Tarefa 6 – Curso REP! – Roberta Aparecida de Castro Vieira

Data

25 de julho de 2020

Cursista

Roberta Aparecida de Castro Vieira

Função

profª educação infantil

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

CEI Vila Perus

Roberta Aparecida de Castro Vieira

 

Proposta de ação – Respeitar é preciso!

Protagonismo infantil: o direito a fala e opinião!

Justificativa

Bebês e crianças têm seu jeito próprio de ver o mundo, são cheios de movimento e histórias, relacionam-se com o tempo de uma forma diferente, conseguem viver intensamente cada minuto criando, explicando, imaginando, sonhando e, sobretudo, brincando. Estas e outras ações infantis são essenciais para o exercício da participação, da autonomia e da autoria que constituem objetivos presentes no PPP do CEI Vila Perus que buscam garantir o protagonismo infantil.

Para concretizar tais objetivos no cotidiano educacional, educadores precisam favorecer e potencializar a participação, a autonomia de bebês e crianças, compartilhando propósitos, considerando as opiniões infantis, negociando pontos de vista e significados, conversando, tomando decisões conjuntas, garantindo e valorizando suas criações. Para tanto, é necessário que as relações estabelecidas entre adultos, bebês e crianças sejam baseadas no companheirismo, na cooperação, na colaboração, na confiança, no respeito e na cumplicidade que intensificam e favorecem o diálogo, sem o qual não é possível a concretização da participação e da autoria infantil.

Neste contexto, onde o diálogo se torna fundamental, nasce o desafio de “escutar as vozes infantis” que são as formas verbais e não verbais de bebês e crianças comunicarem seus pensamentos, sentimentos e inquietações.

Assim, a escuta dos bebês e crianças não se restringe à capacidade auditiva do adulto. Significa, sobretudo, a disponibilidade intencional, ética, respeitosa e sem julgamentos de compreender as formas imaginativas, criativas e poéticas que bebês e crianças possuem de ver, sentir e pensar o mundo, suas hipóteses, sonhos, criações, culturas, desejos, necessidades, bem como os desafios, inquietações e desigualdades que marcam suas vidas desde a tenra infância.

Com tudo isso, a equipe escolar tem levantado a hipótese de envolver bebês e crianças nas questões escolares de forma mais sistemática e para tanto acreditamos que a formação do conselho mirim será de suma importância para garantir a participação e a autoria infantil na construção de novas e significativas aprendizagens.

Envolvidos

Bebês, crianças, educadores, equipe gestora, quadro de apoio e comunidade, Conselho de Escola e APM.

Finalidade

Devido a querermos dar visibilidade ao protagonismo dos bebês e crianças do CEI Vila Perus, gostaríamos de dar vozes para que possam expor suas opiniões, desejos, significados, criações por meio da garantia desses direitos que serão expressos a partir da perspectiva da criança e não do adulto. O adulto proverá meios para que tudo isso se constitua em quando vivência.

Quando você pensa no direito de escuta e diálogo, imaginamos bebês e crianças ocupando todos os espaços do CEI, apontando o que deseja, o que de fato queira melhorar no seu espaço de aprendizagem. As intervenções realizadas nestes espaços de acordo com o que os pequenos forem construindo e apontando.

Através de assembleias, rodas de conversa, participação nas reuniões de Conselho de Escola e APM, queremos discutir assuntos do cotidiano escolar e necessidades expressadas pelas crianças em seus agrupamentos e conduzidas por seu representante para as reuniões.

Nos nossos encontros de formação, a coordenação deve orientar os educadores a valorizar as opiniões dos pequenos para que possa referendar as deliberações do conselho escolar e para debater outros temas. Na pauta, constará decisões sobre melhorias no espaço físico, a compra de materiais e a organização de eventos. Onde houver demanda para que as crianças possam opinar iremos apresentar as opções e propostas para serem discutidos e os representantes de cada turma será os mediadores da comunicação nas reuniões de Conselho de Escola e APM.

Objetivos/Resultados esperados

  • Incluir bebês e crianças na participação da gestão democrática;
  • Contribuir para a escuta e diálogo entre crianças e adultos, respeitando a cultura infantil;
  • Qualificar e valorizar a visão das crianças em igualdade com a dos adultos;
  • Fomentar a autoria das crianças na reflexão e tomada de decisões sobre assuntos de interesse da escola;
  • Problematizar a realidade local e apontar encaminhamentos.

Duração

Ao longo do ano, após retornarmos desse estado de pandemia.

 

 

Ações propostas:

A dinâmica de funcionamento consistirá em reuniões mensais de escuta sensível das crianças, colocando o adulto como mediador do ponto de vista das crianças que definam as ações para o grupo. Cada agrupamento será representado por dois conselheiros, nas reuniões elencaremos um tema a ser discutido no Conselho, os representantes junto com os professores levam as discussões para as salas e no mês seguinte trazem a devolutiva e os registros através das várias linguagens (desenho, colagem, pintura, escrita compartilhada onde o professor será o escriba). Nas reuniões de Conselho, cada representante socializará as discussões sobre a temática proposta. E os encaminhamentos que serão levados ao Conselho de Escola e são debatidos em igual importância aos temas levantados por pais e educadores.

Partindo do nosso Projeto Político Pedagógico, participação, escuta, autoria de bebês e crianças, multiplicidade de experiências, linguagens e interações o protagonismo infantil: o direito a opinião e a fala! visa abordar a reflexão, levantamento de hipóteses, pesquisas, ampliação de conhecimento e avaliação de como bebês e crianças observam e constroem o mundo.

A proposta de ação é que bebês e crianças, possam expressar através de gestos, silêncios, toques, olhares, movimentos, brincadeiras, falas e sejam acolhidos nos planejamentos, nas formações coletivas e na organização do cotidiano coletivo compartilhando a autoria de seus projetos, escolhendo, decidindo e dando sugestões.

Quando retornarmos, iniciaremos o trabalho ouvindo todos os bebês e crianças educadores, quadro de apoio e terceirizadas, e famílias para fazer um mapeamento sobre a realidade da unidade escolar e do entorno escolar. Partir de reflexões “O que podemos melhorar na escola para garantir os espaços de aprendizagens de forma democrática, justa, igualitária entre raças e gêneros?”

 

Avaliação

Semestralmente faremos a avaliação dos avanços e conquistas pelo Conselho de Escola e protagonismo de bebês e crianças no qual será apresentado a maneira de como sentem e veem o mundo ressignificando a escuta do adulto e dando credibilidade para o que apontam.