Tarefa 6 – Curso REP! – Valdivino de Almeida Filho

Data

8 de julho de 2020

Cursista

Valdivino de Almeida Filho

Função

Professor

DRE / Unidade Educacional

Butantã

Escola

EMEF Jd Paulo VI

RESPEITAR É PRECISO- EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

“PRÁTICAS EM DIREITOS HUMANOS NUMA PERSPECTIVA COLETIVA E INTERDISCIPLINAR “

JUSTIFICATIVA

Partindo do pressuposto que a cidadania só tem sentido se for vivenciada, ou seja, se houver uma prática de conhecimentos que possibilitem à ação. É urgente na sociedade em que vivemos, na qual tem imperado o caos político, a corrupção desmedida e a falta total de ética, conduzir nosso alunado para o exercício pleno da cidadania. Para que isso ocorra é fundamental se questionar: Quais são as práticas democráticas efetivas na escola?

Esse projeto foi pensado a partir das premissas norteadoras que contemplam a formação crítica, autônoma e emancipadora, praticando os direitos humanos na escola por meio de uma cultura de paz. Além disso, resgatar a valorização do ser humano, vendo o conflito, a escuta, a participação e o respeito mútuo, numa perspectiva dialética e propulsionadores de novas ações por meio de práticas democráticas, possibilitando o acesso e a democratização do conhecimento, conhecimento esse que vá além da sala de aula, mas extrapolando e  alcançando pátio, corredores e atuação cidadã de fato.

Envolvidos

A aplicação deste projeto é voltada para os diversos segmentos da comunidade escolar, alunos, pais

, professores, funcionários e equipe técnica.

Finalidade

  • Apropriada na perspectiva marxista e a dialética como eixo norteador, as ações pedagógicas se transformarão em práxis – teoria/prática/teoria, vivenciando na cotidianidade a transformação, saindo do discurso e ensinando nas ações práticas do cotidiano.

Objetivos

  • Propiciar o princípio da democracia/ igualdade, além da formação de alunos, professores e comunidade escolar, enquanto sujeitos de direitos, atuantes, críticos que sejam capazes de intervir na realidade e transformá-la.
  • Procurar oferecer atividades que incentivem os alunos a participar ativamente de sua aprendizagem e a interagir com seus colegas de classe e da escola como um todo, dando voz e vez.
  • Formar cidadãos éticos, responsáveis e solidários que fortaleçam uma sociedade mais inclusiva, democrática, próspera e sustentável.

Duração

O projeto prevê a duração de um ano letivo

Quais serão as ações 

As práticas pedagógicas não dizem respeito apenas às salas de aula no processo de construção do conhecimento específico, mas a ideia é extrapolar, alcançando pátio, corredores e atuação cidadã.

Na sala de aula, além de concepções conflitantes e ou contraditórias, ouvir e escutar os alunos será uma prática comum, tanto nas proposições de trabalho quanto nos debates, a participação dos alunos será estimulada. Pedir a palavra, se inscrever, argumentar – respeito à palavra e ao posicionamento dos colegas.

Recomeçaremos com uma semana de recepção aos alunos, para se adaptem a “nova escola”, quebrem o gelo, se entrosem e para que possamos a partir de um tema disparador, refletirmos e construirmos coletivamente o contrato didático de trabalho para o ano letivo. Faremos uma chuva de ideias de alguns temas e os alunos de forma democrática escolherão um tema de interesse.

Durante essa semana de recepção, os alunos e os professores não estarão em suas turmas de origem estabelecidas pelo sistema/escola. Ao adentrarem o portão, um funcionário o recepcionará com uma mensagem de boas vindas e entregará uma etiqueta de cor diferente, cada aluno escolhe uma cor dessas etiquetas e após uma acolhida por meio da fala da gestão escolar, os mesmos receberão a comanda para formarem grupos de acordo com as cores das etiquetas.

Após a formação desses grupos e por meio da mediação dos professores, os mesmos receberão as seguintes questões para discutirem, refletirem e pensarem numa forma de socialização no pátio da escola conforme combinado, que chamaremos de assembleia geral. Aqui, já estaremos pensando e mapeando os alunos e ensinando na pratica da sala de aula que existem concepções conflitantes e ou contraditórias, ouvir e escutar os alunos, será uma prática comum no nosso cotidiano escolar, tanto nas proposições de trabalho quanto nos debates, a participação dos alunos serão sempre estimuladas. Pedir a palavra, se inscrever, argumentar – respeito à palavra e ao posicionamento dos colegas.

  1. O que aprenderam longe do outro?
  2. O que foi bom nesse período?
  3. O que faremos agora que voltamos?
  4. Por que a alegria de voltar?
  5. Que falta faz os professores?
  6. O que a escola tem de bom, além dos conteúdos que ela ensina?

No debate/assembleia geral no pátio, a palavra será aberta a todos, com inscrição que os próprios alunos se encarregarão de anotar (valendo para todos, não haverá hierarquia funcional nesses momentos) e a seguir, argumentos a favor, contra e propostas. Os mais tímidos serão estimulados a se expressarem pelos professores numa perspectiva de conquistarem o seu direito de fala.

Ao termino das explanações dos grupos sobre as questões propostas apresentaremos aos mesmos a nossa nova proposta de funcionamento e organização da escola, organização essa que acontecerá por meio de encaminhamentos  feitos sempre por comissões de trabalho, também com marcação de cronograma, acompanhamentos e avaliação: momentos individuais – grupos – coletivos -, ao tomada de decisões e a conclusão serão sempre coletivas.

Também anunciaremos que a organização da sala de aula passará a ser em grupos para o aprendizado da convivência, do respeito às diferenças e a prática da cooperação porque o conhecimento nasce e se fortalece na interação. Esses grupos serão formados a cada começo de bimestre, mediado pelo representante de sala e pelo professor coordenador. Os alunos permanecerão nesses grupos durante um bimestre, depois discutirão e proporão os critérios para a formação dos novos grupos nos bimestres seguintes.

Proporemos de cada sala de aula deverá eleger representante de alunos em cada sala para participar das reuniões ordinárias com a gestão da escola. Esse representante será eleito pelos seus pares e não poderão permanecer para sempre. A candidatura ou indicação para esses papéis  acontecerá a cada bimestre  e será um processo de aprendizado de participação, coordenação, organização, liderança, cooperação, interação, encaminhamentos  e tomada de decisões – na prática aprender a convivência democrática na cotidianidade do chão da escola – por meio de  experiências práticas , pautadas em defesa das concepções/práticas de liberdade, autonomia, direitos a favor das classes populares.

Os representantes eleitos e a partir dos encaminhamentos das suas salas, professores, coordenadores Pedagógico farão parte dessas reuniões com o intuito de fortalecer o princípio da gestão democrática e irmos criando ao longo do ano outras instancias que corroboram para o fortalecimento da democracia, são eles:

  • Conselhos de classe abertos, participação dos alunos e professores;
  • Grêmio Estudantil atuante;
  • Decisões tomadas em assembleias;
  • Trabalho coletivo;
  • Participação em eventos extraclasse (eleição de representes por seus pares): organização de festas, seminários, encontros regionais de alunos, cursos, palestras etc.
  • Comissões de trabalho para tudo que for necessário para cuidar da escola: jardim, salas de aula,

 

Proporemos os Estudos do Meio eram propostos, analisados, discutidos e encaminhados e viabilizados coletivamente: organização de grupos de trabalho, distribuição de tarefas desde pesquisa, elaboração de roteiros, alimentação, espaços, horários etc.

Avaliação

A avaliação deverá ser processual e diagnóstica, levando em consideração o desenvolvimento dos objetivos antes e durante a realização do projeto, observações diárias dos alunos, da sua interação e participação nos momentos individuais – grupos – coletivos  com as aulas propostas, bem como a tentativa de alcançar plenamente o objetivo geral do projeto, em curto, longo e médio prazo.