Tarefa 6 – Curso REP! – Keila Cristina Rocha Carvalho

Data

5 de agosto de 2020

Cursista

Keila Cristina Rocha Carvalho

Função

Diretora de Escola

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

EMEI Prof José La Torre

 

Educação em Direitos Humanos, Infância e Comunidade: acolher é preciso!

 

Justificativa:

Considerando a relevância de que todos os atores sociais envolvidos no processo educativo compreendam seu papel no que tange à construção de uma Educação em Direitos Humanos e, levando em conta os enormes desafios impostos a toda a sociedade em face da Pandemia, entendemos que a escola configura-se enquanto território privilegiado no que se refere à promoção do acolhimento, do respeito mútuo e da articulação com o território, a fim de contribuir para o enfrentamento de situações de violação de Direitos Humanos identificadas em nossa comunidade.

Em face do exposto, esta proposta visa explicitar de que maneira nossa Unidade Escolar, situada em Parelheiros, extremo sul da capital paulista, tem pensado e ressignificado práticas, de modo a mapear e atuar coletivamente frente às demandas identificadas. Algumas das ações descritas já estão em curso; outras  só serão efetivadas quando do retorno presencial à escola.

 

Envolvidos:

Equipe gestora, docentes, quadros de apoio, familiares, responsáveis, crianças, artistas locais, profissionais de saúde, Conselho de Escola, Associação de Pais e Mestres, Comissão de Mediação de Conflitos, etc.

 

Finalidade:

Promover a escuta qualificada e identificar as demandas da comunidade educativa, buscando parcerias para atuar na diminuição das situações de vulnerabilidade, especialmente considerando o contexto de pandemia que estamos vivenciando.

 

Objetivos:

  • Mapear as necessidades, dúvidas e angústias da comunidade escolar;
  • Buscar parcerias em diversas frentes: saúde, assistência social, cultura, etc, a fim de construir uma rede de apoio em nossa escola;
  • Oportunizar a escuta qualificada de todes;
  • Promover o acolhimento de professores, funcionários, crianças e famílias no retorno presencial.

 

Duração:

Entendemos que as aprendizagens construídas por nós neste momento de medo, incertezas e fragilidades devem ser valorizadas e estendidas, de modo que as ações que propusemos neste período singular se tornem ações permanentes na Unidade, contribuindo para que possamos identificar situações de discriminação, violação de direitos, mediar conflitos e construir uma escola mais justa e democrática.

 

Ações

  • A primeira ação consistiu em mapear as demandas de nossa comunidade (destaco a contribuição da aula 3 neste percurso), a fim de compreender quais as principais dificuldades de nossa comunidade. Neste processo, identificamos três questões urgentes: segurança alimentar, necessidade de apoio emocional e dificuldades de acesso às propostas didáticas através da plataforma oficial (muitas famílias indicaram que seu pacote de dados somente permitia o acesso mais amplo de redes sociais).
  • Diante das três principais frentes apontadas, buscamos parcerias para atuar sobre estas realidades. Dentre as ações destacamos: campanha de arrecadação de alimentos; parceria com uma profissional de psicologia para nos ajudar a lidar com as questões das crianças e de suas famílias; adequação da oferta de atividades, repensando materiais mais acessíveis para as famílias e replicando os conteúdos em diversas redes sociais, a fim de democratizar o acesso; plantão da equipe via aplicativo de mensagem; apoio dos condutores escolares para acessar as famílias com dificuldades de acesso à internet;
  • Cuidando de quem cuida: ao planejar as ações de intervenção com as crianças e famílias, observamos que a equipe escolar também precisa de acolhimento em suas questões. Desta forma, construímos grupos de apoio, em que nos reunimos semanalmente para conversar, expor angústias e sentimentos, estudar juntos, etc. Em alguns destes encontros, contamos com educadores de outras unidades, artistas locais, psicóloga, etc.
  • Planejando o retorno: entendemos que o retorno presencial à escola só deve ocorrer quando houver segurança para todos. Pensamos ainda, que este retorno deverá ser planejado com cuidado, visto que não se trata de um simples retorno de férias ou recesso, mas é a retomada de uma rotina marcada por luto, perdas econômicas, fragilidades emocionais. Desta forma, planejamos:
  • Manter as campanhas solidárias;
  • Construir grupos de trabalho (escola e famílias) para pensar as dinâmicas do retorno;
  • Planejar ações que contemplem aspectos socioemocionais, de modo a apoiar principalmente as crianças em seu processo de (re) adaptação à escola.;
  • Readequar todos os espaços da Unidade, pensando nas dinâmicas de acolhimento que queremos oportunizar aos pequenos, respeitando suas infâncias e singularidades.
  • Fortalecer nossa rede de apoio.

 

Avaliação:

Dado o caráter permanente deste plano de ação, a avaliação deverá ocorrer de maneira contínua, com a verificação de efetividade das ações propostas através, principalmente da participação das crianças e famílias.

 

*No link inserido a seguir, apresento em exemplo de atividade desenvolvida junto à nossa rede de apoio.