Tarefa 6 – Curso REP! – Talita da Cruz Coelho

Data

17 de junho de 2020

Cursista

Talita da Cruz Coelho

Função

Professor de fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

Emef Nilo Peçanha

Plano de orientação de pais de alunos

Objetivo Geral: Compreender quais as dimensões e impactos envolvidos no distanciamento social são mais latentes à comunidade escolar da EMEF Nilo Peçanha.

Objetivos Específicos:
Identificar questões sociais, econômicas e psicológicas provenientes da pandemia nesta comunidade escolar;
Acompanhar as aprendizagens no ensino à distância:
Subdividir os dados obtidos em possibilidades de atuação considerando aspectos de semelhança e definir as prioridades de atuação da escola;
Criar um plano de ação de orientação de pais de alunos, diante da das prioridades de atuação e as medidas necessárias ao retorno das atividades na escola.

As escolas estão sem atendimento presencial desde 23/03/2020, por determinação das autoridades municipais em virtude da pandemia de covid-19. Coube às instituições mais variadas (saúde, educação, assistência e indústria) fazer com que algumas medidas se cumprissem neste momento inédito. No caso da escola: manter a escola aberta com ensino remoto, reinventar nossas relações de ensino-aprendizagem e manter a ideia de escola como local também de proteção social.
Após três meses de ensino remoto, a Secretaria Municipal de Educação ensaia um retorno e alguns cuidados e ações fazem necessárias. Em especial, a escola preocupar em subsidiar ações de acolhimento dos alunos e pais da unidade escolar no retorno às aulas no contexto de pós pandemia. Considerando que a família é corresponsável pela formação cognitiva, afetiva, social e da personalidade das crianças e adolescentes, e a relação entre as famílias e a escola deve ser sempre fortalecida.                                   Para decidir sobre ações possíveis, é preciso reconhecer quais dimensões envolvidas no distanciamento social que causaram maior impacto na comunidade escolar e traçar um plano de ação onde a escola possa intervir ou colaborar em parcerias com outros setores (assistência social, saúde, ONGs). É necessária uma avaliação diagnóstica da realidade atual e formativa do projeto pedagógico, prevendo ajustes nas suas ações e intervenções em relação ao entorno escolar e como estão vivendo às famílias, haja vista que uma escola pública é constituída de classes sociais diversas.                              Alguns dados são de suma importância para essa avaliação: quais as condições emocionais dos estudantes? Alguns alunos podem ter perdido entes queridos, podem estar abalados psicologicamente por situações que ocorreram durante o isolamento, como aumento de conflitos familiares e outros. Outro subsídio necessário de compreensão é quanto a pandemia impactou a condição econômica? A perda da renda ou do emprego por parte de membros da família pode dificultar as condições de permanência nos estudos. Até mesmo a falta de aulas presenciais pode desestimular o retorno dos estudantes neste ano letivo. O acolhimento precisa ser planejado a fim de garantir que a evasão não aumente. Além de todos esses aspectos, é preciso orientar sobre as medidas de segurança e conversar sobre quais mudanças de comportamento e relações serão adotadas para a manutenção dessas medidas.
A escola se configura como espaço de proteção social na sua atuação e na execução das políticas públicas. A proteção social é ampla, envolve acompanhar o aprendizado dos estudantes, garantindo até sua alimentação em muitos casos. Além disso, é preciso engajar as famílias no comprometimento com ações educativas. Sendo uma necessidade atual, o cuidado com a saúde mental das comunidades escolares.
Para isso, é urgente um plano de ação pensado no acolhimento das famílias. Proponho um mapeamento com a comunidade para atingir uma perspectiva integrada das famílias (pais e alunos), seus olhares diversos e o impacto do distanciamento social na sua qualidade de vida. Ao organizar essa avaliação, produziremos relatórios quantitativos e descritivos do que se observa em relação ao contexto de pandemia vivenciado. Mapear é conhecer o lugar que atuamos, ou seja reconhecer no nosso entorno as barreiras e as necessidades. Mapear para propiciar novos canais de suprimentos e tantas outras ações, para ser possível tomar as melhores decisões em relação ao nosso território.
Primeiramente, precisamos identificar questões sociais, econômicas e psicológicas provenientes da pandemia nesta comunidade. Faremos entrevistas a partir de formulários de perguntas anônimos com os pais e encontro com os alunos por videoconferência na plataforma de aula online ou ligação telefônica, na impossibilidade de participação no encontro. A conversa será dirigida sobre aspectos da pandemia como: sentimentos predominantes no período de distanciamento, cuidado com o corpo e alimentação, cuidados preventivos adotados para se proteger do covid-19, ausência ou presença de conflitos familiares e rotina de estudo.
Os professores produzirão um relatório de acessos a plataforma online para mensurar o que foi possível de acompanhamento das aprendizagens no ensino à distância, quais atividades devolvidas foram significativas para essa análise. Na primeira semana de retorno às aulas deverão realizadas sondagens com os alunos.
A partir das respostas das entrevistas; criar uma planilha com os dados dos formulários dos pais. Subdividir os dados obtidos em possibilidades de atuação considerando aspectos de semelhança. Para essa primeira sistematização indica-se a organização das propostas por tema, sem repeti-las, ou seja, agrupando aquelas que são parecidas e separando as que são muito abrangentes e contemplam mais de uma questão. Na leitura dos dados, agrupá-los em aspectos das dimensões: social, emocional e instrumental (referente ao acompanhamento das aprendizagens dos alunos). Considerar a quantidade das respostas iguais no formulário. As conversas em videoconferência ou por telefone com os alunos devem ser registradas e seus dados classificados nas mesmas dimensões social, emocional e instrumental.
A devolutiva para a unidade educacional do trabalho sistematizado é importante, pois amplia a participação nessa etapa do projeto e o documento produzido irá refletir mais fielmente as realidades e anseios da comunidade escolar. Em posse dos dados da planilha e dos registros com os alunos, a gestão da escola vai realizar a leitura e interpretação dos dados obtidos em momento coletivo de reunião com professores. A coordenação pedagógica vai traçar com os professores um plano de acolhimento das famílias. Essa mesma leitura e interpretação dos dados deve acontecer na reunião de Conselho de Escola para se pensar em ações agregadoras à acolhida com a comunidade escolar, e diante da realidade apresentada pensar em parcerias no território educativo. As sugestões, estratégias e necessidade comporão um material de orientação aos pais sobre o retorno e encontros formativos com os pais para abordar temas prioritários: cuidados com a saúde, acompanhamento das aprendizagens em casa, medidas de segurança necessárias, conversa com profissionais da psicologia para fortalecer a saúde mental.
Processos avaliativos comumente geram expectativas no público envolvido. Assim, será necessário organizar uma comissão na escola para atuar em conjunto com a diretoria regional de educação e outros mecanismos disponíveis no território educativo para desenhar ações que possam responder às demandas resultantes das avaliações. Encaminhamento de famílias aos órgãos de assistência social, unidades básicas de saúde, distribuição de EPIs (Equipamento de Proteção Individual).
Responder demandas não significa realizar prontamente o que é solicitado, mas, em um debate participativo e democrático, explicitar as possibilidades, eleger prioridades, organizar ações. O distanciamento social provocado pela pandemia do Covid-19 produz efeitos que ultrapassam as questões de saúde, visto que impõe modificação de rotinas e gera impactos na economia, nas relações sociais, nos hábitos culturais, nas condições emocionais, entre outras. Essa avaliação propõe discutir e compreender os impactos gerados pelo distanciamento social na comunidade escolar da EMEF Presidente Nilo Peçanha. Para que os familiares contribuam com a avaliação, é importante pensar nas formas diversas de atingi-los, horários de plantão diversos para atender quantidades seguras, data e horários em que pais e mães trabalhadores/as também possam participar. Planejar como será feita a mobilização da comunidade, providenciar os materiais necessários, preparar espaços para as reuniões dos grupos, quanto mais pessoas engajarem em ações para a melhoria da qualidade de vida da comunidade, maiores serão os ganhos para a sociedade e para a educação. Por isso, é muito A escola deve usar da criatividade para mobilizar pais, alunos, professores, funcionários e outras pessoas da comunidade para o debate sobre sua qualidade. Cartas para os pais, faixa na frente da escola, divulgação no jornal local, nas redes sociais da escola, e plantão de atendimento telefônico são algumas das estratégias sugeridas. Os indicadores e o plano de ação ganham significado quando se tornam um processo de compreensão da realidade escolar e contribuem com o projeto político-pedagógico. A avaliação deve subsidiar as tomadas de decisões e direcionar as intervenções para que ocorra a melhora do trabalho escolar no Pós Pandemia tendo como referência o projeto educacional da escola.

Talita Coelho