Tarefa 6 – Curso REP! – ROSANA APARECIDA PATERNO

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

ROSANA APARECIDA PATERNO

Função

ASSISTENTE DE DIRETOR

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

EMEF PROFESSOR RENATO ANTÔNIO CHECCHIA

(RE)PLANEJAMENTO DE 2020 – PROJETOS COMO POSSIBILIDADE E AÇÃO

TEMA: REEDUCAR PARA A SAÚDE

Introdução e Justificativa

O ano de 2020 tem sido um período único na geração atual, devido à pandemia da Covid-19, a qual trouxe grandes desafios às escolas, no Brasil e no mundo. A necessidade repentina de um isolamento social e a suspensão das aulas presenciais como medidas de prevenção ao COVID-19, tem gerado uma crise com efeitos adversos nas pessoas, como impactos emocionais, físicos e cognitivos.

A longa duração do isolamento, o medo de ser infectado, a ausência de vacina, a inexistência de medicamentos de cura, as incertezas quanto aos recursos financeiros, a falta de informação adequada e, até mesmo, o convívio prolongado em um ambiente doméstico tóxico, por vezes, de violência e abuso, tem impactado severamente os profissionais da Educação e seus educandos, colocando-os em situação nunca acometida antes em nossa geração.

Dessa forma, é de se esperar que a saúde mental dos educandos e dos profissionais da Educação esteja bastante afetada no momento de volta às aulas.

Aumento da ansiedade, agressividade, dificuldades de concentração, insônia, depressão, são efeitos do momento vivido. Esses danos na saúde emocional podem trazer outras consequências para a convivência escolar no retorno às aulas, como a tendência de aumento de conflitos na comunidade escolar, bem como a ausência de motivação e engajamento no retorno às aulas.

Neste contexto, a EMEF onde trabalho, entende que tem um papel crucial na proposição e adoção de ações de acolhimento emocional de alunos e educadores, bem como na proposição de novas formas de trabalho, de relacionamentos interpessoais em prol de uma educação pública de qualidade, a qual valoriza seus profissionais e tem como eixo central o desenvolvimento integral das competências e habilidades dos educandos, como sujeitos ativos na construção do conhecimento e no fortalecimentos das laços educacionais.

Por meio deste projeto, buscamos garantir um retorno que assegure a saúde de toda a comunidade escolar e, fundamentalmente, traçar um plano para enfrentar os efeitos da pandemia na aprendizagem e na trajetória escolar dos nossos alunos.

Quando pensamos em aprendizagem, a principal pergunta a ser respondida é como garantir que os alunos tenham acesso aos objetivos de aprendizagem previstos nos currículos escolares, considerando a situação atual de excepcionalidade, sem perder a relevância do contexto social e cultural, no qual a escola está inserida.

Após o período de isolamento social, se nada for feito, a tendência é de que a defasagem escolar entre os alunos cresça, sobretudo pela adoção por meses de práticas de ensino a distância (EAD) de forma desigual, porque poucos alunos possuem a estrutura mínima para acompanhar as aulas à distância, bem como apoio emocional de suas famílias para o desenvolvimento das atividades propostas.

Além disso, o episódio expôs que o encontro pedagógico, que acontece presencialmente na escola, é um incremento muito importante ao processo de aprendizagem, ou seja, o isolamento e a pandemia mostraram que quando estamos juntos, na escola, temos um momento pedagógico privilegiado, que tem de ser potencializado, sobretudo pelo aperto do cronograma escolar, no ano de 2020.

Entendemos que a diversidade é pauta central ao pensarmos os diferentes ritmos e formas de aprendizagem, sendo a sua valorização e sua reflexão, essenciais para uma comunidade escolar promotora de valores que buscam a autonomia e o protagonismo de nossos alunos.

Assim, compreendemos fundamentais o debate acerca de ferramentas e mecanismos específicos para apoiar a aprendizagem em suas nuances, pautadas na centralidade do educando, como ser diverso e ativo na relação ensino-aprendizagem.

Portanto, há necessidade de replanejamento da nossa prática escolar, dando ênfase às ações pedagógicas que promovam a equidade entre os educandos , ação essencial e necessária.

Essa reorganização será uma das estratégias para minimizar a desigualdade de aprendizagem acentuada durante o período de suspensão de aulas presenciais e também para garantir que os objetivos de aprendizagem para cada ano sejam atingidos, de forma que contemple todos os alunos, sem esquecer o contexto social no qual a comunidade escolar está inserida, em busca de uma educação de desenvolvimento integral e democrática.

Objetivos

– Ressignificar as práticas educacionais da EMEF;

– Desenvolver um planejamento atento às especificidades e demandas da comunidade escolar;

– Adotar metodologias ativas no (re)planejamento;

– Apropriar-se da pedagogia de projetos, como impulsionadora da relação de ensino-aprendizagem, em toda a comunidade escolar;

Conteúdos

Este documento busca (re)planejar os conteúdos de trabalho do ano de 2020, compreendendo que a realidade sanitária nacional e local nos impõe a necessidade de pensar novas formas de trabalho. Assim, entendemos a necessidade de se pensar um planejamento que leve em consideração o mínimo adequado para cada série e ciclo de trabalho. De acordo com orientações de (re)planejar da Secretaria Municipal da Educação (SME), e as perspectivas de um possível retorno, nos baseamos em conteúdos mínimos para um período de 3 (três) meses, com a devida possibilidade de flexibilização para ampliar ou subtrair conteúdos, pela insegurança causada pela situação pandêmica atual.

Orientamos a utilização do Currículo da Cidade em suas respectivas áreas do conhecimento, como fonte para pensar os eixos, objetos e objetivos de aprendizagem, na construção dos novos planejamentos.

Metodologia

Este projeto propõe a utilização de metodologias que considerem o educando como sujeito ativo e atuante na construção de um currículo para a comunidade escolar, bem como de voz ativa, protagonista e de autonomia no processo de ensino-aprendizagem.

Para tal, entendemos que as formas tradicionais de organização das atividades escolares que têm sido aplicadas, não têm sido suficientes para abarcar todas as demandas da educação pública atual, sendo necessário um maior envolvimento com a comunidade escolar e suas especificidades. Além disso, o mundo pós-pandemia tem imposto mudanças nas relações culturais que se refletem diretamente no ambiente escolar e nas relações de trabalho.

Assim, propomos que novas metodologias possam ser utilizadas pela comunidade escolar da EMEF, como estratégia no estreitamento dos laços da comunidade escolar e de superação do momento atual, que aflige de forma mais dramática os mais pobres e os grupos mais marginalizados da sociedade brasileira, que são parte majoritária do grupo de educandos da escola.

Propomos que o replanejamento seja pautado em uma perspectiva da pedagogia de projetos, como elemento central na relação de ensino-aprendizagem. De forma simples, entendemos que esta pedagogia, além de priorizar a participação e o engajamento dos educandos na vida escolar, sua estrutura sintetiza uma organização dos conhecimentos em uma sequência de conhecimentos, que leva em consideração como ponto de partida o contexto escolar, com um tema gerador, a partir do qual os conteúdos podem ser colocados de forma problematizada, interdisciplinarmente pelo grupo docente. Entendemos que pelo momento atual, e por ser uma prática de ação de replanejamento, o tema levantado em debates entre o grupo docente, o “Reeducar para a Saúde” é prioridade, contudo os temas em outras oportunidades podem e devem partir do diálogo com os educandos, cada vez mais significativamente para suas demandas e necessidades de conhecimento, sem perder de vista a importância do educador como mediador deste processo de planejamento e de confecção de planos de trabalho.

A prática colaborativa é absoluta para a uma execução deste projeto, levando em consideração a flexibilidade de ambientes de aprendizagem e seus ritmos, buscando um equilíbrio entre as atividades virtuais e presenciais, apoiada em sequências didáticas significativas, bem como na possibilidade de regência compartilhada para além do formato tradicional de aulas de 45 minutos, sem a necessidade de hierarquização das áreas do conhecimento.

Avaliação: Processual, por etapas, construídos ao longo do ciclo de trabalho.

Organização Escolar: Possibilidade de regência compartilhada, ciclos de trabalho. Formação continuada de professores.

Referências Bibliográficas

Planejamentos e Planos de Aula