Tarefa 6 – Curso REP! – Priscila Pettine

Data

12 de julho de 2020

Cursista

Priscila Pettine

Função

Prof. Fund II e Médio Inglês

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

EMEFM Derville Allegretti

Tarefa do curso Respeitar é Preciso! -a Educação em Direitos Humanos e a atuação das Comissões de Mediação de Conflitos

Projeto Escolar Integrado

 

Priscila Pettine

EMEFM Derville Allegretti

Justificativa

Em consonância com os objetivos do Projeto Especial de Ação projetado para o ano de 2020, que foi pensado e articulado coletivamente pelos professores da EMEFM Derville Allegretti, no qual se ressaltam a promoção da formação em Direitos Humanos e projetos para o desenvolvimento de trabalhos com mediação de conflitos, a utilização de textos sociológicos para melhor embasamento, suporte aos educandos de diferentes contextos, e as ações do curso  Educação em Direitos Humanos e a atuação das Comissões de Mediação de Conflitos, do Instituto Vladimir Herzog delineiam-se as ações descritas a seguir.

Objetivos Gerais:

Elaborar um banco de práticas e de ideias compartilhado por todos os educadores, estimulando o diálogo e o respeito mútuo, primando pelos preceitos dos Direitos Humanos, contemplado também no  PPP  da nossa unidade “Direitos Humanos no chão da escola”, que requer a elaboração de práticas incentivadoras e integradoras, que surgiram em minha mente a partir das ideias fomentadas por este curso.

Assumir compromisso de engajamento na tentativa de minar desajustes que geram conflitos no ambiente escolar entre pares, entre alunos, entre a comunidade escolar de modo geral, promovendo momentos de diálogo, de escuta pacífica (não censurada, na qual quem fala busca por vezes “um local seguro” para a verbalização de algumas ocorrências, sem receio de represálias), e incentivo positivo. Estas ações são estímulo a tolerância e ao respeito.

Como serão realizadas as atividades dessa ação?

Dentro dos espaços coletivos, os professores podem planejar, refletir sobre as ações, alinhando práticas individuas às práticas coletivas, abordando os temas que tangem a nossa realidade escolar que é desafiadora, pois abrange uma heterogeneidade enorme de alunos, muitos estrangeiros, numa miscelânea efervescente, culminando com frequência em práticas de bullying, evasão e outras situações que comprometem os agentes envolvidos no processo educacional.

Nas salas de aula, cada professor desenvolve suas aulas articuladas aos propósitos do projeto de ação integrador da escola, favorecendo a autonomia dos professores, por meio de práticas que possam posteriormente ter seus resultados mensurados como positivas, logradoras de êxitos em maior ou menor grau, para que os pares possam a partir destas trocas de experiências, enriquecer seu trabalho favorecendo a construção de um ambiente de acolhimento coletivo.

Eu elaborei uma sequência didática e a descrevi como tarefa de conclusão do curso EDH que estou realizando concomitantemente a este. Ali foram descritos os objetivos e todo o planejamento de minhas ações com meus alunos, mas o que sugiro aqui  é que cada professor seja estimulado a também pensar e elaborar práticas que contemplem em alguma medida a Educação em Direitos humanos e as implementem e que, nos espaços coletivos, possam ser realizadas as trocas de experiências entre os pares, para que possam ser mensurados os resultados destas ações de modo coletivo e assim, repensadas e reestruturadas de modo contínuo, sendo esta ação parte da rotina do cotidiano escolar. Isto até agora não costuma ocorrer em nossa escola, onde o mais comum é cada professor ser uma ilha e apenas quando surge alguma questão mais problemática é que são expostas algumas práticas, mas com a finalidade de solucionar a questão de modo pontual. Contudo, a ideia que proponho é realizar um verdadeiro compartilhamento de práxis destinada ao aprimoramento das relações humanas ali dentro, considerando não apernas o que não deu certo, mas sobretudo os pontos fortes e positivos das ações, que tendem a ser multiplicadas pelos demais, tornando uma prática de todos e não de alguns.

Acredito que esta abertura e este compartilhamento entre os professores propicie uma efervescência de ideias e ações, e que multiplicadas, não apenas no âmbito da sala de aula, possam surgir projetos maiores, projetos coletivos que envolvam os demais agentes da educação, e mesmo a comunidade.

Não adiantaria eu pensar em algo que fosse surreal e não contemplasse a nossa realidade, como suscitar alguma ideia mirabolante que apesar de ser interessante, seria inviável. O que coloco aqui, até poderia parecer simplório a alguns, mas é algo que não ocorre na nossa unidade educacional e que é possível ser realizado lá, diante da realidade que ela apresenta. O espaço e o tempo dos encontros coletivos de professores e gestores ainda é o momento que reúne o maior número de pessoas, e o espaço adequado para que tais trocas ocorram. Aqueles que porventura não participam destes momentos, seriam estimulados a também elaborar e compartilhar suas práticas, por meio de murais na escola, onde a síntese do que tenha sido visto semanalmente seja colocado. Desse modo, os professores podem ver, ler (com fotos se for o caso) o que outros colegas estão fazendo e pensar em adotar isso com seus alunos ou partilhar estas práticas em conjunto com seus colegas, se assim quiserem e for viável. No momento, temos apenas um mural na escola aos professores, que fica destinado a informativos e a lembretes burocráticos, mas criar este espaço como porta de diálogo entre os que não realizam horários coletivos seria muito importante para integrá-los e propiciar um ambiente de pertencimento e acolhida maior, onde todos tenham acesso de fato.

As atividades estimuladas a serem compartilhadas são diversas, mas sobretudo, aquelas que visem a prevenção e solução de conflitos e que em alguma medida, favoreçam a EDH em algum âmbito. Desse modo, todos os professores podem se comprometer com a Educação em Direitos humanos em suas práticas e não apenas os mediadores da comissão, gerando uma sensação cada vez mais familiar dentro da comunidade escolar.