Tarefa 6 – Curso REP! – Renata Silverio Ventura

Data

2 de agosto de 2020

Cursista

Renata Silverio Ventura

Função

PEI

DRE / Unidade Educacional

São Mateus

Escola

Cei Maria Aparecida Nascimento

Renata Silvério Ventura

O retorno as aulas presenciais em tempos de pandemia.

Sou professora de um Cei Maria Aparecida nascimento. Não esperávamos que o ano letivo de 2020, excepcionalmente afetado pelas medidas de combate a disseminação do COVID-19. O distanciamento social se tornou um meio eficaz de controle da doença. A interrupção das atividades educativas presenciais, foi necessária, iniciamos então um planejamento de atividades pelas plataformas virtuais. Ninguém tem uma resposta segura sobre quando retornar as atividades presenciais. No entanto planejar esse retorno é preciso. Promover o retorno as atividades na educação infantil sem a disponibilização de uma vacina. É uma questão de saúde pública. Pais e educadores não se sentem seguros no retorno das atividades presenciais, por outro lado atividades a distancia na educação infantil onde as interações são tão importantes tem sido um desafio.

A disposição do grupo e comunidade escolar para seguir em frente, juntos estudamos protocolos de saúde, para implementá-los na Unidade escolar. O esforço deve ser conjunto. Envolvendo toda comunidade escolar e famílias. Gestão de saúde pública e autoridades competentes. Realizar encontros virtuais para planejar esse retorno.

Às Famílias

As famílias devem ser sempre as primeiras educadoras das crianças tidas como parte integrante do processo educativo. Uma relação saudável entre o Cei  e a família é muito importante nesta fase de responsabilidade e proteção as famílias e crianças. Será fundamental cooperar e dialogar no sentido de responder às necessidades de todos, mas fundamentalmente das crianças, aceitando as novas orientações de funcionamento extraordinário do Cei. Ficar atenta a sintomas como gripe, febre avisar a unidade escolar sobre a saúde das crianças e família. As crianças que ficarem em casa devem continuar recebendo apoio virtual nas rotinas e interações das crianças e famílias. Preparar a família para o retorno em uma nova comunidade escolar.

Estratégias

Privilegiar o bem-estar da criança, com a equipe educativa e família, decidirem se sentem seguros ao trazerem as crianças para a unidade escolar ou não, se não que tenham a liberdade de ficar com a criança em casa. Um calendário semanal que permitam reduzir, o tempo de permanência do adulto-criança na escola, diminuindo potencialmente os riscos de contágio por exemplo, definir com cada família horários de necessidade, dias de freqüência da criança na unidade escolar, diminuindo o número de criança e evitar aglomeração e o fluxo de entrada e saída com horários pré determinado com a família.

Decidir, previamente, com a equipa educativa, um conjunto de medidas adequadas para que o acolhimento e a despedida de cada criança, e sua família, se realize de forma tranqüila e acompanhada de acolhimento de ambas as partes,de quem se despede e de quem acolhe por exemplo, combinar entradas e saídas mantendo as distâncias de segurança, mas sempre acompanhadas pelo familiar responsável, em comunicação com o profissional, respeitando a importância da despedida, da chegada, seguindo os protocolos de higiene. Preparar a criança para o retornar ao Cei ou ao retornar para casa, integrando visualmente, o uso de equipamento de proteção individual que elas irão utilizar máscaras, luvas, viseiras por exemplo, pedir às famílias para, em casa, também colocarem e comunicarem com a criança utilizando e retirando a máscara. Agendar  via telefone ou watssap ou outra estratégia a adequar pela instituição, a entrada e saída da criança e familiar responsável, de forma a garantir a utilização correta da circulação previamente preparados (por exemplo, solicitar que as famílias aguardem, no exterior da instituição, pela indicação de entrada segura respeitando as indicações de circulação. Reduzir ao essencial a quantidade de acessórios pessoais e materiais lúdicos  e brinquedos de cada criança, bem como vestuário, fraldas, produtos de higiene e alimentação específica e, manter cuidados de higiene e individualização de cada material, sempre descartando objetos individuais descartáveis, manter a higienização, estratégias de higiene e segurança dos objetos de consolo e processo de readaptação, não esquecer o equilíbrio emocional e o conforto na ausência da família. Contudo, é necessário cuidado na seleção destes materiais, escolhendo aquele que seja a garantia da tranqüilidade e segurança emocional da criança. Prever que, à entrada na saída, as crianças tenham calçado alternativo para trocar e que é necessário haver mudas de roupa suficientes para proceder à sua troca, ao longo do dia. Precaver exclusividade nas entradas e saídas da criança, sendo estas feitas por apenas um familiar e, preferencialmente, o mesmo todos os dias, diminuindo potencialmente os contatos presenciais e possíveis riscos.

Aos educadores

Realizar formações e conversas com os educadores sobre o retorno. Conversa com uma psicologa sobre o autocuidado. O uso de EPIs como mascaras, higiene constante das mão, troca do sapato uso de avental, trocar a roupa todos os dias, cuidado na higiene e na interação das crianças, arejar as salas utilizar os espços externos arejados sempre que possível. A equipa é responsável pela organização do ambiente educativo, que deve ser sempre pensado e planeado tendo em conta o contexto e, neste caso concreto, a situação de pandemia em que vivemos. Ao nível do tempo, do espaço e dos materiais, num processo de observação e reflexão da realidade, deve ser feito um planejamento que garanta a maior segurança, tanto das crianças como da equipe, devendo ter-se particular atenção à limpeza e desinfecção de espaços e materiais. Equacionar a melhor forma de organizar o grupo em tempos de grande grupo, pequenos grupos ou individuais. A organização da rotina diária deve ser cautelosamente pensada para que se possam cumprir as regras estabelecidas por exemplo, em relação aos circuitos de circulação ou à utilização de espaços comuns, como os espaços de refeição. Os momentos da higiene, alimentação requerem, agora, uma especial atenção pois têm que ser tidas em conta questões como o distanciamento físico e rigor no cumprimento de regras de higiene por exemplo, assegurar que a refeição é um momento de partilha, bem-estar e aprendizagem, providenciando a disponibilização de alimentos diversificados, a uma temperatura adequada e estimulando um clima emocional positivo, prevendo e gerindo com flexibilidade comportamentos de maior resistência ou recusa da criança face a determinados alimentos. O planejamento destes momentos é fundamental para que a equipe educativa consiga encontrar estratégias que transmitam calma e segurança à criança e que possam, simultaneamente, ser momentos estimulantes ao nível da relação e da aprendizagem. Não obstante a situação que vivemos, não deve ser excluída a possibilidade de saídas ao exterior da instituição. Existem espaços que podem ser utilizados, cumprindo as regras de segurança e saúde, quer para exercício ao ar livre, quer para explorações e aprendizagens.

Por tempo indeterminado de acordo com as autorizades competentes de saúde e gestão pública. 

Avaliação

A avaliação deve ser feita de forma gradativa, avaliando a situação de acordo com os dados de saúde e prevenção de contagio da comunidade escolar.

 

http://ENCONTRO E PLANEJAMENTO DE RETORNO ENVOLVENDO TODA COMUNIDADE ESCOLAR/

FORMAÇÃO E ACOLHIMENTO PARA OS EDUCADORES E CONVERSA SOBRE AUTOCUIDADO PARA UM RETORNO