Tarefa 6 – Curso REP! – Maria de Fatima Vasconcelos Canada Demasi

Data

17 de julho de 2020

Cursista

Maria de Fatima Vasconcelos Canada Demasi

Função

Pei

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

Cei Vila Prado

Maria de Fátima Vasconcelos Canada Demasi

RF 8368007.

 

 

O Projeto – “Os bebês têm vez e voz”

Sou professora de Educação Infantil de um Cei.

O projeto tem como ação, envolver os bebês na exploração dos espaços do Cei, tais como: quadra, parque, tanque de areia, lateral, reservatório e solário, e participarem da integração com outros agrupamentos.

A iniciativa desse projeto surgiu após a observação das professoras que assumiram esse agrupamento do berçário II no ano de 2019 em tentar entender porque os bebês em anos anteriores apenas se apropriavam do solário como espaço externo, e não participavam das integrações entre os outros agrupamentos, sendo assim os bebês não estavam sendo respeitados e nem reconhecidos como sujeitos de direitos.

Após um diálogo informal, foi relatado pelas professoras de anos anteriores que havia uma insegurança com relação aos bebês em se apropriarem dos outros espaços, podiam se machucar, a locomoção era difícil, e com relação a integração a resposta foi a mesma.

Após um diálogo entre as professoras desse agrupamento, chegamos à conclusão que os bebês tinham muita proteção, porém eles têm potencial e direito de se apropriem dos outros espaços de forma segura e de conviver com outras crianças de outros agrupamentos.

Levamos a questão para a CP, e dialogamos sobre a possibilidade do planejamento da unidade ser organizado de forma que contemplasse a exploração dos bebês em outros territórios do Cei e uma convivência com outros agrupamentos.

 

 

Objetivos de Aprendizagem

O objetivo do projeto era proporcionar aos bebês o direito de explorarem outros territórios do Cei, assim como também ter uma interação com outros agrupamentos de crianças, sendo que através dessa ação o desenvolvimento no aspecto físico, emocional e intelectual estaria sendo garantido e com isso a apropriação desses espaços externos.

 

 

Metodologia

Os bebês eram levados a essa apropriação dos territórios após a refeição da tarde, 3x por semana, e a interação com outros agrupamentos 1 x por semana.

Essa ação começou no início do segundo semestre, porque a maioria dos bebês já estavam adaptados e tinham conquistado a autonomia do andar.

 

Integração entre os bebês e território

 A integração dos bebês com esse espaço acontecia de forma planejada e organizada, ou seja, os espaços eram organizados de forma significativa com brinquedos estruturados e não estruturados sempre antes dos bebês chegarem a esses espaços.

 

Avaliação

A avaliação do projeto foi feita através da observação e registro, refletir sobre as propostas que dão certo e aquelas que precisam ser reestruturadas, buscando sempre estar atento aos interesses dos bebês.

 

 

 

Essa ação quebrou o paradigma de que os bebês são incapazes de se locomover em outros espaços e de criar suas brincadeiras sem ter o adulto o tempo todo direcionando esse brincar, e também o fato de estarem interagindo com outras crianças maiores aconteceria mordidas, machucados, etc.

 

MINHA REFLEXÃO

Trouxe esse projeto já realizado porque identifiquei várias situações que foram abordadas durante o curso “RESPEITAR É PRECISO”.

Não se respeita alguém sem reconhece-lo como sujeito de direito, era o que acontecia na situação com os bebês, eles não eram respeitados em seus direitos porque não eram reconhecidos, é uma situação que não mudaria se não houvesse uma ação, porque sempre foi assim.

Analisando esse projeto aprendi com o curso que na realidade houve um mapeamento do território do Cei e da situação que nos afligia naquele momento e através disso conseguimos modificar um comportamento e repensamos em práticas mais democráticas, humanas e colaborativas.

Lembrando que para os bebês se apropriarem dos outros espaços do Cei e interagirem com outras crianças houve uma movimentação entre professoras e funcionários, e assim os bebês passaram a fazer parte da rotina de forma significativa e ter seus direitos respeitados.