1° Encontro na DRE Freguesia/Brasilândia 2018

1° Encontro

Data: 27/04/2018
Formadora: Neide Nogueira
Pauta:
– Fala introdutória sobre o Respeitar é Preciso!

Este primeiro encontro teve uma pauta extensa, apresentada em sua maior parte pela equipe do NAAPA. Seus objetivos remeteram à educação como direito humano, ao mapeamento de situações de violência e vulnerabilidade no território (para pensar questões práticas) e à escola como parte da rede de proteção.

O GMC da DRE Freguesia/Brasilândia tem um bom acúmulo de participações nas discussões. O público deste dia foi bem numeroso, possivelmente 40 escolas representadas. Algumas participações evidenciaram um grau de reflexão bem desenvolvido. Um ponto importante da prática de construção deste grupo (que com certeza auxilia em sua consolidação) é sua preocupação com o registro dos encontros. Uma pessoa do público sempre se responsabiliza por fazê-lo, alimentando um caderno que fica disponível para consulta.

O tema do encontro foi a violência. A programação da DRE contou com a apresentação de um vídeo para a sensibilização; discussão temática e situada sobre os dados do Mapa da Violência; uma fala sobre o Currículo da Cidade e até uma performance teatral.

Cabe ressaltar o impacto que o vídeo exibido causou nos presentes. Trata-se de uma interpretação da atriz Naruna Costa do poema “Da paz”, de Marcelino Freire.

O poema apresentado com toda certeza foi muito mobilizador ao colocar a questão com tanta força e de modo pouco usual. Várias pessoas se manifestaram, explicitando que aquilo que é considerado “paz” é distinto para os diferentes grupos sociais. Discutiu-se a relação da escola com o seu público e território e que “a mediação precisa acontecer em todos os momentos”.

Diante dos dados do Mapa da Violência, o grupo debateu a noção de território como lugar de pertencimento e o caráter multidimensional da violência (verbal, física, velada, psicológica, econômica, jurídica, da corrupção, da negligência etc.). Este último é um tópico caro ao trabalho com a rede de proteção mobilizada pelo NAAPA.

O grupo ainda refletiu sobre as causas dos altos índices de evasão escolar em seu território (11,3% em 2017): mães adolescentes; moradia distante; fim da distribuição de leite. Uma educadora fez uma observação muito interessante a respeito da contribuição do aluno à família representada pelo leite distribuído na escola:

É a família que evade, não apenas o aluno.

Diante da riqueza da pauta do dia e do engajamento nos temas propostos, a formadora relembrou a participação do Respeitar é Preciso! neste processo de formação e da Educação em Direitos Humanos como um dos eixos orientadores para pensar sobre o convívio na escola.

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