Tarefa 6 – Curso REP! – Marizilda de Souza Mangerona

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Marizilda de Souza Mangerona

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

EMEF Mário Lago

PROPOSTA DE AÇÃO: CONSTRUÇÃO DE VALORES POR MEIO DA BRINCADEIRA

JUSTIFICATIVA:

Sou Professora da Rede Municipal de São Paulo, leciono atualmente para Educação de Jovens e Adultos (noturno) e pela manhã sou Módulo com estudantes de Ensino Fundamental II. Trabalho há 15 anos na EMEF ” Mário Lago”, desempenhei várias funções além de professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I ( ambos cargos noite Alfabetização de Adultos e manhã módulo), Assistente de Direção (conheci e atuei na realidade dos três períodos, POEI ( Professor Orientador de Educação Integral ) articulador de projetos e programas, com parcerias na unidade escolar, POA ( Professor Orientador de Área), auxiliando Coordenação Pedagógica.

Em todas essas atividades, observei, o quão escasso são os recursos de lazer para a comunidade, localizada no bairro, Cohab Brasilândia a EMEF ” Mário Lago”, com ocupações com construções, ao lado da escola a população, foi crescendo a cada dia, sendo a escola, o único local para muitos da comunidade, de encontros, trocas e aprendizagem. Fazendo parte do Grupo de Mediação de Conflitos na Unidade, muitos dos desentendimentos, brigas ocorriam por divergências de opinião, por estudantes, não se reconhecerem pertencentes da comunidade.

Dessa maneira proponho, um projeto que através de brincadeiras, os diferentes períodos conversem entre si, dialoguem, construam, com a finalidade de estabelecerem um convívio respeitoso, harmonioso e garantindo oportunidades de lazer dentro do ambiente escolar, estendendo a comunidade como um todo.

Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura. Momento este que precisa ser explorado, aproveitado e vivido ao máximo, repleto de troca de experiências, imaginação e ludicidade.

A fim de que possamos garantir um acesso e permanência dos estudantes, de forma a contemplar as Culturas e Pedagogia da Infância, precisamos contemplar os seguintes princípios:

Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades singularidades.

Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática.

Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.

Os estudantes não são e não existem como algo generalizado e abstrato, mas sim como sujeitos de direitos, que experimentam, inventam, criam e imaginam em diferentes tempos e espaços, observadas as ações em diversos registros, os quais posteriormente possibilitará a criação de portifólios permeados com as múltiplas linguagens.

Observado um caminho repleto de experiências, explorações e investigações, em seus mais variados modos, permeadas por inúmeras variações de materiais, interações, narrativas, tempos e espaços, grupo de pertencimento e grupos de diferentes faixas etárias, dentre tantos outros.

Portanto é importante deixar a concepção de contenção de corpos, o estudante como um objeto, a fim de repensar se as questões relacionadas às Culturas de Infância compreender como vivem e pensam as crianças, entender suas culturas, seus modos de ver, sentir e agir, seus gostos é uma maneira de compreendê-las como grupo humano.

ORGANIZAÇÕES:

Participarão do projeto-

Conselho de Escola, Grêmio Estudantil, Coordenadores Pedagógicos, Inspetores de Alunos e Direção

FINALIDADE:

Propiciar um convívio harmonioso, com construções e trocas, alargamentos e infinitas possibilidades de interações, através de jogos e brincadeiras.

A documentação da unidade revela práticas cotidianas, as quais respeitam o  modo ativo de ser e habitar o mundo, as crianças atuam na criação de relações sociais, nos processos de aprendizagem e de produção de conhecimento desde muito pequenas.

Garantindo sua inserção no mundo, pela observação cotidiana das atividades dos adultos, uma observação e participação heterodoxa que possibilitam que elas produzam suas próprias sínteses e expressões. A partir de sua interação com outras crianças – por exemplo, por meio de brincadeiras e jogos-ou com os adultos – realizando tarefas e afazeres de sobrevivência – elas acabam por constituir suas próprias identidades pessoais e sociais.

O planejamento que contempla o trabalho por projetos garante a ampliação de vocabulário, brincadeiras novas, coisas que ainda não consegue fazer sozinhas, mas podem fazer com ajuda dos mais velhos, os grandes aprendem a ajudar os menores.

O trabalho com grupos heterogêneos, diminuem expectativas por resultados padronizados, observam melhor as diferenças entre as crianças e as regras de convivência; as rotinas se tornam distintas e as demandas se diferenciam, de cada acordo com cada etapa do projeto e ou atividade desenvolvida.

As crianças logo cedo aprendem a viver na diversidade; quanto mais diversos os grupos (gênero, raça, etnia, religião, tipos de famílias), mais variadas são as questões levantadas. A escola e todos os envolvidos devem ter atitude permanente de acolhimento e valorização de todas crianças, suas histórias e culturas.

OBJETIVOS:

Garantir construção e interação entre diferentes períodos, de brincadeiras e jogos.

DURAÇÃO:

Ano letivo, com analise do projeto no fim do ano pelo Conselho de Escola.

QUAIS AÇÕES:

Criar uma rede de Aluno Monitor ( aluno no contra turno de período) realiza brincadeiras, jogos nos intervalos, auxilia professores em dinâmicas e ou atividades extraclasses.

Grêmio Estudantil: Criará uma Rádio Escola, para transmissão de recados, programação de atividades, músicas e concursos.

Estudantes tanto da Rádio quanto Aluno Monitor, a eleição deverá ser realizada por todos da escola, exercício da democracia.

Elaborar eventos que contem com a participação da comunidade e todo seu entorno.

O espaço será construído pelas crianças e ser para as crianças, sendo compreendida com sujeitos de direitos, movimento intenso, pensado e organizado para a chegada, acolhimento, acesso e permanência, movimento e criação dessas crianças.

Garantir espaços seguros e apropriados aonde possam brincar, vão adaptando o que possuem e como vivem para o momento, de extrema importância nessa fase de sua vida; o brincar.

AVALIAÇÃO:

Formativa, acontecerá ao longo do processo, além das Reuniões de Conselho de Escola.

Uma escuta atenta, que garanta e respeite o trabalho com as narrativas, interações, tempos e espaços e materialidades. Traçar projetos, uma linha de horizonte (linhas gerais), o qual nasce de uma pergunta, questionamento ou curiosidade das crianças, é essencial deixar de lado o didatismo, para assegurar as vozes e os desejos das crianças.