Tarefa 6 – Curso REP! – Keila Cristina Coutinho Alves

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Keila Cristina Coutinho Alves

Função

Prof. Educação infantil e Ensino Fundamental

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

EMEI Prof Celso Ferreira da Silva

Respeitar é Preciso
Keila Cristina Coutinho Alves
E-mail: [email protected]
EMEI Prof Celso Ferreira da Silva
Educação Infantil (4 e 5 anos)

Proposta de ação com a comunidade escolar

Justificativa:
A princípio, nós entendemos que os adultos que trabalham na escola, sem exceção, colaboram e são co-responsáveis na educação das nossas crianças. Porém, algumas observações ainda nos são motivos de muita discussão e planejamento para uma melhor forma de acolher e enxergar essas crianças como seres de direitos, independente de sua pouca idade, e protagonistas do seu desenvolvimento e aprendizagens.
Buscando atingir este objetivo, temos tentado unir mais o grupo de educadores, não o restringindo apenas aos docentes, para discutir e implementar ações que efetivamente garantam os direitos das nossas crianças como cidadãos, e dentre esses direitos está a garantia de participação dos pequenos nas atividades escolares, opinando, escolhendo e interferindo de forma que possam se sentir parte deste recorte da sociedade que é a Escola, e estruturar bases para o convívio social pleno.
Tendo como princípio os ideais da democracia e do respeito mútuo, é nesse sentido que vamos trabalhar com as práticas de mediação de conflitos, respeito às diversidades e o combate a qualquer tipo de discriminação, utilizando-nos de todas as estratégias que nos permitam efetivar este olhar para o desenvolvimento infantil de forma a promover explorações e descobertas numa relação dialógica.
Sendo a finalidade da proposta, envolver toda a comunidade escolar, não poderíamos deixar de trabalhar com todos os segmentos, incluindo as famílias, o Conselho de Escola e os integrantes da Associação de Pais e Mestres, além de toda a gestão, docentes e funcionários, tanto da cozinha, quanto da limpeza e os ATE’s, afinal somos uma equipe!
Às crianças, nossa maior atenção, pois são a razão do fazer pedagógico, que inclui, para além do conhecimento sistematizado, uma Educação qualitativa e integral, que promova seu desenvolvimento em todos os aspectos.

Finalidade / Objetivos:
Esperamos, elaborar uma proposta que seja fundamentada na empatia, no acolhimento e o cuidado não só físico, mas emocional também, e que atinja os objetivos propostos no nosso PPP (O eu, o outro e o mundo em que vivemos), que já foi planejado no intuito de melhorar as relações entre as crianças, delas com os adultos e entre os adultos.

Duração:
Acreditamos que a formação em Direitos Humanos é algo contínuo, e não pode ser uma proposta com um prazo delimitado, afinal, as relações humanas são contínuas, e os valores são desenvolvidos nos diversos convívios e não só na Escola.

Ações:

  • Relembrar a todos os envolvidos no processo educativo, os princípios dos direitos humanos, evidenciando os conceitos de proteção e respeito;
  • Convocar o Conselho de Escola e a APM (o que já é prática na nossa escola), para deliberar sobre as questões pedagógicas, e destino de verbas;
  • Implementar o Conselho Mirim, para efetivar a participação deles nas decisões, promovendo uma escuta ativa de fato;
  • Planejar ações junto à Comissão de Mediação de Conflitos, para propor soluções às divergências existentes, através da escuta, reflexão conjunta e de sugestões que sejam satisfatórias a todas as partes envolvidas.
  • Trabalhar com o conceito de Empatia, adequando-o em todo o contexto escolar, com o intuito verdadeiro de “se colocar no lugar do outro” para compreendê-lo, acolhendo-lhe os sentimentos (o que se fará ainda mais imprescindível no período pós-pandemia;
  • Ampliar a comunicação, o contato e a aproximação com as famílias, acolhendo-lhes também em suas necessidades sociais, fazendo os encaminhamentos necessários para tenham acesso a programas de políticas públicas e sociais;
  • Promover encontros formativos em que todos que tiverem contribuições possam ter oportunidade de compartilhar com o grupo, fugindo do modelo tradicional de reunião de pais e/ou pedagógica;
  • Intensificar a luta por uma Educação de Qualidade, que seja vista como direito humano, e que não pode ser negligenciado.

Avaliação:
Para além dos conteúdos conceituais, este é um trabalho que tem um foco muito ampliado no procedimental e atitudinal. Zabala (1998) considera a dimensão atitudinal da avaliação um procedimento extremamente complexo. Ainda mais que, na EMEI, as crianças ficam só 2 anos… Acredito assim que, nossa avaliação será mais uma auto-avaliação, da nossa própria postura com relação às relações que temos, e em uma mudança de olhar, principalmente sobre a criança, que não deve ser vista apenas como um aprendente, mas como um cidadão de direitos, com direito a vez e a voz.