanto a questão dos preconceitos são também frutos de seus tempos e espaços. O debate foi intenso, pois havia no grupo quatro pessoas que conheciam o livro: duas que adoravam e duas que detestavam.

Em seguida, a formadora apresentou um trecho da palestra de Adriana Ramos (do início até os 16’47”)

Não chegamos a discutir nenhum aspecto em especial, exatamente o que mais gostaram foi que a palestrante trata de um cotidiano muito conhecido de todos, mas que é preciso falar dele para melhor buscar soluções.

Depois do vídeo, os educadores foram divididos em subgrupos para a tarefa de exercitar o mapeamento das relações:(págs. 70 a 75 do material impresso Respeito na escola: Orientações Gerais)

O QUE VAI BEM O QUE VAI MAL O QUE PRECISA MUDAR
Tema: inclusão NEES

– A relação dos alunos – aceitação dos mesmos com o olhar do cuidar-ajudar-denunciar-questionar

Emef Senador

CEI Vila Marilena

CEI Madre Paulina

EMEF Claudia Bartolomazi

A falta de informação e formação dos envolvidos – ir a buscar (buscar sobre o tema) Ações que minimizam o que vai mal

– Discussões, reflexões em JEIF

– Conversa com os pais

– Praticar a escuta de todos os envolvidos

– Garantir registros

Conseguir identificar o problema da criança (violência)

 

Situação mapeada: Atrito (ameaça) entre pai e professor / falta de participação, compreensão entre escola e comunidade

A escola não saber lidar com esse problema (violência, como mediar esse conflito) Coscientizar a comunidade com relação ao problema para tentar alcançar a solução e conseguir a parceria entre escola e comunidade.
Relações entre gestão e equipe 80% Relação entre a escola e a família. EMEF faixa etária “adolescência” sem limites A sociedade entender o significado da palavra “Respeito” e colocá-la e prática! As pessoas se colocarem no lugar do outro.
Acreditar no potencial de mudança do ser humano. A convivência, os atritos. O posicionamento da gestão e do grupo no diálogo, no chamamento de responsabilidade. Olhar de uma forma humanizada – escuta – vínculo.
O trabalho pedagógico, aceitar novas mudanças, união do grupo.

Vínculo estabelecido com professores e comunidades.

Falta de diálogo, não aceitação pela parte do grupo em relação a gestão. Ouvir – discussões sobre relações interna
Liberdade de falar-ouvir todos os envolvidos da unidade (Gestão-professor-funcionários) Inversão de papéis (os pais não estão sabendo) diferenciar Educação Familiar e Educação Escolar Ter mais respaldo, formação, orientação de uma rede de proteção (UBS, Conselho Tutelar, NAAPA, CEFAI)

Escutar o outro

União da equipe de professores

Participação da comunidade

Na questão desigualdades e privilégios.

Mudança da equipe gestora.

Falta de professores

Elaborar PPP de acordo a realidade escolar para permitir que desenvolva um documento que realmente direcione o trabalho evidenciando o perfil da escola.

Definir critérios e deixá-los visíveis.

Gerir com coerência.

Pelo resultado, podemos verificar que os grupos não levaram em consideração uma situação específica conforme indicava a consigna. Acabamos tendo um panorama geral muito parecido com o “Aquecer”, que é um olhar bastante panorâmico sobre as escolas e os desafios da EDH. Tivemos pouco tempo de socialização e apenas comentamos uma ou outra questão como as instâncias de participação e o papel das famílias, que havia aparecido também no vídeo da Adriana Ramos.

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*Acesse a apresentação de slides da formadora.

*As avaliações do encontro podem ser lidas aqui.

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