Tarefa 6 – Curso REP! – Letícia Goncalves

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Letícia Goncalves

Função

Assistente de diretor de escola

DRE / Unidade Educacional

Guaianases

Escola

Aureliano Leite

PLANO DE AÇÃO – EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

 

NOME: LETÍCIA GONÇALVES

RF: 7934823/1

LOCAL DE EXERCÍCIO: EMEF AURELIANO LEITE

 

Meu nome é Leticia, sou assistente de Diretor na EMEF AURELIANO LEITE e sou a gestora participante da Equipe de Mediação de Conflito de minha Unidade.  Pensei em um Plano de Ação que seja composta de um conjunto de ações educativas planejadas e articuladas que busquem uma cultura de respeito e valorização da educação em direitos humanos. Essas ações serão articuladas com o contexto escolar e comunidade respeitando as especificidades de cada grupo. Este plano de ação inclui contextualização, objetivos, finalidade, os fundamentos, os conteúdos e as estratégias metodológicas, os sujeitos envolvidos, duração, metodologia e avaliação.

 

TEMA DO PROJETO

 EMPODERAMENTO FEMININO E COMBATE AO FEMINICÍDIO

 

CONTEXTUALIZAÇÃO

O termo teria sido originado do inglês “women’s empowerment”, sendo que o verbo “empower” significa dar poder. Quando ele passou a ser usado pelo movimento de mulheres foi que ele ganhou o sentido usado até hoje.

A expressão vai além da igualdade entre homens e mulheres e do fortalecimento do gênero feminino. Isso porque a ideia é garantir que toda mulher possa ter uma participação política e econômica na sociedade.

Sobretudo, o empoderamento feminino está no poder de escolha das mulheres.

Sendo assim, todas devem ter um papel ativo, racional e consciente ao tomar diferentes decisões. Essas escolhas vão desde a escolha da profissão até dos representantes políticos, já que se trata também de contribuir para a sociedade em pé de igualdade com os homens.

O empoderamento veio para mostrar às mulheres que nenhuma delas deve se sentir culpada por querer mais respeito.

Nosso plano maior é focar na na mulher da periferia pois acredita-se que ela ainda é retratada de forma genérica, estereotipada. Ela é, infelizmente, estigmatizada apenas por ser da periferia. Por sua localização geográfica, acreditam que ela se expressa, fala e se veste apenas de uma forma.

Antigamente, a mulher da periferia não tinha acesso à faculdade, não trabalhava além do serviço que já realiza diariamente em sua casa. Essa realidade, no entanto, vem mudando em todas as classes sociais. A mulher vem abrindo espaço no mundo do trabalho, com cargos até melhores que os dos homens. Mas ainda ganha menos que eles. Isso é um desafio a ser enfrentado. Com a mulher da periferia, não é diferente. Ela também vem ocupando espaço, mas sempre tendo de provar que é capaz, mesmo vindo de um lugar distante.

Embora ainda tenha muito a ser feito, movimentos no mundo vêm mostrando que as mulheres estão cada vez mais contestadoras. E, assim, contestando as injustiças e tomando a liderança de suas vidas pessoais e profissionais.

 

 

OBJETIVOS

Os objetivos principais deste plano de ação são:

  • contribuir para o empoderamento das mulheres moradoras da periferia de São Paulo.
  • promover espaços de reflexão, debate, informação, troca de conhecimento, experiências
  • Oferecer visibilidade sobre empoderamento feminino, suas protagonistas, histórias e dilemas.

 

FUNDAMENTOS

Destacar a trajetória das mulheres é uma forma de reforçar a ideia de que elas têm uma história, da qual são também sujeito ativo. A intenção em fomentar a narrativa de uma mulher como liderança, recupera perspectivas temporais de convivência comunitária, de espaços de sociabilidades, de laços e estratégias de sobrevivência

 

CONTEÚDOS

  • Diretos Humanos
  • Educação
  • Cultura
  • Feminismo
  • Feminicídio
  • Moradia
  • Mulheres
  • Periferia
  • Preconceito
  • Discriminação
  • Questões de Gênero
  • Valorização Humana

 

ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS

  • Roteiros de entrevistas
  • criação de um clube que serviria como uma espaço seguro para conversar sobre a igualdade de gênero e da luta das mulheres da comunidade.
  • Elaboração de Mostras Culturais
  • Palestras diversas
  • Teatros
  • Visitações culturais
  • Análises de Resultados
  • Elaboração de gráficos

 

SUJEITOS ENVOLVIDOS

Toda a comunidade escolar poderá ser envolvida, incluindo todos funcionários da escola, alunos, CMC, Conselho, APM, CRECE, Grêmio e principalmente as mulheres da comunidade.

 

DURAÇÃO

O Plano é bem completo e abre precedentes para que sua realização aconteça durante todo um ano letivo com várias etapas divididas durante os bimestres.

 

LOCAL DE REALIZAÇÃO

As atividades poderão ocorrer dentro da Unidade Escolar, lugares de parceria como Parque da Consciência Negra, Fábrica de Cultura e Centro Cultural da Cidade Tiradentes.

 

AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada ao final de cada uma das estratégias metodológicas fazendo alterações ou inclusões de outras ações para o sucesso do projeto.