Tarefa 6 – Curso REP! – Silmara Vilibor Lucero

Data

5 de agosto de 2020

Cursista

Silmara Vilibor Lucero

E-mail

Função

Prof de ed inf e fund I

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

Emei ana neri

Projeto ”Você não é igual a mim, mas a gente se respeita sim” 

Justificativa do projeto:  

Ao longo do curso Respeitar é Preciso– a Educação em Direitos Humanos e a atuação das Comissões de Mediação de Conflitos”, refleti bastante sobre como o papel da equipe de mediação é importante nas escolasnão  para mediar os conflitos que surgem, mas principalmente para promover uma educação baseada no respeito aos direitos humanos, propiciando uma cultura de paz. 

Todos as temáticas apresentadas foram extremamente importantes, porém, acredito que trabalhar o respeito mútuo na escola seja de suma relevância, afinal de contasquando não  respeitosurgem os estereótipos, as discriminações, as violações de direitoos preconceitos, as violências e as barbáries. 

Muitas vezes, a escola por aparentemente não ter nenhum grande problema” relacionado à falta de respeito, não abre espaço para discutir essa temática, contribuindo indiretamente para a naturalização e perpetuação de algumas atitudes, como os julgamentos, as humilhações, as rotulações e os tratamentos diferenciados. 

Acredito que desde a educação infantil seja importante promover vivências e ações onde os valores e princípios dos direitos humanos estejam presentes e sejam discutidosPorémdevemos sempre lembrar que os direitos humanos não podem ser simplesmente ensinadoseles precisam ser vivenciados por todos nas práticas cotidianas da escola.

Público Alvo:

Estruturei esse projeto como uma ação inicial da Comissão de Mediação de Conflitos para ser desenvolvida com todos os educadores da Emei Ana Neri (gestores, docentes e equipe de apoio), afinal de contas, como posso querer que meu aluno respeite o colega se eu não respeito a turma? Como podemos falar em protagonismo infantil se não escuto o que eles falam?  Como posso promover reflexões sobre preconceito se constantemente estou julgando os outros? Como posso querer que os pais participem mais se eu só reclamo deles? 

É importante destacar que, esse projeto poderá ser extendido futuramente para alunos, pais, APM, CE, sofrendo alguns ajustes.

Finalidades e Objetivos:

Ano passado começamos o trabalho de Comissão de Mediação de Conflitos lendo legislações, realizando pesquisas, separando livros, porém não conseguimos desenvolver um projeto. Por isso, acredito que esse projeto “Você não é igual a mim, mas a gente se respeita sim” possa, inclusive, ser nosso ponto de partida, esclarecendo que o trabalho da CMD não é extinguir os conflitos, visto que eles são inerentes às relações humanas, mas sim promover a escuta mútua, o diálogo, o respeito e uma educação em direitos humanos.

Ao longo do projeto, serão realizadas algumas ações com o objetivo de:

  • promover a reflexão sobre a importância do respeito mútuo para a construção de uma escola democrática
  • contribuir para a adoção do respeito mútuo nas práticas pedagógicas
  • contribuir para a disseminação da cultura de Educação em Direitos Humanos na escola 

Duração:  1 ano

Ações:

Atividade 1: O que é respeito?

Iniciaremos essa atividade distribuindo uma folha de sulfite e pedindo que cada participante escreva o que é respeito. Em seguida, esses papéis serão recolhidos e abriremos para a discussão do tema, promovendo reflexões sobre respeito, respeito mútuo e pedindo que eles estabeleçam uma relação entre escola e respeito.

Nenhum participante será obrigado a falar e eles poderão mencionar relatos pessoais, exemplificando quando se sentiram respeitados e desrespeitados em diferentes contextos. Se necessários, algumas diferenciações poderão ser feitas, como por exemplo respeito e submissão, respeito e medo.

Atividade 2: Dinâmica dos Rótulos

Iniciaremos pedindo a participação de 4 voluntários (caso não surja espontaneamente, poderemos utilizar membros da CMC). Cada um desses voluntários receberá um sulfite para colar nas costas com fita adesiva e o restante do grupo será orientado a se relacionar com essa pessoa durante a pausa para o café de acordo com o que está escrito no sulfite (sou mentiroso, estou muito carente, gosto de ser bajulado e me interrompa sempre). Quem está com o sulfite não saberá o que está escrito e os demais não poderão revelar durante as interações.

Após o término do café, começaremos a discussão perguntando como os 4 voluntários se sentiram ao serem tratados daquela  maneira e , em seguida, perguntaremos para os demais como foi ter que tratar o outro seguindo uma regra. A partir daí, conduziremos a discussão pensando nos estereótipos que muitas vezes atribuímos a alguém e como isso interfere e limita a maneira como nos relacionamos.

Atividade 3: Reflexão sobre o vídeo ” A importância de cada um no grupo e o respeito ” (disponível em: https://youtu.be/vb-3NdH75d0)

Após assistirmos o vídeo, os participantes deverão se dividir em pequenos grupos para  discutir as sobre as situações apresentadas , apontando, quais as situações de respeito ou de desrespeito foram identificadas, o que fariam se estivessem lá, se isso poderia ser resolvido de outra forma.

Em seguida, abriremos a discussão para todos e tentaremos problematizar refletindo sobre nossas práticas cotidianas, a importância do respeito mútuo, do diálogo.

Atividade 4: Construção de um painel coletivo

Uma grande tira de papel kraft será colada na parede e os participantes serão instruídos a confeccionarem um painel coletivo, sendo que a única regra é que ninguém pode desenhar por cima do desenho do colega.

Terminada a produção, refletiremos sobre como foi o processo. Foi fácil? Alguém organizou?  Quais dificuldades sentiram?  O que acharam do resultado final?  Em seguida, problematizaremos novamente para o contexto escolar, pensando em como executamos tarefas coletivas, se há diálogo, se respeitamos o outro ou se queremos somente impor nossa opinião, se há parcerias e como cada um tem um papel importante no processo educativo, pois cada produção feita no kraft fez com que o resultado final ficasse daquela maneira.

Finalizaremos destacando que o respeito é fundamental para que todos possam conviver .

Atividade 5: Passeio pela escola (mapeamento)

Os participantes serão divididos em grupos e percorrerão a escola fazendo um levantamento de atitudes de respeito e de desrespeito que acontecem naqueles espaços. Depois, discutiremos as situações levantadas, refletindo sobre possibilidades de intervenções e mudanças. Vale ressaltar que todos os espaços serão analisados, inclusive sala dos professores, refeitório dos funcionários, diretoria, sala de aula, refeitório dos alunos, espaços externos da escola.

Atividade 6: Fechamento do projeto

Distribuiremos as folhas que eles utilizaram na primeira tarefa e pediremos que eles pensem se o conceito que tinham sobre respeito mudou e se eles querem acrescentar algo naquele papel inicial.

Em seguida, perguntaremos como foi participar do projeto, o que acharam , o que sentiram. No final, os papéis serão recolhidos e colados no mural do refeitório dos funcionários.

Avaliação:

A avaliação acontecerá ao longo do projeto, através da observação das práticas cotidianas da escola (como estão os relacionamentos entre adultos, adultos e crianças e crianças e crianças? aconteceram mudanças nas práticas pedagógicas?)e dos apontamentos feitos pelos envolvidos na última tarefa .