Tarefa 6 – Curso REP! – Luana Arakaki Ramos

Data

9 de julho de 2020

Cursista

Luana Arakaki Ramos

Função

Professora de Ed. Infantil e Ens. Fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

Emei Taufik Daud Kurban

CURSISTA: LUANA ARAKAKI RAMOS              RF:7936842

EMEI TAUFIK DAUD KURBAN – DRE JAÇANÃ/TREMEMBÉ

 

PROPOSTA DE PLANO DE AÇÃO PARA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EM UMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL

 

A partir da minha observação da pouca participação da comunidade escolar em espaços que deveriam ser ocupados por ela dentro da escola, como por exemplo, no Conselho Escolar e na Associação de Pais e Mestres – APM, percebo que há a necessidade de uma ação no sentido de promover um espaço coletivo de escuta e fala, para que as famílias dos nossos alunos, consigam se sentir de fato incluídas no processo de educação de seus filhos, dentro da escola.

É necessário dizer que essa proposta está sendo pensada na realidade encontrada dentro de uma Escola Municipal de Educação Infantil do Município de São Paulo, que atende em torno de 350 estudantes, entre 4 e 6 anos.

A intenção deste plano de ação é conseguir ampliar o acesso das famílias ao espaço da escola, fazendo entender que ela deve ser construída em conjunto com todos os educadores, profissionais ou não, que participam dela.

Os membros da APM e do Conselho Escolar devem ser os principais protagonistas do plano de ação, já que são as pessoas que nesse momento, participam ativamente do espaço oferecido pela escola. Essa proposta deve então ser levada às reuniões para discussão e aprovação.

Como esse ano, estamos vivendo uma situação inédita de isolamento social, pandemia e elaboração de novas rotinas e adaptação, acredito que seja um momento em que o oferecimento de um espaço de fala e escuta para as famílias, em que possamos tratar de respeito e valores, dentro da escola, possa ter uma maior aceitação por parte de todos os envolvidos.

Faremos um convite às famílias para uma reunião e proporemos nesse momento uma conversa aberta sobre as várias indagações que ainda pairam sobre a escola e a aprendizagem das crianças.

Interessante pensar em deixar um meio de comunicação (uma caixa com papéis ao lado, ou um livro para escrever) acessível na entrada da escola, em que os responsáveis possam fazer questionamentos sobre o que pensam sobre a nossa situação, a escola e o que podem fazer e falar nesse espaço, de forma anônima. Assim, poderíamos fazer uma conversa partindo desses primeiros questionamentos escritos e depois podemos abrir espaço de fala e escuta dos participantes.

Como a escola tem pouco espaço físico, e esses espaços limitam a quantidade de pessoas que podem participar das discussões, precisamos fazer essa conversa em dois momentos. Um primeiro, em que é apresentada a proposta da reunião e os questionamentos realizados previamente, de forma coletiva; e um segundo, em grupos menores, onde cada um pode ter a chance de participar de fato, fazendo trocas importantes. Cada grupo menor, precisará ter mediadores (no caso membros do CE e da APM), que buscarão garantir que todos possam falar e ouvir, com respeito mútuo e reflexões coletivas.

Por fim, cada grupo ficará incubido de fazer um cartaz em que exponham os pontos principais debatidos por eles. E esses cartazes podem ser expostos no pátio e/ou entrada da escola, para que as outras famílias possam ter acesso ao que foi conversado.

É importante ressaltar que essa seria uma primeira conversa e demandaria um período escolar e esforço dos envolvidos, já que não é algo frequente na escola. E esclarecer também que juntos traçaremos caminhos que possam atender as necessidades de nossas crianças e de todos os educadores que participam de seu processo educativo. A escola não terá respostas prontas para os questionamentos, mas abrirá espaço para as perguntas, reflexões e propostas entre todos.

A partir dessa ação, poderíamos propor uma continuidade a ela, de forma que se torne mais frequente esses encontros e que possam ser realizados nos momentos de reuniões como Conselho Escolar e APM, aumentando o número de participantes e a participação efetiva das famílias.

Quanto ao tempo de duração, num primeiro momento, é necessário planejar como convidar as famílias para participar dessa primeira reunião que pode ser realizada num dia letivo, pensando em reunir no período da manhã, as famílias dos estudantes que frequentam a escola nesse período e no da tarde, as famílias do período da tarde. Podemos também fazer uma votação prévia de dia melhor para se fazer a reunião, pois dessa maneira, podemos aumentar as chances de participação da comunidade escolar.

Para avaliarmos se a reunião teve sentido para as famílias, poderíamos pedir em outro momento que respondam um pequeno questionário, enviado através dos estudantes, em que possam fazer um relato escrito sobre: se participaram ou não, se foi positivo ou não, o que sentiram, se acreditam que esse espaço pode ser aberto mais vezes e o que poderia ser tratado em uma próxima reunião.