Tarefa 6 – Curso REP! – Michelle Mudesto da Silva

Data

5 de agosto de 2020

Cursista

Michelle Mudesto da Silva

Função

Professor de Educação Infantil

DRE / Unidade Educacional

Guaianases

Escola

CEU CEI ÁGUA Azul

PROPOSTA DE AÇÃO DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NA ESCOLA

JUSTIFICATIVA

A construção de uma cultura de Respeito aos Direitos Humanos no ambiente escolar, assim como em outros contextos, exige conhecimento, reflexão, prática e, sobretudo, um olhar humanizado sobre o outro, sobre as situações e contextos. Para tanto, aprender a enxergar o outro, considerá-lo como sujeito de direitos, a partir de uma perspectiva de Respeito, a escuta e o diálogo são imprescindíveis.

Analisando o contexto educacional no qual estou inserida, cuja a escuta é bastante incipiente, refletindo em um diálogo que mais se assemelha a um monólogo e em uma participação tímida da maioria da equipe escolar nas falas, discussões e decisões da escola. Muito poque são sempre os mesmos que se expressam e opinam sobre os assuntos e decisões a serem tomadas, o que, por diversas vezes, tem causado atritos entre os diferentes grupos e períodos e um sentimento de não pertencimento, de uma boa parte da equipe, ao ambiente escolar.

Diante disso, justifica-se, como uma medida inicial na direção da construção de uma Educação em Direitos Humanos nessa unidade escolar, a implementação  de algumas ações que visam despertar a equipe escolar, inicialmente, para as suas deficiências no tocante à comunicação, ao diálogo e à participação de cada um nas discussões e decisões da escola, e posteriormente para a importância da construção de um ambiente onde ocorra a escuta ativa, o diálogo, a comunicação e o respeito às diferentes opiniões.

 

FINALIDADE

No decorrer da ação e ao término dela, pretende-se sensibilizar os membros da equipe escolar com relação à importância de uma comunicação saudável para a construção de um ambiente humanizado, pautado nos Direitos Humanos e nos valores democráticos. Além de chamar-lhes a atenção para o papel singular que o diálogo ocupa na construção de tal espaço e de que sem a escuta ativa e empática não há diálogo.

Por fim, e a partir de todas as outras reflexões que se pretende despertar na equipe escolar, com a realização desta ação, espera-se que a equipe possa identificar as deficiências no tocante a comunicação que a escola possui e apontar caminhos para a mitigação de tais deficiências, além de estimular a equipe escolar a empenhar-se na efetivação do Plano de Ação construído coletivamente.

 

OBJETIVOS

  • Sensibilizar a comunidade escolar para a importância de uma comunicação saudável, pautada no respeito mútuo, no diálogo e na escuta, para a Educação em Direitos Humanos;
  • Promover o compartilhamento das informações do curso “Respeitar é preciso” e a utilização das mesmas para suscitar reflexões acerca da cultura implementada na escola e da prática escolar;
  • Despertar a percepção sobre as deficiências na comunicação vigente na escola, bem como a percepção de como acontece o diálogo e a escuta entre os membros da equipe dos mais diversos seguimentos;
  • Fomentar o entendimento do que é a escuta ativa e da sua importância para a mediação dos conflitos no ambiente escolar;
  • Estimular a participação nas discussões e decisões da escola, a partir da construção de um ambiente acolhedor da diversidade, inclusive de opiniões, e pautado no respeito;

 

DURAÇÃO

As ações serão desenvolvidas em três ou quatro encontros, a depender da quantidade de participação em cada atividade, levando em consideração que a equipe escolar é numerosa e esperando a participação espontânea da grande maioria nas colocações e reflexões.

AÇÕES

  1. Após a apresentação da proposta para a gestão da escola, bem como para o Conselho Escolar, para validação da ação, realizaremos um acolhimento de toda a equipe escolar com um café da manhã ou da tarde (dependendo da disponibilidade do grupo, abri- se a possibilidade de se fazer em dois momentos, um para cada período). Nesse café será realizada uma aula especial cujo o conteúdo será baseado no texto de apoio “Cuidados para abrir espaços de diálogo” das páginas 98 a 110 do caderno Respeito na Escola, visando, a partir do texto, sensibilizar a equipe escolar no que se refere a importância da comunicação para a construção de uma cultura de Direitos Humanos na escola.
  2. Após esse primeiro contato com o assunto, os membros da equipe serão convidados a se dividirem em dois grupos. A composição de cada grupo deve ser preferencialmente heterogênea, ou seja, conter representantes de todos os seguimentos da U.E.( grupo de apoio (incluindo os profissionais das atividades terceirizadas, tais como cozinha e limpeza), docentes e gestão escolar), para que as reflexões de ambos os grupos contenham os pontos de vista de todos os seguimentos sobre a temática em questão.

Cada grupo será convidado a participar de uma reflexão acerca da comunicação existente na escola, através de questionamentos que permitam chamar a atenção de cada integrante sobre como a comunicação ocorre naquele ambiente (Aqui, é importante deixar claro que a atividade que se pretende desenvolver é a atividade de mapeamento, sugerida na página 82 do caderno Respeito na Escola. Tal atividade será usada como roteiro para esse momento de sensibilização e reflexão).  Ao término dessa atividade, os dois grupos socializarão suas reflexões para toda a equipe.

  1. Em um terceiro momento, que pode ser realizado em um outro dia, para não ficar demasiadamente cansativo caso a atividade anterior tenha se estendido um pouco, os membros da equipe serão convidados a realizar a atividade de escuta mútua com feedback (a proposta é seguir o roteiro disponibilizado no caderno Mediação de Conflitos, página 80 e 81 ), visando promover um momento de reflexão sobre a escuta que fazemos e sensibilizar para a empatia e para a diferença entre o que se quer dizer e o que o interlocutor escuta (aqui, é importante salientar que a escolha dessa atividade se deve às reflexões que ela pode desencadear, como a percepção de que muitas vezes não sabemos ouvir).

Ao término os participantes serão incentivados a expressarem para todo o grupo as impressões que tiveram sobre a atividade, nas diferentes posições que ocuparam, como orador, ouvinte e como observador.

  1. Após os momentos anteriores, será organizado novamente um café de “fechamento” da ação. Nessa oportunidade, primeiramente será reservado um momento para que cada integrante da equipe resuma em poucas palavras o que aprendeu com as atividades propostas.

Em um segundo momento, solicitaremos que o grupo aponte as necessidades que a escola possui no tocante a comunicação, a partir das reflexões que foram realizadas no decorrer das atividades, se ainda identificam deficiências, em quais pontos e os caminhos que apontam para a melhoria cotidiana da comunicação no ambiente escolar. A partir daí, faremos um “ Plano de Ação” para a continuidade do trabalho, incluindo ações a serem realizadas junto aos demais seguimentos da comunidade escolar (familiares, alunos e instituições parceiras, tais como o posto de saúde da comunidade, a escola técnica que realiza palestras sobre saúde bucal para os alunos etc.) para melhorar a escuta, o diálogo e a comunicação da escola como um todo e avançarmos na Educação em Direitos Humanos na unidade escolar.

AVALIAÇÃO

A avaliação da efetividade da ação será realizada por toda a equipe escolar no último encontro, no qual cada participante mencionará o que aprendeu com a ação, que subsidiará a construção de uma avaliação coletiva ao término dos apontamentos.

Além disso, como pretendemos que a referida ação seja o início de um trabalho que será continuado e ampliado através do Plano de Ação que será construído, entendemos que a avaliação será constante, já que o tema não se esgota, tão pouco será finalizado.