Tarefa 6 – Curso REP! – Rosana Kelly Baldan

Data

27 de julho de 2020

Cursista

Rosana Kelly Baldan

Função

PAEE

DRE / Unidade Educacional

Ipiranga

Escola

EMEF Presidente Prudente de Morais

PROJETO EU E O OUTRO: REFLEXÃO ATRAVÉS DO CINEMA

 Justificativa

No cotidiano escolar ocorrem situações que põem à prova toda a bagagem vivencial do indivíduo, e na maioria das vezes a maneira de lidar com tais situações fogem do chamado comportamento adequado. Ao se deparar com tais acontecimentos, a escola questiona, busca motivos para justificá-los e soluções em curto prazo. Este poderia ser também o momento apropriado para se questionar como a escola vem contribuindo na formação de personalidades autônomas, intelectual e afetivamente, dos alunos, como sujeitos de deveres e de direitos, capazes de julgar, escolher, tomar decisões, serem responsáveis e prontos para exigir que não apenas seus direitos, mas também os direitos dos outros sejam respeitados e cumpridos.

Neste contexto de conflitos sociais em que vivemos, a escola tem um papel muito importante no que se refere ao rompimento com o sistema tradicional em que se priorizam os conteúdos de raciocínio lógico, devendo trabalhar na mesma intensidade a vivência do valor da igualdade em dignidade e direitos para todos e deve propiciar o desenvolvimento de sentimentos e atitudes de cooperação e solidariedade, ao mesmo tempo, a educação para a tolerância se impõe como um valor ativo vinculado à solidariedade e não apenas como tolerância passiva da mera aceitação do outro.

A Educação em Direitos Humanos é essencial para a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e da vivência dos valores da liberdade, da justiça, da igualdade, da solidariedade, da cooperação, da tolerância e da paz. Portanto, a formação desta cultura significa criar, influenciar, compartilhar e consolidar mentalidades, costumes, atitudes, hábitos e comportamentos que decorrem, todos, daqueles valores essenciais citados – os quais devem se transformar em práticas.

 Objetivo Geral:

Desenvolver nos alunos a capacidade de perceber as consequências pessoais e sociais de cada escolha. Ou seja, deve levar ao senso de responsabilidade. Esse processo deve, ainda, visar à formação do cidadão participante, crítico, responsável e comprometido com a mudança daquelas práticas e condições da sociedade que violam ou negam os direitos humanos.

Mostrar que o cinema pode ser muito mais do que entretenimento. Muitos filmes conseguem causar impactos para a vida inteira, levando à reflexões e propondo novas formas de pensar o mundo.

 

Objetivos específicos:

A partir dos filmes:

  • Discutir comportamentos do dia-a-dia, procurando levar os alunos a valoriza-los ou refutá-los, de acordo com seus próprios valores, questionado (ou aceitando) o peso que a sociedade lhes atribui.
  • Levar o aluno a pensar sobre a sua conduta e a dos outros, compreendendo o respeito mútuo como condição necessária ao convívio familiar, valorizando o respeito a pontos de vistas diferentes do seu diálogo como forma de explicitar e de resolver conflitos.
  • Identificar e refletir situações em que a injustiça se faz presente, refletindo sobre as causas sociais que envolvem o medo e a violência.
  • Adquirir a capacidade de reconhecer a existência de discriminações e injustiças em diferentes situações do dia a dia, adotando a postura de repúdio contra a discriminação de classe, gênero, origem, cor, raça, idade etc.

Metodologia:

  • Os alunos assistirão filmes com abordagens impactantes sobre os temas escolhidos, a fim de perceberem que realmente vale a pena refletir sobre os direitos humanos.
  • Realizar um levantamento de hipóteses do conhecimento prévio dos alunos sobre os direitos humanos.
  • Metodologia dialógica – através do diálogo os alunos têm a oportunidade de falar e colocar a sua opinião; Após cada filme será feita uma roda de conversa e as questões e outras dinâmicas vão surgindo conforme as discussões forem acontecendo.
  • Construção coletiva do conhecimento: trabalho cooperativo e colaborativo;
  • Papel ativo do aluno: o aluno busca e descobre o conhecimento no mundo real (inferência).
  • Incentivo ao respeito mútuo, consciência na autoridade baseada na admiração (sentimento que promove a identificação entre a pessoa respeitada e a que respeita).
  • Como a proposta é para o Ensino Médio, solicitar a produção de uma Resenha Crítica por filme.

1º Filme: Bullying – provocações sem limites

O tema é sério e deve ser tratado como tal. Infelizmente apesar do grande investimento de instituições e escolas em conscientizar os jovens sobre a gravidade do tema, muitas vezes os resultados ficam aquém do esperado por falta de uma exposição que faça com que os estudantes realmente sintam a gravidade do problema.

Uma alternativa para isso são os filmes e depoimentos de quem já passou pelo problema. Quanto aos filmes uma boa opção é “Bullying – Provocações sem limites”

Debate aberto com os alunos sobre todas as cenas do filme, uma vez que, do início ao fim, são todas impactantes.

Trazer a ficção para a nossa realidade escolar, descobrir os casos de bullying na escola e tentar resolvê-los.

Procurar saber o porquê eles não denunciam.

2º Filme: Silêncio Rompido

Drama muito peculiar que vitimiza vários jovens na era digital. O sofrimento enfrentado pela personagem Dina Van Cleve do filme Silêncio Rompido é uma demonstração das consequências que o uso inadequado destas ferramentas pode gerar em uma época onde a privacidade perde o significado com apenas alguns toques no WhatsApp. Consequências sentidas na pele por diversos jovens atualmente, que veem sua imagem se denegrir a cada compartilhamento.

São tantos episódios, que acabam envolvendo toda a sociedade no problema. Família, autoridades, polícia, Justiça e profissionais têm suas responsabilidades. Nas escolas a situação preocupa educadores, que enfrentam um verdadeiro desafio: conscientizar os alunos em meio a tanta influência que a tecnologia oferece.

Roda de conversa sobre o mau uso do celular e as suas consequências. Estabelecer maneiras de como amenizar essa situação.

3º Filme: A Corrente do Bem

Pensar na escola como sendo um lugar que pode gerar uma transformação tão grandiosa que ultrapasse os limites espaciais da vida de um estudante é algo que nos parece longe demais, no entanto, o filme a “Corrente do Bem” parte dessa premissa, parece querer nos dizer que o aquilo que nos parece aparentemente impossível pode estar ao nosso alcance.

 

Discussão oral:

  1. As mazelas da sociedade
    2.    O caminho que Trevor faz ao ir embora
    3.    A violência e suas caras
    4.    O tipo de escola em que Trevor estuda
    5.    A mãe do garoto
    6.    As atitudes de Trevor – generosidade
    7.    Desestrutura familiar
    8.    Preconceito
    9.    A fé em si e nos outros
  2. Drogas e alcoolismo

 

4º Filme: Escritores da Liberdade

“Escritores da Liberdade” é um filme que retrata os diversos comportamentos que os jovens enfrentam para poder completarem seus estudos: violência, rebeldia, preconceito, descaso... até mesmo de onde estão matriculados. E foi assim que a professora Erin Gruwell os ensinou. Ajudando cada um a encontrar suas qualidades, seus limites e até suas fraquezas pessoais. Sra. G transformou, através da leitura, alunos sem nenhuma perspectiva em alunos com autonomia, respeito de si e do outro, críticos e participativos na sociedade.

Conversar sobre migração, refúgio, estigmas, racismo, preconceito.

Realizar com os alunos a mesma dinâmica que a professora faz no filme, com uma linha no chão e algumas perguntas. Só pisa na linha quem já vivenciou o que foi dito.

 

Recursos: Sala com recursos audiovisuais e internet.

 

Público-alvo: Tenho a intenção em realizar um trabalho interdisciplinar envolvendo toda a comunidade escolar.

 

Duração: Anual – um filme por bimestre.

 

Avaliação:

  • Em um primeiro momento, observar se houve de fato uma sensibilização.
  • Acreditar que a escola é um lugar que pode gerar uma transformação tão grandiosa que ultrapasse os limites sociais da vida de um estudante. Isso nos parece querer dizer que o aquilo que parece aparentemente impossível pode estar ao nosso alcance.
  • Analisar as mudanças de atitudes e enfatizá-las, pois essas mudanças podem ser um bom exemplo para os demais.