Tarefa 6 – Curso REP! – SHIRLENE ALENCAR DUARTE

Data

22 de julho de 2020

Cursista

SHIRLENE ALENCAR DUARTE

Função

PEIF

DRE / Unidade Educacional

Campo Limpo

Escola

EMEI Jardim Kagohara l

EDUCAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS

SHIRLENE ALENCAR DUARTE

 

ACOLHIMENTO DA UNIDADE ESCOLAR NO PÓS PANDEMIA, RETORNO A ESCOLA.

Público atendido: todos os funcionários da unidade escolar

Duração: Uma vez por semana

Período: 24/08/2020 a 21/09/2020

Ano: 2020

 

Introdução

Vivemos um momento de pandemia mundial ocasionado pela Covid-19 que demandaram ações emergenciais para o distanciamento social, com isso as aulas foram suspensas e começaram os ensinos e reuniões remotas, com o intuito de garantir o direito à vida, a saúde e o bem estar de todos no quesito saúde.

No entanto, o retorno ás unidades escolares já tem data, e assim surge uma necessidade de nos reorganizarmos, para garantir uma educação de direitos que preza pelo bem estar de todos os que trabalham e frequentam a unidade escolar. Com isso, deve se levar em consideração o retorno, pois existem questões que devem ser superadas como o distanciamento físico e a proximidade afetiva, o convívio em grupo. Sendo assim, podemos dizer que o acolhimento, a escuta devem ser um recurso que deve ser usado de maneira delicada, levando em consideração a solidariedade, a empatia e um olhar sensível.

A palavra “Acolher” possui diversos significados, como: agasalhar, refugiar, resguardar, proteger, apoiar, amparar, entre outros. No âmbito escolar, o Acolhimento é uma ação pedagógica, que favorece a integração, de professores, gestores e funcionários.

Sendo assim deve se adotar uma linguagem simples e motivadora que passe confiança a todos da unidade e comunidade escolar, contribuir na conscientização e motivação de todos para o enfrentamento da crise. Nesse primeiro momento deve se fazer uma acolhida onde todos da escola possam participar, pois todos são essenciais e únicos neste momento;

Objetivos

Objetivo geral:

Proporcionar um ambiente acolhedor, seguro e prazeroso, aprendendo a interagir com as outras crianças e adultos em um novo ambiente e criando vínculos afetivos, iniciando assim a sua inserção de conhecimento dentro da Unidade Escolar, pois neste retorno muitas mudanças físicas e de comportamentos serão explicitas.

Objetivos específicos:

Acolher com muito amor e carinho, acomodar da melhor maneira possível com reflexões, músicas, leitura e dinâmicas

Desenvolver ações que promovam um ambiente prazeroso, com atitudes de cortesia, de cooperação, habilidades e autonomia;

Desenvolver o sentimento de pertencimento e promover o desejo de participação dos estudantes na escola.

Desenvolver habilidades socioemocionais (aprender, ter empatia, lidar com as emoções e resolver problemas).

Favorecer o conhecimento de um novo ambiente por meio da presença e da mediação.

Desenvolvimento

Começaremos o primeiro encontro com uma música de fundo para fazer um momento de relaxamento, nos transportarmos para um momento feliz, em seguida faremos uma roda de conversa onde a pergunta principal é “Como você está se sentindo em relação à quarentena?” todos poderão falar sobre o que aconteceu nesse período de afastamento, aquele que não quiser falar poderá escrever e colocar numa caixa quando retornar a escola, fica a critério também a identificação.

No segundo encontro, iniciaremos com uma leitura (O Melhor Milho, autor desconhecido) e a partir da história conversaremos sobre o que levaremos de bom dessa experiência (para nossa vida, para nossa sociedade, para nossas escolas), a partir desta conversa vamos levantar as expectativas e desafios a erem enfrentados com este retorno, então faremos a Arvore dos sonhos.

Descrição – Essa atividade consiste na confecção de uma árvore que será composta com papéis contendo as expectativas e desafios dos participantes. (Será confeccionada virtualmente e depois enviada para todos ficando uma no mural da escola)

Construção da Árvore dos Sonhos:

  • Confeccionar um mural com uma árvore (raiz, tronco e copa).
  • Explicar o significado da Árvore dos Sonhos.
  • Cada participante deverá escrever na folha da árvore uma palavra que representa como ele pode contribuir para o retorno escolar; em seguida, um por um, deverá ler para todos o que escreveu na folha com seu desejo.
  • Montar o painel com a árvore e com a frase de todos

Reflexão –à copa da árvore como representação dos sonhos, o tronco como o percurso para atingi-los e as raízes aquilo que se tem como base para alcançá-los.

Perguntar qual é a sensação de estar em uma árvore com tantas folhas diferentes Mostrar que a árvore representa a Escola e as folhas representam todos da unidade escolar.

Neste terceiro encontro é de extrema importância que se tenha um profissional da saúde, pois poderão fazer as suas perguntas e aproveitar para tirar todas as dúvidas e angustias que se fazem pertinentes neste momento do retorno e este profissional poderá treinar os funcionários sobre prevenção, saúde e procedimentos de emergência. Finalizaremos este encontro escrevendo coletivamente através de um escriba o que se espera dessa nova realidade que viveremos dentro da U.E, depois todos receberão uma cópia.

No nosso quarto encontro será abordado através de uma dinâmica “Eu conheço esse desconhecido” (Texto da aluna Rafaela Peres – 3ª série – EE Reverendo Paes de Ávila– DE São Vicente) a importância do papel de cada integrante da escola, o intuito é refletir a respeito da importância do papel de cada membro da unidade escolar. Pedir para que dois professores leiam o texto em forma de diálogo e em voz alta.

Texto base – Eu conheço esse desconhecido

-Olá

-Oi. Quem é você?

-Primeiro você, quem é?

-Sou eu.

-Ah. E eu sou eu.

-Engraçadinho!

-O que é isso na sua mão?

-Um apagador.

-E isso na sacola transparente que você está segurando?

-Uma caixa de giz.

-Ah…

-Você gosta de verde? Eu amo verde.

-Vejo um quadro verde todos os dias, menino. Cansei da cor.

-Poxa… Minha mãe às vezes diz que está enjoada do meu pai; tá ai, deve ser porque ela vê ele todos os dias.

-Uma boa hipótese.

-Sim. Ela o ama, por isso suporta. Você deve amar o quadro verde! Até o suporta…

-Sim. Amo. Mas me sinto desmotivado todos os dias.

-Eu também.

-Ah, você é uma criança; a vida adulta é outra, rapaz!

-Me incomodo com o desinteresse dos outros.

-Eu também, jovem. E não suporto a falta de respeito dentro do meu ambiente de trabalho.

-Nem eu, moço.

-Ah, fico tão triste quando reclamam da minha matéria.

-E eu fico triste quando tiro uma nota abaixo de cinco.

-As equipes, às vezes, perdem seus significados.

-É… Meus amigos também se esquecem de ser amigos.

-Deixo de resolver minha vida para dar meu sangue aonde eu trabalho, mas ninguém me nota.

-Que injusto! Te notei agorinha mesmo, aliás estou te notando nesse instante!

-Ah, claro, retribui a atenção.

-Ponto para nós dois, que tal?

-Que tal você me dizer quem é você garoto?

-Sou um aluno, caro professor.

-Por que não percebi antes?

-Porque estava ocupado demais reparando no que não é agradável.

-É… Pode ser… Gostei de você. Vamos conversar melhor?

-Desculpa, me formarei amanhã, preciso ir agora.

-Mas e eu? Você vai me deixar?

-Sim. Agora é hora de você me procurar em outras pessoas. E, olha, sou do que pede pra sair da sala toda hora, reclamo das fórmulas e das interpretações de textos, chego atrasado sempre que não posso, mas também sou alguém que está esperando conhecer mais pessoas como você. Prazer!

-O prazer é todo meu!

Nesse nosso último encontro abordaremos a educação de direitos humanos com a dinâmica da foto.  Cada um deverá separar uma ou duas foto que mais tem significado na sua vida.

No momento do encontro um de cada vez falará o porquê escolheu a foto em questão e compartilhar os fatos, sentimentos e lembranças, o intuito é mostrar que todos somos protagonistas e valorizadas. Saber que suas histórias são interessantes e importantes para os outros é um aprendizado que contribui para a construção da autoestima de cada uma delas.

No final refletiremos, sobre o tema abordado, mostrando que através da foto, colocamos em pratica a empatia, a escuta ativa, a diversidade entre outros.

O desenvolvimento das atividades se dará virtualmente, uma vez por semana, no coletivo

Tempo: a determinar para cada atividade.

A avaliação se dará pela observação e interação de todos, com isso faremos quatro encontros, quando terminamos continuaremos observando e assim, se percebermos a necessidade faremos um novo plano de ação para que todos possam ter esse emocional mais fortalecido.

Sendo assim neste primeiro momento abordamos atividades de acolhimento, onde implicitamente tratou temas que foram debatidos no curso de Educação de Direitos Humanos como empatia, acolhimento, escuta ativa, protagonista, valorizada entre outros.

No entanto quando começar a receber os alunos na unidade escolar é muito importante estabelecer uma comunicação com todos e estar atento à questão emocional, pois só assim poderemos tomar decisões sobre os próximos passos, na questão da saúde emocional pois somos pessoas únicas que reagimos de formas diferentes.

Contudo somos profissionais da educação, somos seres humanos e não seremos mais os mesmos, porque essa experiência vivida despertou sentimentos de diversas naturezas: para alguns foi uma vivência dolorida, para outros reflexiva ou de muitas aprendizagens e mudanças.

Entretanto acredito que nenhuma experiência que vivemos são isentas de algum aprendizado, mesmo as mais doloridas, difíceis e tristes, pois sempre aprendemos algo. Depois do isolamento pelo COVID-19, talvez ainda não tenhamos os anticorpos, vacinas ou remédios, mas estaremos mais fortalecidos quanto ao modo de agir e viver, mais preparados, mais experientes e certos de que mesmo quando presenciamos atitudes erradas, podemos aprender “como não devemos fazer” por que a aprendizagem nunca acaba e a esperança é que esse período ruim tenha algum sentido positivo para nossa evolução enquanto pessoa.

 

 

 

 

Material complementar

 

O Melhor Milho (Trabalho em Equipe)

Todos os anos aquele fazendeiro recebia o primeiro prêmio máximo pela qualidade de sua lavoura de milho na exposição de seu estado.

Certa vez um jornalista, intrigado ao descobrir que ele fornecia suas “sementes campeãs” para os fazendeiros vizinhos, lhe fez a seguinte pergunta:

– Como você se permite compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos, se eles competirão com você todos os anos?

E o fazendeiro respondeu:

– Bem, você não sabe? O vento espalha o pólen do milharal de lavoura para lavoura. Se meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização cruzada vai certamente degradar a qualidade do meu milho. Portanto, se eu pretendo cultivar um milho de qualidade, eu tenho de ajudar meus vizinhos a cultivar um bom milho.

Em uma equipe de alto desempenho, o bem estar individual está firmemente ligado ao bem estar de todos. À medida que cada membro da equipe contribui com o seu melhor, todos têm a oportunidade de aperfeiçoar-se e melhorar continuamente suas próprias contribuições à equipe. À medida que cada um se fortalece, toda a equipe se torna mais forte, mais dinâmica, mais eficaz, enfim, uma equipe extraordinária. Quanto você tem contribuído para que sua equipe se torne mais extraordinária a cada dia?

 

 

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

https://sae.digital/retorno-das-aulas   12/07/2020

SOMOS EDUCAÇÃO, PLANO DE AÇÃO – REABERTURA

Secretaria Municipal de Educação de São Paulo MINUTA PROTOCOLO VOLTA ÀS AULAS

https://www.eloseducacional.com/educacao/retorno-dos-alunos   12/07/2020

https://lunetas.com.br/desafios-da-educacao-integral-brasileira-pandemia   12/07/2020

http://www.blogdofabossi.com.br/2011/09/o-melhor-milho-trabalho-em-equipe   16/07/2020