Tarefa 6 – Curso REP! – Muriel Aparecida Tangioni

Data

8 de julho de 2020

Cursista

Muriel Aparecida Tangioni

Função

Professor de educação infantil e ensino fundamental I

DRE / Unidade Educacional

São Miguel Paulista

Escola

EMEI AFRÂNIO PEIXOTO

SME/COCEU/DIGP E INSTITUTO VLADIMIR HERZOG

CURSO “RESPEITAR É PRECISO! – A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E A ATUAÇÃO DAS COMISSÕES DE MEDIAÇÃO DE CONFLITOS”

 FORMAÇÃO: INSTITUTO VLADIMIR HERZOG

ALUNA: MURIEL APARECIDA TANGIONI R.F. 7739079 V2

E-MAIL: [email protected]

UNIDADE: EMEI AFRÂNIO PEIXOTO / DRE: SÃO MIGUEL PAULISTA

 

ATIVIDADE FINAL

  •  INTRODUÇÃO

Ao longo do curso Respeitar é preciso! foram apresentados alguns importantes direcionamentos acerca de uma educação efetivamente pautada pelos Direitos Humanos. Os conceitos abordados foram expostos de maneira profunda, pois esmiuçou os embasamentos teóricos descritos e até mesmo considerou a etimologia de palavras cruciais ao estudo do curso, tais como respeito, humilhação e democracia, alcançando assim suas reais mensagens por trás da simbologia gráfica da escrita. Para além da teoria, a tarefa final proposta oportuniza que os conceitos abordados possam ser concretizados dentro da atmosfera educacional.

  • JUSTIFICATIVA

Com base no conteúdo que fora exposto durante as seis aulas do curso, foi possível compreender o quão imprescindível se configura o respeito mútuo e o diálogo entre todas as esferas da sociedade e, em especial, ao ambiente da escola. Tomando como cenário o espaço de uma escola pública, pode-se facilmente observar a vasta diversidade inerente a ela. Sendo uma instituição constituída por diferentes sujeitos, o conflito – intrínseco à vida humana – certamente se faz presente no cotidiano escolar. Tal como fora exposto durante o curso, pode-se olhar para o conflito como sendo um potencial meio de desenvolvimento e aprimoramento individual e social. A maneira capaz que elevar o conflito a essa posição de aprendizagem é o diálogo e este, por sua vez, só é possível dentro de uma relação de horizontalidade, na qual há respeito entre os falantes e uma escuta verdadeiramente atenta e empática. O ato de dialogar com respeito pode ser encarado como uma resposta pacífica frente ao conflito, uma vez que carrega em si a ânsia de compreender o outro e de encontrar meios de conviver com dignidade. Esse processo desencadeado pelo conflito que pressupõe uma atitude pacifista através do diálogo pode ser entendido como pertencente ao regime democrático, que embora amplamente disposto, não se desenha originalmente como o anseio da maioria, mas se sustenta na ideia de invalidação das minorias. Diante dessa corrente: conflito – respeito – diálogo – democracia, pensar a escola como espaço potencializador de uma educação baseada nos valores defendidos pelos Direitos Humanos, configura-se como um ato necessário e desafiador. Assim sendo, para que um projeto dessa amplitude seja exitoso, é imprescindível a participação das diferentes vozes que compõem a escola, a equipe gestora, equipe de apoio, docentes, funcionários terceirizados, estudantes, pais/responsáveis e comunidade escolar.

  • FINALIDADE

Em uma escola municipal de educação infantil – EMEI – há uma pluralidade de ideias. A concepção da escola como sendo um lugar público, conduz a uma reflexão sobre sua função no território em que se localiza. Pensando sobre uma educação direcionada pelos conceitos defendidos pelos Direitos Humanos e pela convicção de que o conhecimento é direito de todos e que todos os sujeitos necessitam ser olhados e considerados com respeito, é possível questionar que a função da escola não esteja restrita somente à formação “pedagógica” de seus alunos: ao se estender para seu entorno o conhecimento se desdobra e envolve mais pessoas, incluindo-as também nesse processo de ensino/aprendizagem. Dessa forma, a inclusão da comunidade escolar e a apropriação da escola como território público de ampliação de conhecimentos, podem ser apontados como finalidade deste projeto.

  • OBJETIVOS

Assim sendo e com base em todas as postulações colocadas e analisadas, pode-se viabilizar um projeto no qual a comunidade também poderia atuar como formadora, compartilhando e expandindo conhecimentos já existentes em suas realidades. Exemplificando melhor, isso significaria abrir espaço para que os próprios membros do território escolar sejam estimulados e convidados a falarem de sua cultura, de seus ofícios, de suas diferentes potencialidades, as quais gostariam de agregar à escola. As reuniões escolares poderiam alcançar outro nível, possibilitando que o conhecimento também ocorra do exterior para o interior do ambiente escolar, modificando essa via que é majoritariamente contrária. A organização dessas reuniões formativas poderia acontecer por meio de convites (pessoalmente, via telefone ou agenda, etc.) ou até mesmo por meio de cartazes colocados em estabelecimentos do bairro. Portanto, o objetivo principal dessa proposta, além de compartilhar conhecimento sobre diversos assuntos, é o de promover a união formativa da comunidade para o desenvolvimento de si mesma. Esse processo necessita do trabalho conjunto entre escola e comunidade escolar como um todo e pode estreitar vínculos e viabilizar discursos abafados.

  • DURAÇÃO

Considerando que o projeto parte de uma ideia formativa, sua realização poderia ocorrer durante todo o ano letivo, a ser determinada coletivamente a frequência das reuniões, bem como as abordagens a serem propostas.

  • AVALIAÇÃO

Avaliar o projeto configura-se tão desafiador quanto à viabilização de sua realização, pois certamente, devido à vasta quantidade de diferentes atores que compõem um ambiente escolar, dificilmente todos conseguirão se expressar e compartilhar seus conhecimentos. Então, a avaliação necessitará estar apoiada na devolutiva daqueles que o fizeram: Fomos ouvidos com atenção? Conseguimos expressar nossa cultura, nosso sentimento? Compartilhamos nosso ofício como gostaríamos? Entre tantas outras questões, possivelmente essas poderiam demonstrar se o intuito de concretizar a escola como um território público, alcançou seu objetivo. Outro ponto que pode ser considerado é a observação do próprio ambiente da unidade educacional: As pessoas estão sendo ouvidas e acolhidas diante de suas necessidades? O convívio com as diferenças tem acontecido de maneira respeitosa? Os alunos estão se sentindo mais representados? São muitas questões a serem feitas, refeitas e respondidas continuamente.  Avaliar pode não ser algo tão “objetivo”, mas implica ação, pois só avalia-se aquilo que é feito, que é “experimentado”. Através de um processo frequente de avaliação, as ações podem ser repensadas, revistas e aprimoradas.