Tarefa 6 – Curso REP! – Paula Folador Rosa Csepai

Data

31 de julho de 2020

Cursista

Paula Folador Rosa Csepai

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Cei Parque Guarani

CURSO RESPEITAR É PRECISO – 2020

TAREFA FINAL

PROPOSTA DE AÇÃO: ACOLHIMENTO E AFETIVIDADE PARA TODOS

Aluna: Paula Folador Rosa Csepai

 

O ano de 2020 foi marcado com uma doença pela qual nunca havíamos passado, algo que ficará em nossa história. O isolamento social evidenciou inúmeras desigualdades e a necessidade do retorno das Unidades Escolares mostrou-se de suma importância para a sociedade, sabemos o quanto elas auxiliam a manter os direitos básicos de crianças e famílias. Entretanto o nosso olhar como profissional da Educação Infantil sempre será voltado para os direitos humanos dos bebês e crianças e acima de tudo proporcionar um ambiente seguro. Quando se fala em retomada da educação pós pandemia soa no mínimo preocupante. Sabemos que há certo controle, mas não uma vacina ou cura da doença altamente contagiosa.

À volta às aulas só poderão acontecer quando tivermos estruturas sanitárias permanentes e interligações com bases de saúde para dar suporte e amparar a criança e os profissionais de educação.

Acredito que neste retorno não podemos fazer com que a Educação Infantil tenha uma regressão perante a pandemia, pois durante muitos anos lutou-se para que a mesma deixasse de ser assistencialista e essa primeira infância fosse reconhecida como algo de grande importância para o desenvolvimento dos bebês e crianças.

Ao falar especificamente do Centro de Educação Infantil em que trabalho contamos com 123 crianças matriculadas e 46 funcionários e o distanciamento social não vai de encontro ao trabalho realizado com a faixa etária de 0 a 3 anos.

O grande desafio dentro da pandemia é desenvolver um trabalho pautado no afeto, contato, estímulo, socialização e vínculos. Este trabalho é totalmente o contrario das orientações da Organização Mundial da Saúde que citam, por exemplo, manter um metro de distância das demais pessoas.

Portanto o retorno da Educação Infantil deve acontecer quando não tivermos o perigo de contágio. Desenvolver aulas na Educação Infantil necessita de contatos e toques contínuos. O papel do professor é interagir para que a criança adquira novos conhecimentos e sabemos que usando máscara com crianças pequenas a compreensão será dificultada, para aqueles que ainda estão iniciando a verbalização e necessitam de modelos da fala. Dentre este e tantos outros motivos o retorno deve acontecer quando tivermos garantia de não contágio.

Para garantia das ações alguns pontos são fundamentais, primeiramente um momento de acolhimento para a equipe de funcionários, em seguida acolher os pais, para então acolher as crianças. Acolhimento com escuta sobre o que vivenciaram, perdas e opções de retorno.

Sabemos que é necessário discutir a retomada das aulas, quando isto for possível poderemos iniciar as discussões primeiramente com os membros da APM e do Conselho que continuam se reunindo durante a pandemia de forma on line. Acredito que estes são os mais próximos contados da comunidade escolar a dialogarem sobre o retorno, primeiro espaço para que todos tenham voz e vez para expor suas opiniões e que estas sejam respeitadas.

Proponho que escola democraticamente elabore critérios para nos readaptarmos com o retorno. De maneira flexível, atendendo as particularidades de todos, com um olhar sensível e uma escuta atenta criar mecanismos de readaptação de acordo com a realidade da nossa comunidade. O retorno deve visar respeitar a integridade física, psicológica, emocional de todos os envolvidos para que desta forma possamos atender a todos sem causar novos danos ou traumas.

Num primeiro momento acolher os funcionários, estes necessitam ser ouvidos, serem orientados sobre as melhores de trabalho, serem motivados para que possam oferecer a melhor acolhida aos bebês e crianças.

Posteriormente por meio de um trabalho pedagógico mapear as famílias que sentem segurança em enviar suas crianças. Posteriormente auxiliar as demais famílias que enfrentam aspectos que os preocupam. Atendendo a diversidade da comunidade escolar, mediar o maior número de diálogos através de pequenas reuniões evitando aglomerações afim de atuar de forma preventiva para um retorno tranqüilo e possível na busca de amenizar possíveis conflitos.

Após estas iniciativas poderemos retomar com um projeto de readaptação das crianças totalmente voltado ao acolhimento e a afetividade onde o período de adaptação será muito importante e fundamental, tanto para a criança como para os pais. Constituindo uma oportunidade de restabelecermos vínculos afetivos dentro de uma convivência.

Mesmo as crianças já terem frequentado a escola e conhecem  os colegas, os educadores e os espaços toda a quebra de rotina vivenciada por conta da pandemia podem ter as deixado inseguras.

Durante este período é comum que todos se sintam ansiosos para que tudo caminhe da melhor maneira possível desta forma as ações da retomada devem durar o período que a unidade necessitar respeitando a volta gradativa de todos.

Possibilitando à criança o reconhecimento da instituição como um espaço aberto seu desenvolvimento integral, complementando e ampliando seus conhecimentos já trazidos de casa.

Estabelecendo relação de confiança recíproca entre professores, crianças e famílias. Receber as crianças com atenção, afeto e cuidado. Acolher com atividades planejadas priorizando o lúdico e os momentos de interação.

Amenizar a ansiedade e a dor da separação da criança com a mãe ou responsável. Estabelecer vínculo afetivo entre o professor e a criança. Cuidar e educar com respeito e afeto nos primeiros contatos da criança ao ingressar ou regressar à escola.

Continuar o trabalho fundamentado em documentos como o Currículo da Cidade de São Paulo, Estatuto da Criança e do Adolescente.

Atividades e vivências que proporcionam o desenvolvimento das diversas formas de linguagens como cantar, dançar, imitar, balbuciar, desenhar, pintar, dentre outras.

Atividades que auxiliam no desenvolvimento psicomotor como engatinhar, arrastar, correr, rolar, pular, rasgar, amassar, subir, descer, andar em linha reta.

Atividades que instiguem a imaginação e a criatividade: faz-de-conta reconto de histórias e brincadeiras livres.

Avaliando continuamente a necessidade de cada criança e família através de observação, participação, adaptação individual e coletiva. Abrir espaços de escuta e fala considerando todas as relações humanas e oportunidades de fazer mudanças. Para que assim e somente assim seus direitos humanos sejam garantidos.