Tarefa 6 – Curso REP! – Maria do Socorro Santos França

Data

27 de julho de 2020

Cursista

Maria do Socorro Santos França

Função

PEI

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

CEI VILA PERUS

RESPEITAR É PRECISO! – A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E A ATUAÇÃO DAS COMISSÕES DE MEDIAÇÃO DE CONFLITOS.

TEMA: A ESCUTA COMO INSTRUMENTO NA CONSTRUÇÃO DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

JUSTIFICATIVA: 

 

Na atual situação que a sociedade enfrenta, é necessário uma  maior tomada de consciência e autoconhecimento por meio do exercício ativo da cidadania, da escuta qualificada, da promoção da saúde e bem estar em sua integralidade, da cultura de respeito à dignidade humana, tendo em vista os desafios do contexto atual devido a pandemia ocasionada pelo Coronavírus e o consequente isolamento social.

 É imprescindível, que a CMC atue no coletivo  para promover uma cultura de respeito, não violência, paz e solidariedade na unidade, possibilitando a compreensão de que os conflitos são inerentes ao ser humanos e podem ser momentos de grande aprendizagem pessoal e profissional. 

 

FINALIDADE:

 

Esta ação formativa tem como finalidade  disseminar entre todos os atores da comunidade escolar desta unidade a cultura de Educação em Direitos Humanos, através do respeito mútuo e do respeito à diversidade e subjetividade dos sujeitos.

 

OBJETIVOS: 

 

  • promover  reflexões sobre a Educação em Direitos Humanos, discutir conceitos, princípios e valores de maneira a compreender que ela é uma educação para mudanças e não para conservação;
  • criar uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e vivência dos valores de liberdade, justiça, igualdade, solidariedade, cooperação, tolerância e paz; 
  • discutir os conceitos de respeito e respeito mútuo, imprescindíveis para o êxito de todas as ações e relações dentro e fora da escola;
  • desenvolver o hábito de escutas qualificadas;
  • compreender o conflito como uma oportunidade para reflexão e responsabilidade coletiva no ambiente escolar.

 

DURAÇÃO: 1 SEMANA (Preferencialmente no período de formação que anteceder o retorno às aulas)

 

PROCEDIMENTOS E SUGESTÃO DE ATIVIDADES A SEREM REALIZADAS COM O GRUPO (o cronograma pode sofrer alguma alteração/adaptação considerando as condições necessárias para sua realização).

 

Pensando no processo de retorno pós pandemia, certamente dentre dos procedimentos imediatos a se fazer é o acolhimento da comunidade escolar visando dar voz  e oportunidade para uma escuta verdadeiramente qualificada, ouvir sem julgar. Assim, será proposto a sequência que segue:

 

1º momento: A Comissão de Mediação de Conflitos apresentará um material em power point, para elucidar para toda equipe escolar sobre o Decreto nº 56.560 (DOC de 29/10/2015, página 03)  de 28 de outubro de 2015 que regulamenta a Lei nº 16.134, de 12 de março de 2015, que dispõe sobre a criação da Comissão de Mediação de Conflitos – CMC nas escolas da rede municipal de ensino. A comunidade escolar precisa ter ciência dos instrumentos constitutivos que regem a atuação da CMC para maior integração e relevância frente às ações propostas.

 

2º momento: Pensando em trazer um breve momento de reflexão acerca da importância de se desenvolver na unidade o hábito de uma escuta atenta, qualificada e também humanizada entre todos, será proposta a Dinâmica do telefone sem fio. O fio condutor dessa dinâmica será a frase: “ O direito e a arte são as únicas evidências de que a odisseia terrena teve algum significado! (Raquel Domingues do Amaral). Finalizada a rodada, confirmaremos a frase e abriremos a roda para ouvir o que os colegas entenderam, qual o significado dessa frase para eles. Será opcional falar.

 

3º momento: Dando continuidade a importância de se ter uma escuta qualificada, de se estabelecer na equipe o compromisso de ter voz e dar voz ao outro, traremos uma 2ª atividade coletiva, já que a ideia de conflito é de que ele não ocorre por si só, ele envolve outros atores e situações diversas. Assim, faremos um exercício de escuta mútua, exemplo apresentado na aula de Mediação de Conflitos, de maneira contextualizada e adaptada às possibilidades desse momento bastante pertinente. Em duplas, ou até trios, deve-se se dispor a ouvir sobre as inquietações do outro sem interromper, questionar, opinar sobre. O objetivo aqui é exercitar a escuta qualificada, tão necessárias para os dias atuais mutuamente.

 

AVALIAÇÃO:

 

Que cada integrante da unidade escolar consiga se integrar e participar ativamente das propostas formativas, trocando experiências, considerando e valorizando as diferenças, a diversidade, as concepções e expectativas de seus pares. Que o grupo como um todo consiga demonstrar mais empatia, sensibilidade, tolerância e afetividade para resolver os problemas que surgirem.

 

CONCLUSÃO:

 

A CMC deseja contribuir significativamente com a disseminação do conhecimento e ações pautadas no Respeito aos Direitos Humanos. A Educação em Direitos Humanos na escola é uma abertura de espaço para o diálogo, de escuta mútua e a reflexão sobre as situações de conflito nas diversas esferas na busca de uma comunicação pacífica e não violenta,  sendo refletida em toda comunidade escolar e interferindo em seu território positivamente.