Tarefa 6 – Curso REP! – Rosanna Farias Oliveira

Data

27 de julho de 2020

Cursista

Rosanna Farias Oliveira

Função

Coordenador Pedagógico

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

CEI Jardim São Pedro

Curso “Respeitar é Preciso – 2020” 

Nome: Rosanna Farias Oliveira  RF 770.233.7-1

Cargo: Coordenadora Pedagógica

Unidade de trabalho: CEI Jardim São Pedro / DRE Itaquera

Justificativa: Os bebês e crianças vivem suas infâncias no CEI e trazem diversas identidades (raciais, étnicas, de gênero, territorial, de nacionalidade) que se cruzam nas diversas relações (entre bebês e crianças; entre as crianças e os adultos, entre estes e as famílias nas práticas educativas cotidianas). Acredito que o maior desafio da Unidade hoje é reconhecer e considerar essas diferenças e identidades nas diversas ações, experiências e nas relações estabelecidas cotidianamente reconhecendo o papel fundamental da educação que é o combate ao racismo e sexismo e o compromisso com a promoção da igualdade étnico-racial e de gênero. Dessa forma iremos desenvolver essa proposta formativa defendendo uma educação antirracista e reflexiva quanto às questões de gênero.

– Organizações da UE que estarão envolvidas como protagonistas neste processo: Para o desenvolvimento destas ações, participarão toda a Comunidade Educativa (Gestores, Educadores, Funcionários, crianças e famílias), Conselho de Escola, APM e Comissão de Mediação de Conflitos.

– Finalidade: A partir do desenvolvimento das ações assumir o compromisso de repensar as nossas práticas pedagógicas, as relações estabelecidas, os materiais (livros, bonecas(os), brinquedos, filmes, revistas) e ambientes de forma que sejam planejados e organizados para o combate ao preconceito e discriminação relacionados ao racismo e as questões de gênero, bem como de construir a percepção positiva das diferenças e de gênero. Assim, vivenciando um ambiente educacional igualitário, no qual se respeita e se discute as diferenças.

– Objetivos / Resultados esperados:

* Refletirmos sobre os conflitos como algo inerente às relações sociais e que todos podem lidar com eles de forma crítica, reflexiva e transformadora;

* Desenvolvermos meios restaurativos de solução de conflitos, que atendam ás necessidades e realidade da Unidade, propiciando a definição de responsabilidades mútuas, na perspectiva do exercício da cidadania;

* Desenvolvermos uma atuação preventiva na Unidade, com objetivo de reduzir as diferentes formas de violência;

*Divulgarmos a importância de instituir na Unidade a cultura da mediação de conflitos;

– Duração: Ano letivo vigente com proposta de continuidade do Projeto.

– Ações:

* Diálogo constante e permanente nas situações de conflito: A característica fundamental da solução não violenta do conflito está no poder de comunicação entre as partes envolvidas. Através de um diálogo franco, elas podem chegar a um consenso. Para isso seguiremos os seguintes passos:  a) a possibilidade de cada parte expor seus sentimentos através de frases tipo: “eu sinto isso”; b) uma avaliação racional do processo através de frases tipo: “Eu penso que isso é a melhor opção por causa daquilo” ou “Eu penso que isso não é a melhor opção por causa daquilo”;  c) a vontade de buscar soluções para o conflito.

*Ações a partir das Assembleias Escolares: A responsabilidade da assembleia escolar é regular e regulamentar as relações interpessoais, incluindo-se a mediação de conflitos, e a convivência no âmbito dos espaços coletivos. Contando com a participação de representantes de todos os segmentos da comunidade escolar, discutiremos assuntos relevantes, conflituosos e que fazem parte da rotina da Unidade. Os representantes dos diversos segmentos serão escolhidos, dentro de sistema de rodízio, de forma que no transcorrer do tempo, todos os membros possam experienciar a participação no processo de tomada das decisões coletiva.

* Norteadas pelos princípios da gestão democrática e do diálogo, refletiremos sobre formas de organização que privilegiem o protagonismo, como boas práticas para a reflexão, prevenção e mediação de conflitos. Assim, caberá a Comissão de Mediação de Conflitos, constituída a partir da legislação em vigor, organizar e rever as normas de convívio escolar. Nesse sentido, também participarão desse processo de organizações democráticas (Conselho de Escola e APM), como também mobilizadoras e estratégias na mediação de conflitos.

* Diálogo com toda a comunidade escolar, nos momentos de formação e discussão, que reflitam o quanto muitas práticas que ocorrem dentro do ambiente educativo têm silenciado as questões relacionadas ao racismo e à equidade de gênero. Além de nos fazer repensar a intencionalidade presente no currículo, nas imagens que são colocadas nas paredes, corredores e murais, nas histórias lidas, repensar também as comemorações e festas que estão presentes no cotidiano. Para isso o Projeto Político-Pedagógico deve ter por escrito e em suas ações, o compromisso com a educação antirracista e com a igualdade de direitos entre os gêneros.

* As propostas pedagógicas devem prever e realizar ações e reflexões, de forma permanente com os bebês e as crianças, as famílias/responsáveis e os demais profissionais, que valorizem as diferenças.

* Os Professores precisam organizar vivências e experiências onde as crianças possam brincar sem que haja a distinção entre brinquedos ou brincadeiras de meninos e meninas.

* Nas atividades cotidianas não separar os grupos em meninos e meninas (fila, organização dos brinquedos, divisão de equipes).

* Garantir que todos os bebês e crianças expressem seus sentimentos, emoções, atitudes, preferências, sem restrições por serem meninos ou meninas.

* A Equipe Gestora e educadores discutirem com as famílias o caráter positivo e a importância de termos profissionais da educação do sexo masculino atuando com os bebês e as crianças pequenas.

* Todos os bebês e crianças receberem os mesmos cuidados, atenção e acolhimento no momento da troca de fraldas/roupas, do banho, do choro e dos conflitos, sem que haja privilégio de gênero, raça e etnia.

* Estabelecer procedimentos na Unidade Educacional de escuta, documentação e encaminhamento para ações, atitudes e verbalizações com conteúdo preconceituoso e discriminatório por razões religiosas, de gênero, racial ou étnica.

– Avaliação: Iremos discutir a eficiência das ações, os avanços e as alterações necessárias diante dos resultados. Equipe Gestora, Equipe Docente, Funcionários, Famílias responderão uma avaliação sobre as mudanças observadas na Unidade e no modo de agirmos diante das propostas do Projeto. Os registros das reuniões formativas e ações referendadas coletivamente serão compartilhados com todos. Os membros da Equipe irão se autoavaliar constantemente para reflexão e mudanças com relação às propostas. Ao final do ano letivo, apresentaremos os dados à Comunidade Educativa com proposta para continuidade do Projeto.