Tarefa 6 – Curso REP! – Thaís Navarro Avelar

Data

5 de agosto de 2020

Cursista

Thaís Navarro Avelar

Função

PAP / Professora de educação infantil e ensino fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Guaianases

Escola

Emef Ver Anna Lamberga Zeglio

TAREFA DO CURSO: RESPEITAR É PRECISO!

 

THAÍS NAVARRO AVELAR

RF 828364-8 vínculo 1

Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I

EMEF Ver. Anna Lamberga Zéglio

 

 

Acolhimento na retomada ao Ensino Presencial.

 

  • JUSTIFICATIVA

 

Pensando na educação em direitos humanos, nas diferentes informações adquiridas nas lives e discussões do curso e tendo em vista o momento singular e difícil que vivemos mundialmente, considero importante o acolhimento, escuta e atendimento diferenciado à toda comunidade escolar, em um trabalho conjunto para minimizar os impactos que a pandemia nos trouxe e nos adaptarmos da melhor maneira possível ao novo “normal” que está sendo construído por toda a sociedade.

Atuo junto a uma comunidade da periferia, que necessita de apoio e informação, não apenas para seu aprendizado escolar, mas para a manutenção da vida, segurança e saúde. Quando penso na saúde, refiro-me à saúde física, mas estendo também para a saúde emocional e mental (diante às perdas que sofreram, às privações socioeconômicas, às diversas carências e a dificuldade de acesso a informações adequadas).

 

  • PÚBLICO ALVO

 

Este projeto de acolhimento é destinado a toda comunidade escolar: estudantes, servidores, prestadores de serviço, famílias, moradores do entorno. Para tanto, contaremos com apoio dos líderes comunitários, equipe gestora, equipe docente e colegiados (Conselho, APM, Grêmio, Comissão de Mediação de Conflitos). Caso haja disponibilidade, também seria de grande valia o apoio do NAAPA.

 

  • FINALIDADE

 

A intenção deste projeto é educar a comunidade para mudanças de comportamento, que valorizem a vida do indivíduo e do grupo no qual está inserido, construindo práticas graduais e contínuas que possam ser incorporadas permanentemente, agregando valores e não somente informações.

 

  • OBJETIVOS

 

Os objetivos estão apoiados na EDH, na Matriz de saberes, nas ODS e no Currículo da Cidade de São Paulo. A saber:

– Promover o respeito à vida e à saúde.

– Estimular ações de proteção ao indivíduo e à comunidade na qual está inserido.

– Informar sobre práticas que possibilitam o autoconhecimento, o autocuidado e o cuidado com o outro.

– Possibilitar a formação da cultura de respeito à dignidade humana.

– Desenvolver a responsabilidade, a solidariedade e a participação social.

– Propiciar reflexão, criticidade e engajamento social.

– Agir com empatia.

 

  • DURAÇÃO

 

A princípio, este projeto foi pensado para durar 1 bimestre, podendo ser estendido de acordo com as necessidades da comunidade e do desenrolar da pandemia.

 

  • AÇÕES

 

Dentre as ações propostas todas são importantes, mas destaco, entre elas, a escuta. Ouvir a comunidade, conhecer suas necessidades, dar voz àqueles que tem propriedade para relatar a realidade na qual estão inseridos e considerar suas expectativas.

Quando penso em EDH, considero de suma importância o respeito. Não podemos exercitar esse respeito ao outro sem dar vez para que ele se expresse e aponte sua perspectiva diante aos fatos vividos. Propor / impor ações sem a escuta torna-se egoísta e antidemocrático. Isso vai em caminho contrário a tudo que foi discutido no curso.

Assim, para iniciar o projeto, realizaremos a escuta: convidar todos os segmentos que fazem parte da comunidade para uma conversa (em espaço aberto, com distanciamento e cuidado adequado, a fim de evitar aglomerações e contaminações).

Neste momento ouviremos os principais desafios e dificuldades enfrentadas nesse período de isolamento, tanto do aspecto físico / material quanto do aspecto mental / emocional. Dar espaço para que, aqueles que se sentirem à vontade, possam falar e compartilhar suas experiências.

A partir dessa escuta, apontar quais são os principais obstáculos e quais pontos necessitam de intervenção, mediação e apoio.

Tendo claro os aspectos apontados pela comunidade, convocar os colegiados para pensarmos em práticas que podem auxiliar a comunidade. Dentro dessas práticas, abriríamos duas frentes:

  • Técnica: para considerar a veiculação de informações adequadas, a distribuição de EPIs (bem como a orientação do uso adequado), distribuição de cestas básicas (como dicas nutricionais), o ensino de higienização básica (pessoal e para itens de consumo), e outras questões que forem trazidas pelo coletivo.
  • Emocional: para considerar casos que necessitem de uma rede de proteção e apoio como depressão, luto, violência, ansiedade, solidão, entre outros.

Buscaremos, então, de preferência dentro da própria comunidade, parceiros e profissionais que colaborem com a implementação dessas práticas.

Durante todo o processo, desenvolveremos junto aos estudantes (em especial) trabalhos de conscientização que possam ser estendidos para suas famílias e outros pares, ampliando, assim, as pessoas atingidas.

Por se tratar de um projeto vivo, que considera as especificidades dos agentes envolvidos, novos desdobramentos podem ser propostos conforme a necessidade e as interações que ocorrerem.

 

  • RESULTADOS ESPERADOS

 

A partir desse projeto e das ações propostas, espera-se acolher a comunidade escolar em suas dúvidas e angústias, considerando os fatores que os tornam mais vulneráveis e expostos às consequências da pandemia.

Deste acolhimento, busca-se propiciar uma mudança de comportamento em relação à prevenção do contágio e propagação do vírus, à manutenção da saúde emocional durante o distanciamento social e na formação de uma rede de apoio que se estenda à toda comunidade.

Espera-se que o indivíduo possa ponderar suas ações, considerando as consequências delas para ele e para aqueles com quem convive.

Assim, acredito na possibilidade da continuidade deste projeto para além da pandemia, de maneira espontânea, com novas atitudes colaborativas, como prática enraizada através da experiência vivida.

 

  • AVALIAÇÃO

 

A avaliação acontecerá por meio de observação quanto aos seguintes aspectos:

– do envolvimento da comunidade nas ações propostas;

– da mudança de atitudes prejudiciais ao indivíduo e ao coletivo;

– da aquisição de informações úteis para esse processo;

– da melhora na saúde emocional / mental das pessoas;

Também servirá como avaliação a diminuição dos casos de contaminação na comunidade.