Tarefa 6 – Curso REP! – PATRICIA NASCIMENTO DE ANDRADE

Data

27 de julho de 2020

Cursista

PATRICIA NASCIMENTO DE ANDRADE

Função

Pei

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

Cei vereador Joaquim Thomé filho

Plano de ação – Retorno as Aulas (pandemia de coronavírus)

Justificativa- Este plano de ação tem como objetivo organizar de forma simples, porém de maneira eficaz, à volta as aulas durante esta pandemia, de modo que possamos garantir a segurança de toda a comunidade escolar, crianças e bebês, confortando os pais que deixarem os filhos na U.E.

Finalidade – Solicitar a colaboração e sugestões de todos os envolvidos para criarmos um novo normal, para que consigamos contemplar a maioria das famílias de forma segura e prazerosa dentro da nossa realidade escolar. Mediar os conflitos, ou seja, a pandemia e algumas divergências de pensamento que possam surgir no decorrer deste processo; para que as providências sejam tomadas da melhor forma.

Objetivos/resultados: Voltarmos as atividades escolares com segurança respeitando as particularidades de cada famílias.

Duração – Enquanto durar a pandemia.

Quais são as ações:

Primeiramente iriamos fazer os estudos dos protocolos sanitários feito pelo governo do estado de São Paulo, que seriam:

  1. Distanciamento Social

– Disponibilizar materiais e orientações aos pais ou responsável para a realização de atividades educacionais com as crianças. (Esta atividade poderá ser realizada pelos professores do grupo de risco de forma remota).

– Colocar berço ou outros locais onde as crianças dormem com distanciamento de 1,5 metros. Profissionais devem fazer uso de máscaras a todo momento. (Utilizar berço seria um retrocesso na educação infantil, pois a base de nosso trabalho é a interação com seus pares e o acolhimento. Já é sabido que nos CEI não se utiliza berço e sim colchões, e com estes ganharíamos um pouco mais de espaço, mas não impede o contato físico. E se baseando no levantamento (mapeamento) de quantas crianças viriam em cada sala, não garantiríamos o distanciamento seguro. Se necessários teríamos que introduzir um rodízio para que pudemos ter espaço físico para todos que estivessem naquele dia. Porém como essa atitude (rodízio) teríamos outro problema, qual criança seria “premiada”, partindo do princípio que é direito de todas as crianças frequentar as creches, seria muito contraditório.

– Organizar a entrada e saída de pais ou responsáveis, que devem usar máscaras. (Em parceria com as famílias iriamos solicitar que no momento da entrada e saída usassem máscara).

– Recomendável que a mesma pessoa, exceto as de grupo de risco para a COVID- 19, leve e busque a criança todos os dias. Todos devem estar fazendo uso da máscara. (Devemos fazer um combinado com todas as famílias, marcaríamos horários variados, cerca de dez minutos para cada família entregar seus filhos e sinalizar dá importância do uso da máscara)

– Fazer intervalos intercalados entre as turmas para reduzir a quantidade de crianças em um mesmo espaço. (Como trata-se de crianças de CEI é difícil manter o distanciamento social, para esta orientação teríamos que esperar o levantamento, ver como poderíamos dispor as atividades na linha do tempo e até mesmo propor o rodízio por turmas)

– Atividades de movimento podem ser realizadas em grupos menores de crianças, preferencialmente ao ar livre, e os profissionais devem usar máscaras. (Esta recomendação cai na mesma da anterior, precisamos ver o número de crianças que irão frequentar as salas, caso seja necessário separar as turmas no momento das atividades, precisamos analisar com quem as crianças ficariam, por exemplo: uma turma ficaria com as professoras e a outra turma? (Teríamos que ter mais mão de obra). Caso a sugestão seja de rodízio cairíamos na questão anterior, como selecionar os bebês e crianças que teriam que ir a creche se todos tem esse direito. Informamos que a menor sala que temos possuem sete bebês (que não andam), para cada professora e em cada sala física ficam duas turmas.

– Separar as crianças em grupos ou turmas fixas e não misturá-las. (acredito que de todas as recomendações esta é a mais difícil, pois se todos têm direito de frequentar a escola como iremos “escolher” aqueles que ficarão fixos para desfrutar do atendimento do CEI. Trata-se de um assunto muito delicado que precisaremos contar com a paciência, a compreensão e parceria das famílias).

  1. Higiene Pessoal

– As crianças devem lavar as mãos com água e sabão ( caso não esteja disponível, usar álcool em gel 70%), conforme indicações da Anvisa, ao chegar e sair da escola, após dada aula, antes e após as refeições.(Nesta situação novamente pediríamos o auxílio das famílias para que assim que chegassem no CEI lavassem as mão das crianças, indo ao banheiro, porém teriam que entrar nos prédio. O ideal seria que fossem instalados pontos de água em lugares estratégicos na área externa, mas para isso contaríamos com a parceria da SME, pois trata-se de alteração estrutural. Este familiar que trouxe a criança levaria os calçados usados no percurso (casa x U.E), e teria que ter na mochila da criança um outro par de calçados limpos para uso exclusivo nesta área (U.E). Novamente teríamos que ter a parceria da família para nos encaminhar os calçados e disponibilizarem de dois pares pelo menos. Esclarecemos que com crianças pequenas como as crianças de CEI o álcool em gel pode ser arriscado, causando problemas de saúde como alergias, por exemplo).

– Todos os profissionais devem higienizar as mãos, conforme as indicações da Anvisa, frequentemente e após o contato com cada criança, especialmente antes e após a troca de fraldas, preparar e servir alimentos, alimentar as crianças ajudá-las no banheiro. (Com relação aos profissionais a higiene das mãos após cada troca e antes das refeições já e realizada, agora será feita com mais rigor conforme orientação da Anvisa. Teremos que criar uma maneira junto com as famílias de como alimentar as crianças respeitando o distanciamento social entre eles, pois trata se de crianças pequenas e não entendem muitas vezes o que está acontecendo).

– Uso de máscara somente para crianças com idade superior a 2 anos, de acordo com a Nota de Alerta da Sociedade Brasileira de Pediatria de 29/05/2020.Em crianças menores, há risco de sufocamento. (Nesta situação teremos que orientar as famílias que crianças menores de dois anos não devem utilizar as máscaras. Para os maiores teríamos que pedir o auxílio das famílias, pois se a crianças permanecerem mais de duas horas na creche e as máscaras devem ser trocadas periodicamente a família terá que nos encaminhar mais de uma troca, bem como uma embalagem para o descarte da máscara usada. Criando mais uma responsabilidade para os professores de “cuidar” das máscaras para não as perder)

– Crianças não devem levar brinquedos para a escola.(Trata-se também de uma situação bem difícil, pois as crianças ficaram muito tempo afastado do contato com os professores e é compreensível que nesta retomada necessite de objeto de apego, que nada mais é que um objeto trazido de casa que lhe transmita estabilidade emocional).

– Mamadeiras e bicos devem ser higienizados seguindo procedimentos apropriados, com o uso de escova após fervura e solução hipoclorito de sódio. O mesmo deve ser feito com utensílios utilizados pelos bebês, como chupetas e copos. (Nesta questão teríamos que ter um quadro maior de funcionários e estes profissionais devem ser treinados e orientados de como proceder nesta higiene).

Profissionais que preparam e servem os alimentos devem utilizar EPIs e seguir protocolo de higiene de manipulação de alimentos. (Deverão ser treinados/orientados por pessoa qualificada de como utilizar e retirar os EPI`S sem ter contato com o vírus. Bem como um quadro maior de funcionários, pois todos os insumos que chegam na U.E devem ser higienizados antes de serem guardados).

3.Limpeza e Higienização de Ambientes

Higienizar Brinquedos, trocador (após cada troca de fralda), tapetes de estimulação e todos os objetos de uso comum antes do início das aulas de cada turnos e sempre que possível, de acordo com a Nota técnica Nº22/2020 da Anvisa. (Para a execução desta atividade teríamos que aumentar o quadro de funcionários, pois a nossa rotina e bem dinâmica).

– Brinquedos que não podem ser higienizados não devem ser utilizados. (Esta recomendação é a mais fácil, pois organizaríamos estes brinquedos e os guardaríamos para a sua inutilização).

4.Comunicação

Orientar pais ou responsáveis sobre as regras de funcionamento da unidade escolar na reabertura. (Antes da retomada das aulas forneceríamos todas as informações destes protocolos sanitários aos pais, através de reunião dias antes do início, para que com parceria desenvolvêssemos as estratégias. Na reabertura teríamos bastante informativos pela U.E, bem como avisos nas agendas).

– Realizar ações permanentes de sensibilização dos estudantes, pais e responsáveis. (Toda a creche teria cartazes informando dos riscos e cuidados com o vírus e na entrada teríamos uma conversa permanente com os responsáveis das crianças, bem como ações através de agenda e telefonemas. Com relação as crianças a conscientização seriam feita através de atividades pedagógicas).

– Comunicar pais e responsáveis a importância de manter as crianças em casa quando ela está doente. (Essa orientação seria passada por reunião, reforçada por agenda e até mesmo em contato telefônico).

Como vimos esta retomada das aulas não será uma tarefa fácil, primeiramente teríamos que ter uma rede de apoio dinâmica e eficaz com a Secretaria Municipal da Educação e com a área da saúde.

Antes do início da retomada das aulas, teríamos que fazer um levantamento no quadro de funcionários, para sabermos quem faz parte do grupo de risco ( acima de 60 anos, doenças crônicas, diabetes, pressão alta e com comorbidade), quantas pessoas temos disponíveis para trabalhar em cada setor da creche, por exemplo: quantas temos na cozinha, quantas da equipe de limpeza, quantos ATE´s; se temos os materiais necessários para a retomada: luvas, álcool gel 70%, máscaras, papel higiênico, toalhas de papel, sabonete, sabão etc. Neste momento solicitaríamos a SME os recursos humanos necessários para suprir esta defasagem e recursos para fazer as adequações estruturais necessárias.

Ainda neste momento, onde estamos em isolamento, e já fazendo uso da máscara quando necessário para nos proteger, faríamos uma pesquisa com as nossas crianças e familiares, seria um questionário bem simples e objetivo para saber a real situação de cada um. Esse questionário constando as seguintes perguntas: qual o nome da criança? Endereço de e-mail? qual seu nome completo e qual o vínculo com a criança? Na casa que está à criança neste período, alguém apresentou ou apresenta sintomas de coronavirus? Caso a resposta seja positiva, houve testagem e diagnostico para coronavirus? Devido ao coronavirus houve algum falecimento de pessoa próxima à família? Caso a resposta seja positiva, qual o grau de parentesco deste ente querido com a criança? Houve perda de emprego na família neste período devido à quarentena? A criança foi contemplada com o cartão merenda? A família recebeu outro auxílio durante este período como cesta básica, auxílio do governo entre outros? A criança recebeu o material “Trilha de Aprendizagem”? A família possui celular e/ou computador no local que está à criança? Quantos? Neste período de isolamento a família entrou em contato com o CEI Thomé ou acessou a página do Facebook da escola? A família realizou com a criança atividades propostas do GSA? Caso as aulas fossem retomadas hoje, nas condições em que se encontra a pandemia e seus riscos de contaminação, sua criança retornaria para o CEI mesmo que a vaga esteja garantida? Justifique sua resposta na questão anterior? Para ampliarmos nossos vínculos coma a família, quais atividades poderiam contribuir durante este período? Quais as dificuldades da família durante o isolamento social? A criança apresenta alguma doença? Informe abaixo o endereço atualizado e melhores telefones de contato para a escola manter a comunicação com os responsáveis pela criança? Gostaria de acrescentar algumas considerações? Agradecemos por sua participação e desejamos que a família esteja bem. Atenciosamente CEI Thomé (este é o link do formulário encaminhado https://forms.gle/bdAmXZ1ckosPqCAC9).

De fato, formalizamos o questionário, que foi encaminhado via Google Sala de Aula e no facebook da escola. Como não alcançou a todos fizemos contatos telefônicos informando sobre a importância do preenchimento deste documento, informamos também os locais indicados onde poderiam encontrar o questionário, se caso desejassem encaminharíamos via whatsap ou até mesmo por e-mail. Hoje estamos recebendo os formulários e iremos fazer um levantamento de quantas famílias se sentem seguras e quantas crianças apresentam problemas de saúde.

Quando for definida a data de retorno, quinze dias antes da retomada, faremos a reunião com a comunidade escolar para expor a nova realidade e também fazer um acolhimento, pois depois de tanto tempo de isolamento e perdas, todos estão assustados necessitando apoio para enfrentar esta nova realidade. Sugiro que nesta primeira reunião tenhamos o auxílio de um psicólogo, para nos dar suporte e nos orientar de como devemos acolher essas famílias, que também passaram por grandes perdas. Nas demais reuniões, teríamos a presença de um representante da área de saúde (orientação sobre contaminação) para nos orientar de como proceder nas práticas de higienização e segurança contra o coronavírus. Seria feito um tour na unidade escolar nos mostrando a forma correta de utilização dos espaços e brinquedos, para garantir o máximo de segurança. Este tour se iniciaria pelas áreas externas, que são mais aconselháveis, nos orientando em como utilizar e higienizar os seguintes espaços e brinquedos (que lá são utilizados coletivamente), esclarecendo questões como: Os parques podem ser utilizados? Caso positivo, como higienizá-los? O tanque de areia pode ser usado? Como higienizar? As motocas como utilizá-las com segurança, já que as crianças adoram trocá-las? Também nos orientaria em como proceder nas áreas internas, sendo que essas áreas facilitam a contaminação; por último a higienização dos brinquedos, tapetes, barras, maçanetas, bebedouros coletivos, como proceder? (ou se devem ser inutilizados). Ainda sobre os materiais como: toalhas de banho, babadores, lençóis, colchões, quais os procedimentos para fazer uma troca segura desses? Acredito que depois de todas as orientações citadas a equipe se sentirá mais segura e confiante, assim sendo, após esse momento marcaríamos a reunião com os pais, uma semana antes do início das aulas.

Nesta reunião iríamos fazer um acolhimento aos pais, mostrando que estamos juntos e a disposição para tirarmos as dúvidas e se necessário orienta-los de como proceder no que precisarem, também seriam apresentados os protocolos para que em parceria decidíssemos a melhor forma de executarmos(como vimos acima a maioria das etapas temos que ter o apoio das famílias). O representante da área de saúde iria expor os riscos que as crianças teriam no ambiente escolar, por se tratar de um CEI onde sua essência é o vínculo afetivo e as relações sociais, além de salientar as atitudes de bebês e crianças que levam tudo a boca, o contato com seus pares que é muito presente, assim como o compartilhamento de brinquedos, tornando muito difícil manter o afastamento social já que são crianças pequenas. Com isso as famílias também seriam orientadas de quais procedimentos teriam que adotar em casa, para minimizar os riscos de contágio. Após todo este trabalho realizado, faríamos uma nova pesquisa para sabermos com certeza quais os pais que se sentem seguros em encaminhar seus filhos à creche. Dentro desta nova realidade iniciaríamos com a adaptação das crianças devido ao longo período longe da U.E. Neste processo de adaptação, em alguns casos, também se fará necessária a presença de um familiar que dará a criança segurança, aconchego e equilíbrio emocional garantindo que essa retomada seja o menos traumática possível. Esse familiar também terá que efetivar todos os procedimentos de segurança.

Todos esses procedimentos seriam assistidos e orientados pelo representante da área de saúde, ficando na creche à disposição para nos auxiliar no que precisarmos durante este período de pandemia. Seria necessário que a unidade escolar tivesse um comitê de monitoramento da doença, composto por pais, agente de saúde, equipe gestora e alguns funcionários representando os setores da U.E. Esse comitê teria autonomia para fechar a U.E sempre que julgasse necessário.

Saliento que em nossa U.E, CEI Vereador Joaquim Thomé Filho, já iniciamos a pesquisa com os pais e também já estamos nos mobilizando na busca por apoio de profissionais da área de Saúde (caso o governo não disponibilize um profissional da saúde para nos orientar). Estamos verificando entre a nossa comunidade escolar alguma parceria com alguém que trabalhe na área médica, algum conhecido(a) dos professores que possa disponibilizar um pouco do seu tempo para esse trabalho orientador e até mesmo indo em algumas UBS’s, para verificar a disponibilidade de algum profissional que possa nos dar alguma assistência neste momento tão difícil que o país está passando.

OBS: A máscara já faz parte de nossa realidade atual.

Avaliação: Está seria continuada até o fim da pandemia, se necessário terá alterações.