Tarefa 6 – Curso REP! – Jaqueline Gonçalves Meneses Silva

Data

11 de julho de 2020

Cursista

Jaqueline Gonçalves Meneses Silva

Função

PEIF

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

Emei Vanda Coelho de Moraes

PROJETO: RESPEITO, HUMILHAÇÃO, DIVERSIDADE E DISCRIMINAÇÃO “Nossas múltiplas histórias”

– Duração: A proposta ira ser apresentada e iniciada assim que retomarmos as atividades escolares, seguindo e sendo trabalhando no próximo ano, e nos anos seguintes, pois EDH, e algo que devemos trabalhar todos os dias.

– Justificativa: Baseada em todo conteúdo do curso “Respeitar é Preciso”, e focada na aula e no caderno Respeito e Humilhação e Diversidade e Discriminação, vejo a necessidade de trabalhar a identidade das crianças de nossa Emei, de uma forma mais profunda valorizando o respeito e a diversidade cultural. Precisamos trabalhar a EDH para a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana, através da promoção dos valores humanizadores: dignidade, liberdade, igualdade, justiça, paz, reciprocidade entre povos e culturas; e também dos princípios éticos os quais dentre eles focam: combater e eliminar quaisquer manifestações de preconceitos e discriminação, apresentados pela Diretrizes Nacionais para a Edu­cação em Direitos Humanos, do Ministério da Educação.Compreendo que vivemos em um pais em que a desigualdade é grande, em que as diferenças não são valorizadas, em que os direitos não são iguais para todos, mesmo com a declaração dos direitos humanos que declara que todos somos sujeitos de direitos. Conseguimos ver que essa crise aumentou diante dessa pandemia, a qual parece um cenário de guerra, regado de fome, desemprego, mortes em grande escala. Por este motivo irei focar o trabalho na questão étnico racial, no trabalho com o Bullying, e na liberdade de expressão, principalmente vejo a necessidade de apresentar a cultura africana na escola de forma mais profunda, e não superficial apenas no mês de novembro ou em uma curta semana. Pois nosso país é formado majoritariamente por afro-descentes, e mesmo assim excluem e discriminam.

 

– Finalidade: Quero através desse projeto desconstruir a imagem de uma única história partindo da cultura africana, quero que as pessoas comecem a valorizar a diversidade cultural, comecem a ter empatia, ouçam mais umas as outras, que não se sintam humilhadas, mas que se empoderem de seus direitos independente de sua classe social, sua cor, suas crenças, seus costumes. E acredito ser esse momento de retorno e início do próximo ano pertinente para iniciar e EDH, buscando envolver toda a equipe escolar, a comissão de mediação de conflitos, a comunidade e as famílias, alcançando o maior número de pessoas, trabalhando de forma direta com nossas crianças.

– Objetivos: Criar, influenciar, compartilhar e consolidar mentalidades e costumes, atitudes, hábitos e comportamentos que decorrem, dos valores essenciais citados, os quais devem ser trabalhados na prática. Através dessa proposta quero que crianças e adultos, se sintam amados, valorizem suas origens, respeitem suas diferenças, possam se sentir capazes de alcançar grandes sonhos e objetivos, compreendam que não é por que tem um cabelo afro que merecem ser excluídos, ou olhados torto. Acredito que principalmente na infância conseguiremos melhores resultados futuros, pois vejo muitas crianças sendo diminuídas por crianças por sua cor ou sua condição social, e isso não é algo que nasce com a criança, mas que ela aprende na convivência social, então para mudar o futuro, precisamos mudar o olhar, desconstruir histórias únicas, valorizar todos como sujeitos de direitos, trabalhando com as crianças, jovens e adultos, entendendo que onde temos duas pessoas ali já encontramos diversidade e diferentes formas de pensar e de ser. Pois quando discriminamos alguém estamos privilegiando alguns e prejudicando outros.

– Metodologia:

1º momento – Introduzir a discussão com a equipe escolar, apresentando o projeto através do vídeo de Kiusam Oliveira, que vem falando sobre a importância da literatura Negra nas escolas, de apresentar as bonecas negras, os personagens negros como heróis, príncipes, princesas. Nesse vídeo ela fala que o combate ao racismo esta no processo lúdico, ao ver crianças que se recusam a brincar com as bonecas negras, que vem as crianças agindo menosprezando algum colega por sua cor. Entendemos que a criança não nasce racista elas são educadas para isso. Por isso precisamos trabalhar a diversidade brasileira, empoderamento, valorizando aqueles grupos que na maioria das vezes são marginalizados(negros, indígenas, pessoas de cabelos crespos) isso sim é trabalhar a identidade e a valorização da diversidade cultural. Também disponibilizar para a equipe os livros

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FQqRY4NUxTg

2º momento – Em um segundo encontro apresentar o vídeo “O perigo de uma história Única- Chimamanda Adiche”, para refletir sobre como muitos ainda conhecem a história única contada baseada nos colonizadores, que apresentam apenas o negro como um povo pobre, que precisa de ajuda, desvalorizando sua cor, sua cultura, seu país. Buscando através desse vídeo abrir nossa visão para buscar mostrar a cultura africana e suas características, em busca de valorizar a sua cor, seus traços, suas paisagens, buscando apresentar em nossas futuras propostas os heróis, os reis, os autores de livros, aqueles que lutaram e conquistaram em favor da cultura negra.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=qDovHZVdyVQ

 

3º momento- Realizar com os professores e futuramente com a comunidade escolar o jogo “Privilégio Branco”, através de perguntas que destacam a desigualdade, a falta de oportunidade, principalmente por pessoas negras, após 30 perguntas dentre elas 10 que foquem a desigualdade, nessa perguntas quem sofreu descriminação ou foi prejudicado por sua cor, ou por sua classe social, irá dar um passo a trás, so final nota-se o quanto a desigualdade esta gritante em nosso dia a dia, e que precisamos mudar essa situação. Após essa dinâmica refletir em quantas crianças e famílias estão sendo discriminadas, em quantas pessoas estão se calando porque são humilhadas, em quantos direitos estão sendo negados, e o que podemos fazer para mudar isso.

Link da dinâmica: https://www.youtube.com/watch?v=MuOE3IJZoZU

 

4º momento – Se reunir com a equipe escolar  e selecionar atividades, livros, vídeos, brincadeiras para aprofundar o conhecimento da Cultura africana. Também selecionar livros que trabalhem a questão do respeito, da valorização das diferenças buscando diminuir a questão de bullying , buscando incluir esses conteúdos em todo ano letivo. Também pensar de forma coletiva em diferentes propostas práticas para inserir esse tema com a família e com nossa comunidade.

5º Momento –  Inserir essas atividades em todo o ano letivo.  Realizar também momentos com as famílias em reuniões de pais e também no dia da família na escola inserindo propostas que estamos trabalhando com as crianças. E Buscando a participação das famílias e da comunidade na construção de oficinas, ouvindo e abrindo a escola para potencializar esse trabalho sugestões inicias de atividades (construção da boneca abaomi, Roda de capoeira, teatro, culinárias com receitas típicas da região africana, etc.)

– Avaliação: Durante o projeto e o percurso dos encontros com a equipe, com a comunidade com as famílias, com as criança, observar as mudanças, ver se realmente as questões de discriminação estão diminuindo, ver nas falas das crianças se a valorização das diferenças esta acontecendo, notar se a comunidade esta se sentindo valorizada, perceber por meio dos diferentes registros se a proposta esta alcançando os objetivos, notar qual temática esta chamando mais atenção, buscando através disso trabalhar com ação-reflexão-ação, de forma coletiva envolvendo toda a equipe escolar, em busca de alcançar o maior número de pessoas dentro desse projeto.

Reflexão: Vejo que nesse retorno, a nossa maior preocupação não deve estar pautada em conteúdos, e sim em como lidar com o luto em suas diferentes situações (físico, emocional, social), que esses educandos, famílias e educadores, vivenciaram nessa pandemia. Precisamos ser ouvintes desses lutos, tendo empatia por cada um, em busca de uma volta “NORMAL”, para muitos que perderam empregos, pessoas, saúde física e emocional. Estaremos mapeando a situação de nossas escolas, identificando os problemas, conhecendo o novo lugar pós pandemia, buscando as melhores decisões em relação a esse espaço, de forma democrática.
Devemos chegar em nossas salas com as malas vazias, para sermos preenchidos por nossas crianças, preparamos tudo, e esquecemos de dar espaço para que as crianças compartilhem e sejam protagonistas dessa aprendizagem. Precisamos permitir que as crianças se expressem, nos ajude nas tomadas de decisões, como sujeitos de direitos, que podem colaborar para essa volta, nos dando direção daquilo que necessitamos reinventar, para atender suas necessidades e seu desenvolvimento integral. A escuta nesse momento principalmente de nossas crianças será essencial.

Obs: Nesse momento de aula remota já comecei a inserir algumas atividades de valorização da cultura africana em nosso cotidiano, através da brincadeira “amarelinha Teca-Teca”, através da origem da palavra “UBUNTU” a qual diz e nos ensina muito nesse momento de pandemia, pois um depende do outro e só estaremos bem quando todos estiverem bem, na apresentação de histórias infantis com personagens negros sendo os principais protagonistas, na confecção da boneca abaomi juntamente com as famílias. Pois percebi que a maioria das atividades não estava explorando a diversidade e precisamos quebrar esse protocolo e trabalhar esse assunto com maior frequência em busca de ampliar nossas histórias, valorizando e respeitando nossa diversidade. Segue em anexo algumas dessas propostas.

Através dessa proposta o grupo queria que as famílias se sentissem acolhidas, através da mensagem UBUNTU, a qual mostra que nos importamos com suas dores e sentimentos e desejamos que estejam bem.

Brincadeira divertida que valoriza a cultura africana, e que permite as crianças estarem com suas famílias aproveitando o espaço interno de suas casas.