Tarefa 6 – Curso REP! – Rosanela Rodrigues da Silva

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Rosanela Rodrigues da Silva

Função

Prof de educação infantil e ensino fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

Emei Dulce Hauck

TAREFA DO CURSO RESPEITAR É PRECISO! – A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E A ATUAÇÃO DAS COMISSÕES DE MEDIAÇÃO DE CONFLITOS.

Rosangela Rodrigues [email protected]

Proposta de ação– Cuidando de si e do outro- a diversidade nos une

Público alvo- 4 a 5 anos.

Justificativa

O assunto do momento, a pandemia, nos reflete a entender por que a sociedade brasileira é tão diferente. A concentração de riqueza no Estado de São Paulo, o mais populoso e com maior diversidade de estrangeiros num só território, não livrou as pessoas de contraírem o vírus, pelo contrário, ele não escolhe a quem atinge e contamina ricos e pobres. No início se mostrou entre aquele que teriam viajado para o exterior, mas tão logo se soube de sua circulação que ele já era realidade nas periferias da nossa capital, para depois se alastrar pelo interior. O fato é que agora se concentra em regiões com grande concentração de pessoas e inúmeros problemas sociais.

Os problemas enfrentados pelo mais pobres não começaram com a pandemia e não é de agora que esse esses mais pobres revelam sua cor. A discriminação por classe social e por raça são as contas mais caras que a sociedade tem que pagar nesse momento.

O meu trabalho é em EMEI. Certa vez nos deparamos com uma situação um pouco incomum entre crianças de 4 e 5 anos. A aluna olhou para o cabelo da professora, que era afrodescendente e lhe disse “seu cabelo é feio”. Essa professora sabe que a criança, ainda em formação, pode até querer dizer que “era diferente”, mas sabemos também que as crianças nessa faixa etária reproduzem muito o que ouvem.

Nossa vida nunca mais será como antes, por termos vivido uma situação de recolhida nunca visto em nosso país. Entendo diante disso fazer necessário a conversa sobre o cuidado de si e do outro, e nesse momento pensando físico, social, emocional.

Justifico essa como uma ação de conscientização, de apresentar que o preto e o branco ocupam o mesmo lugar na sociedade, assim buscando quebrar estigmas criados dentro das famílias. Uma criança não pode continuar achando estranho um cabelo afro. É preciso trazer a ela referências de que essas situações são normais, de que há muitos outros tipos de pessoas e cabelos, e que respeitar é preciso. É preciso que ela reconheça que a sociedade é composta também de pessoas de diferentes etnias, que há índios que já não estão mais no campo, que há pessoas de outros países morando no nosso.

A primeira etapa da educação é básica é na Educação Infantil. Por isso é importante a discussão quanto ao respeito as diferenças logo cedo. Essa fase escolar introdutória é onde os pais estão mais ativos e presentes nas atividades também e é importante a criança levar para casa as boas experiências que vivencia na escola. Um aprende com o outro, um ensina para o outro e todos cuidamos de todos. E terá que ser assim.

Envolvidos

Unidade Escolar e comunidade.

Finalidade

Conscientizar alunos, pais e comunidade a respeitar as diferenças; apresentar outras culturas; disseminar a cultura da população afrodescendente presente no Brasil e de outras etnias.

Objetivos/Resultados esperados

Que a criança seja capaz de:

  • Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir;
  • Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações;
  • Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação;
  • Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos;
  • Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive;
  • Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida;
  • Praticar o respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos.

Em que ponto você espera chegar com esse trabalho

Diante das rodas de conversa sobre os temas apresentados, reconhecer a possiblidade de surgirem curiosidades sobre o assunto, de modo que todos possa, pesquisar com as famílias, trazer as impressões discutidas nos lares, por meio de questionários, opinar sobre algum tema que tenham interesse de uma devolutiva, enfim, fazer que todos se interesse mais pelo assunto, ao tempo em que forem conhecendo mais e possam assim buscar novas informações.

Provavelmente as discussões sobre o tema racial sejam mais presentes, pois hoje vemos diante manifestações em outros países que esse é um tema que necessita de ampla discussão e conhecimentos nas escolas. Educar as crianças para não punir os adultos.

Uma breve explicação sobre o direcionamento do projeto segue:

  • Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir:

A criança tem a oportunidade de conviver com diferentes culturas dentro da escola. Em nossa UE já tivemos matriculadas crianças do Japão, da Angola, e sempre da Bolívia. Então as características físicas diferem. Oportunizar que essas crianças se expressem em sala e possam contar um pouco da sua cultura e rotina. Pedir para os pais compartilharem algo importante que caracterize sua cultura. Compartilhar esse momento com a turma. Apresentar murais como resultado da pesquisa para conhecimento de todos. Esse é o momento de conhecer e respeitar as diferenças.

  • Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações:

Tentativa e erro fazem parte da evolução do ser humano. Nosso primeiro contato com essa premissa são os primeiros passos, onde nos levantamos e caímos até entender. As ações para esse objetivo devem girar em torno de dar autonomia e segurança para a criança evoluir em suas aprendizagens, mostrando para ela que o erro é uma parte do caminho importante. Reforçar que cada um tem seu tempo e seu momento de aprender.

  • Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação:

Coma a conquista da autonomia, atribuir as crianças algumas ações de cooperação com a turma. Assim ela pode se tornar mais pró ativa no lar também.

 

  • Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos:

Em nossas rodas de conversa, proporcionar um momento de fala e descontração para que todos que se sentirem à vontade possam compartilhar experiências, dar opiniões, fazem críticas. Reforçar a importância da escuta e da fala dentro da sociedade.

  • Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive;

Trazemos aqui um dos temas mais delicados a se falar: a discriminação. Vamos aqui expor que os negros podem sim ocupar um lugar na sociedade, e não que são todos marginalizados. Atores, médicos, advogados, líderes religiosos, cantores, enfermeiros, motorista, enfim, essa são algumas falas que podem aparecer diante de uma roda de conversa com crianças. Esperamos que diante dos negros presentes, possa haver histórias tristes também. Esse é o momento de trazer para o grupo o respeito que devemos ter por todos. Entre os pequenos, o que é observado que chama mais a atenção é o cabelo. Nossa UE realiza comprar de bonecas negras para que as crianças possam se identificar. É realmente muito raro entre as crianças pequenas uma fala mais discriminatória. Estamos atentas também quanto a questão física do porte, o peso. Elas se incomodam muito quando são chamados de “gordinhas”. É o espaço para trabalhar a autoestima com esse tema também, trazendo figuras, vídeos, desenhos entre outros recursos que possam ilustrar a nossa diversidade.

  • Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida;

Importante que a criança conheça que há modos de vida diferentes do dela, mas não menos importante. E quanto a isso, relaciono a religião, a alimentação, o modo de vida, os hábitos, entre outros.

  • Praticar o respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos.

Nessa fase etária a maioria dos conflitos aparecem durante as atividades com brinquedos e em brincadeiras no ambiente externo. Por isso a mediação de conflitos, em cooperação com os colegas, podemos resolver os atritos com conversas e com apoio do grupo, desenvolvendo o hábito de pedir desculpas por um erro reconhecido, ou que cause algum dano para o colega.

 

Duração – Apesar de ser um tema de discussão e reforço contínuos, espero trabalhar com as devolutivas das famílias em 6 meses.

Avaliação – Através dos relatos das crianças e dos pais.