Tarefa 6 – Curso REP! – Regiane Aparecida dos Santos

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Regiane Aparecida dos Santos

Função

Assistente de Diretor

DRE / Unidade Educacional

Ipiranga

Escola

EMEF DES. FRANCISCO MEIRELLES

 

 PROJETO “RESPEITAR É PRECISO!”

 

  1. Justificativa

Como Assistente de Diretor de Escola (ADE) tenho oportunidade de observar todos os espaços da escola e analisar de maneira mais ampla os conflitos existentes nela. Assim, os intervalos entres as aulas dos alunos dos Fundamental I  são os meus motivadores para participação neste curso, pois  me incomoda a forma violenta como os alunos se relacionam, porém, incomoda-me ainda mais,  a forma como nós adultos respondemos a essa violência, em minha opinião, pouco assertiva para resolução do problema, por isso, a busca de estudos sobre a comunicação não violenta e a mediação de conflitos são tão importantes.

Ao longo desses anos, exercendo a função de ADE, pude detectar alguns aspectos geradores desses conflitos que são: o não acolhimento dos novos alunos; o não reconhecimento dos sentimentos dos outros; a ausência de diálogo; falta de espaços para brincadeiras; ausência de mediação dos adultos na ocupação dos espaços da escola.

Os conflitos enfrentados nesse pequeno espaço de tempo levam aos xingamentos e agressões físicas, que de acordo com a gravidade do caso e recorrências, são encaminhados à gestão para que lá “sejam tomadas as devidas providências”, que na maioria das vezes, senão todas às vezes, são lições de moral, convocação de pais acompanhadas de sanções, que pouco ou quase nada diminuem as a violência, por isso, encontrar formas de diálogo entre os diferentes pode ser um caminho mais assertivo e promissor.

 

  1. Objetivos/ Resultados esperados

 

  • Promoção do Respeito e da Cultura de Paz;
  • Promoção do diálogo e da escuta atenta entre adulto – adulto, adulto – criança, criança – criança;
  • Resolução de conflitos de modo assertivo e não violento;
  • Ocupação democrático dos espaços da escola;
  • Formação de toda Equipe Gestora, de Apoio(ATEs) e Professores sobre a importância do brincar.

 

  1. Ações

 

Para que possamos alcançar os objetivos propostos torna-se necessário o diálogo entre todos os estudantes, professores, funcionários e equipe gestora, pois a criança quando entra na escola não é apenas responsabilidade de um ou de outro, mas de todos que ali estão, por isso, promover o debate entre esses sujeitos é fundamental. Além disso, por se tratar de crianças ente 5 a 9 anos, os adultos precisam ter clareza da importância do brincar para criança como atividade fundamental para sua formação e desenvolvimento, portanto, a brincadeira não deve ficar apenas durante os intervalos, mas em outros momentos para que possam ser observados pelos professores e eles mediem as relações ali estabelecidas.

Para tanto, há que se reforçar essa importância em espaços de formação como JEIF e Jornadas Pedagógicas, nas quais é possível garantir a presença de todos os funcionários e professores.

Também é preciso garantir uma escuta dos alunos a respeito desse espaço e tempo: quais são suas sensações, ideias e colaborações ? Para isso, podemos contar com o reforço do Grêmio Estudantil, Co-criando.

Como  a escola não dispõe de muitos Auxiliares Técnicos de Educação (ATEs) os intervalos acabam ocorrendo somente no pátio, onde a acústica é ruim e o espaço é pequeno, por isso, a importância de outros momentos de brincadeiras, mas também, da mediação de brincadeiras feitas pelo Co-criando durante alguns intervalos de aula, pode promover a interação entre os pares avançados e co-responsabilizando os estudantes na manutenção do projeto, permitindo assim, repensar os usos dos espaços dentro da escola, pois dispomos de quadras, parque, área verde, pátio e sala de jogos, que podem ser ocupados.

Quantos as refeições, a escola disponibiliza pratos de vidros, garfos e facas, as mesas são forradas, mas ainda é preciso melhorar o espaço tornando-o um ambiente mais agradável e mais seguro, principalmente nesse momento de pandemia, com a compra de Totens de álcool gel; divisórias entre os banheiros e o espaço do refeitório, uma vez que estão muito próximos um do outro; cardápios coloridos das refeições, por isso, será necessário a aprovação da APM e Conselho de Escola para compra desses recursos.

Nesse processo, é fundamental a vivência de atividades de diálogos e escuta, além, das reflexões acerca do que é conflito e democracia, assim como a vivenciada no curso do Respeitar é Preciso, sem isso, a mudança será superficial. Assim, a proposta é que durante os coletivos dos Professores possamos discutir esses temas, a partir, dos vídeos apresentados  e das leituras dos  cadernos do curso “Respeitar é preciso!”.

Finalmente, a conversa na direção deve ser aproximar mais daquele em que os próprios sujeitos encontram os seus caminhos para resolver os conflitos do que a da Juíza Inquisidora, isso significa promover o diálogo aberto e franco, sem as broncas moralistas cheia de juízo de valor, que resolvem a discussão momentaneamente, mas que no dia seguinte estão lá para serem resolvidas novamente e da mesma forma.

 

  1. Avaliação

 

Conforme aprendido no curso, o conflito sempre existirá não apenas nos espaços da escola, mas fora deles, pois isso é um pressuposto de espaços democráticos, mas, o que é preciso corrigir é resolução violenta. Assim sendo, à medida que o projeto seja colocado em prática, também seja possível verificar essas respostas mais assertivas e respeitosas entre todas essas relações existentes naquele espaço e tempo, mas além disso, é possível ouvir as crianças, professores e funcionários em pequenos círculos para conhecer as avaliações deles.