Tarefa 6 – Curso REP! – Paula Fernandes Cordeiro Farias

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Paula Fernandes Cordeiro Farias

Função

Professora de educação infantil

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Cei Danielle Monteiro

Tarefa para Conclusão do Curso Respeitar é Preciso!

Cursista: Paula Fernandes Cordeiro Farias

Proposta de Retorno à Aulas Presenciais Pós Pandemia

 

 

Justificativa

 Essa proposta foi elaborada a partir da dificuldade em estabelecermos um diálogo construtivo, significativo e respeitoso no nosso dia a dia, principalmente com quem pensa diferente de nós, e, em todas as esferas das nossas vidas. Dessa maneira, as unidades educacionais ocupam um papel fundamental da construção desse espaço em que toda a comunidade escolar pode e deve exercitar uma escuta atenta e cuidadosa do outro desde a Educação Infantil (inclusive, é o foco da referida proposta).

 

Quais organizações da UE estarão envolvidas como protagonistas?

Inicialmente a proposta deverá ser planejada pela Comissão de Mediação de Conflitos juntamente com a Gestão da escola, a proposta deve seguir para votação e aprovação do Conselho de Escola e da APM, e, por fim, encaminhado para o grupo de educadores, educadoras e famílias.

 

Objetivo

– Olhar para dentro e se conhecer;

– Buscar conhecer o outro;

– Desenvolver uma escuta qualitativa;

– Propiciar um ambiente seguro e acolhedor para o diálogo;

 

Duração

Essa proposta inicial deve ter duração de dois meses, para que se tenha tempo hábil para que a ação e a avaliação sejam implementadas.

 

Finalidade

Diante da complexidade do ser humano e devido as particularidades de cada um e por conseguinte das relações que o mesmo vivencia ao longo do tempo, fica evidente a necessidade de estabelecer boas discussões.

É comum acreditarmos que a palavra “discussão” seja algo ruim, porém, precisamos desconstruir essa ideia. Espaços de discussões planejados cuidadosamente podem ser extremamente enriquecedores, pois, há uma troca efetiva de ensino aprendizagem e que não ficam restritos aos conteúdos das disciplinas.

Porém, antes de tudo precisamos aprender a nos ouvir/observar como pensamos e agimos e refletirmos o que nos motiva a sermos assim. A partir daí, conseguimos fazer uma leitura melhor do outro também.

 

Metodologia/Ações

No retorno às aulas deve ser organizada inicialmente uma reunião com os colaboradores da unidade e no primeiro momento deve-se estabelecer um espaço com quem estiver disposto a falar, comentar como foi o período de isolamento, o que aconteceu e o que sentiu, cada um terá a sua oportunidade de falar.

No segundo momento, deve-se comentar sobre os protocolos de retorno, o que de fato teremos de recursos (humanos e de materiais para realizarmos o nosso trabalho).

A seguir, o grupo deverá pensar como será a abordagem com as famílias e estruturar o acolhimento das crianças. O acolhimento das famílias pode começar com um espaço bem organizado, limpo, com alguma decoração, som ambiente, aproximação individual com cada um, explicar como funcionará a reunião para todos, entre outras ideias que podem surgir com a presença de todo o grupo de educadores da unidade.

Depois de tudo preparado, deverá ocorrer uma reunião com as famílias que se dará da mesma forma, ouvindo-os como foi esse período de isolamento para eles e na sequência o que notaram de como os bebês e crianças vivenciaram esse momento. Por fim, pontuar e conscientizar sobre os protocolos de segurança da saúde para o retorno e ratificar a importância do trabalho em conjunto família-escola mais do que nunca.

Ambas as reuniões, devem pontuar a importância de eliminarmos os julgamentos e as fofocas, pois, esses cuidados referem-se ao ato de respeito com o que o outro sente e expõe e convenhamos todos nós gostamos de ser ouvidos atentamente e respeitados.

 

Avaliação

A avaliação deverá acontecer após o período de dois meses em duas partes, a primeira, na reunião pedagógica, e a segunda, na reunião de pais com datas mais próximas do término de modo mais formal. No entanto, cabe ressaltar a importância de um olhar atento também dos membros da Comissão de Mediação de Conflitos entre o que é dito e o que não é no dia a dia.

 

Conclusão

Tendo em vista que todo ser humano quer ser visto, ouvido, compreendido e respeitado, foi sugerido nos escutarmos e nos entendermos em primeiríssimo lugar e na sequência termos essa mesma ação com as pessoas que nos cercam.

Essas reuniões devem ser o ponto inicial desse espaço de escuta ativa, aproveitando a pandemia, que é algo em comum a todos. No entanto, cada um percebeu e vivenciou esse momento de um jeito único. Esse fator pode motivar o grupo a ter e colaborar com esses espaços.

Essa mesma sugestão deve ser considerada nos demais momentos que tivermos a oportunidade de estarmos juntos no decorrer do ano letivo.

Finalizamos, sinalizando que esses encontros não extinguirão todos os conflitos, pelo contrário, eles sempre existirão e também não “mudaremos” a nós mesmos e nem aos outros de imediato, será um exercício árduo e diário. Pois, a Educação em Direitos Humanos é algo construído e aprimorado no dia a dia. Porém, dessa maneira, teremos mais encontros significativos e valorosos.

 

Bibliografia

– Curso EDH – Educação em Direitos Humanos. Instituto Vladimir Herzog.