Tarefa 6 – Curso REP! – Priscilla Raed Costa

Data

12 de julho de 2020

Cursista

Priscilla Raed Costa

Função

PEIF/ Assistente de Diretor

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

CEU EMEF PERA MARMELO

Plano de Ação para o tema EDH na escola

Tema: O respeito aos migrantes

Justificativa: Sou Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I na RME, e estou desde 2014 como Assistente de Direção, tendo passado, nesta função, por três escolas diferentes nesse período. Neste ano corrente entrei em uma EMEI, que logo no início do ano, nos serviços administrativos de matrícula e transferência, pude perceber, abriga um público grande de migrantes e refugiados, principalmente haitianos e bolivianos. Senti uma certa dificuldade inicial, sobretudo na comunicação, o que dificulta em certa medida as relações. No início das aulas, ao observar as turmas, e as famílias nos momentos de contato com a escola, senti uma necessidade latente de estreitar as relações da comunidade escolar nativa com os novos integrantes migrantes desta comunidade, daí a relevância deste trabalho aqui elaborado.

Público Alvo: Crianças em faixa de idade de EMEI, e suas famílias.

Finalidade Pedagógica: Promover interação entre as famílias migrantes e não migrantes, em busca de conhecimento sobre as diversas culturas que nos permeiam, e consequente respeito às diferenças.

Objetivos:

  • Estabelecer contato e conhecimento entre as famílias e seus diferentes modos de viver;
  • Promover trocas produtivas de experiências culturais;
  • Refletir sobre os territórios e os direitos de povos do mundo;

Duração: Previsto para o ano todo, a iniciar após o momento de acolhimento do retorno das aulas pós pandemia.

Atividades:

  • Numa primeira reunião de pais formativa, fazer uma sensibilização para o tema do migrante e seus diretos, muitas vezes negligenciados no Brasil, utilizar para isso, tanto o convencimento oral como vídeos que abordem o tema. Propor reflexão. Abrir espaço de diálogo para que as famílias possam se manifestar sobre o que pensam a respeito.
  • Iniciar com as turmas de crianças, uma sequência de atividades a ser preparada em equipe entre os professores, equipe pedagógica, equipe gestora e equipe de apoio, que englobe o compartilhamento e troca entre as crianças migrante e não migrantes de brinquedos e brincadeiras de seus países de origem, e promover momentos nos quais estas crianças possam vivenciar e experimentar as brincadeiras e brinquedos. As festas de aniversariantes, que tradicionalmente ocorrem na Unidade, serão um dos momentos para estas trocas.
  • Promover trocas literárias de contos, histórias , fábulas e outros gêneros textuais, que sejam tanto do Brasil quanto dos países dos nossos alunos migrantes. Apresentar os autores que escrevem nestes países e propor estudo sobre eles. Envolver as famílias nestas trocas literárias, em atividades através das quais, os livros possam ser levados para leitura em casa, apresentando o país de origem, e propondo uma reflexão da família sobre o que acharam.
  • Abrir espaço para que os familiares que se sintam a vontade, compareçam à escola para apresentar cantigas e músicas de seus países para as crianças, bem como aqueles que puderem tocar algum instrumento para as crianças, assim o façam. Este momento é de suma importância para que, tanto as crianças brasileiras como as migrantes se sintam contempladas e mantenham vivas suas memórias afetivas e tradições.
  • Destinar um período para a troca de receitas culinárias típicas dos países que compõe a nossa comunidade escolar, solicitando mais uma vez a presença das famílias na escola, para que, dentro do planejamento seja possível uma experiência culinária onde os adultos conduzem uma oficina de preparação de quitutes do Brasil e de outros países, surgindo daí possibilidades de degustação pelas crianças e adultos, ampliando repertório gastronômico.
  • Culminar este projeto numa festa de interação das nações, que seria planejada de forma a propiciar um momento prazeroso de convivência entre as famílias, que possibilite a troca de todas as experiências vivenciadas ao longo do ano, neste projeto. Serão destinados momentos nesta festa para um show dw talentos culturais, para a experimentação de comidas típicas, para danças típicas dos países, bem como de brincadeiras típicas também.

Avaliação: Será feita de maneira contínua através da observação da relação entre as famílias, durante toda a realização da sequência. Durante a festa também será possível avaliar os resultados do trabalho, uma vez que poderemos observar a dinâmica de interação, bem como será aberto espaço de diálogo sempre que necessário, para avaliarmos a necessidade de rever ou readequar algum ponto das atividades, visando o resultado final que nos interessa, que é a promoção de um olhar de igualdade na escola.