Tarefa 6 – Curso REP! – Itala Maria Oliveira de Almeida

Data

26 de julho de 2020

Cursista

Itala Maria Oliveira de Almeida

Função

prof educação infantil

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

EMEI ARTHUR ETZEL

Esta sequência didática trabalhada na EMEI Arthur Etzel no contexto pandêmico propõe-se a combater a educação racista, por meio da leitura de livros com a temática da diversidade étnico racial. A duração destas atividades foram pensadas para 2 meses e a avaliação será contínua, observando a participação e envolvimento dos alunos durante as aulas. Neste contexto, estas narrativas tem enorme importância, uma vez que, além de fomentar a leitura de histórias que visem atender às disposições da Lei 10.639/03, complementada pelas leis 11.645/08 e 16.478, constata-se o fato da ausência de referências destes grupos nos processos de escolarização, o que torna aparentemente o conhecimento intelectual e científico como propriedade da branquitude e perpetuando a educação racista vigente. Nesse viés, a intencionalidade seria compreendida como uma virtude a ser buscada pelos profissionais da educação, porque as ações estariam voltadas para o reconhecimento de que a origem étnico-racial do (a) aluno (a) brasileiro (a) tem sido determinante para que continue a ocupar espaços que não representem poder. As professoras e os professores são os responsáveis para reconfigurar a escola como um grande território capaz de formar novos sujeitos.

A educação para as relações étnico-raciais da SME é parte integrante das Políticas Públicas de Currículo e de Formação Continuada, por meio do seu Núcleo de Educação Étnico-Racial. Esse núcleo é constituído de três áreas de trabalho: a) História e Cultura Afro-Brasileira e Africana; b) História e Cultura Indígena e Educação Escolar Indígena; e c) Educação para Imigrantes e Educação Escolar para Populações em Situação de Itinerância. Essas três áreas objetivam o desenvolvimento e a aplicação contínua e permanente das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08 e da Lei Municipal nº 16.478/16. Essas leis surgiram após mobilizações sociais que buscaram a representação de identidades sócio-raciais, historicamente marginalizadas. O resgate da história e cultura de povos que foram esquecidos nos livros, nas mídias, na escola, permite a interculturalidade, o respeito às diferenças e, por consequência, as noções básicas de cidadania, princípios trabalhados ao longo do curso “Respeitar é Preciso”.

Estes grupos são, no contexto pandêmico, os mais esquecidos pelas políticas públicas e mais expostos à morte resultante de ações humanas, institucionais, políticas e provocadas por uma negligência sistêmica por parte dos estados ou por modos de governança internacionais. Como diria a filósofa Judith Butler, algumas vidas são consideradas choráveis e outras, não.

“De quem são as vidas consideradas choráveis em nosso mundo público? Quais são essas vidas que, se perdidas, não serão consideradas em absoluto uma perda”? (BUTLER, 2020)

Recorrendo à leitura dessas histórias, os alunos poderão adquirir conhecimentos sobre valores humanos presentes nestas narrativas, como a busca da verdade, o bem coletivo, a defesa do mais fraco, a natureza como mãe de todo ser vivo, dentre outros, que permitirão a esses educandos o exercício desses valores nas escolas e na sociedade em que vivem, sendo outros princípios defendidos no curso.

As DCNEI (BRASIL, 2010a) indicam, no artigo oitavo, dois importantes aspectos relacionados à Educação Infantil com a Educação Indígena. Num primeiro momento, no parágrafo 1º, inciso VIII, o texto assume o compromisso de que todas as Unidades de EI possibilitem às crianças brasileiras apreciarem, reconhecerem, valorizarem e respeitarem, isto é, apropriarem-se das contribuições histórico-culturais dos povos indígenas.

Conhecemos a história do ponto de vista eurocêntrico. Um exemplo a ser citado que comprova os problemas na gestão de conhecimento é que a Grécia seria a grande mãe da Filosofia e maior contribuidora das artes, ciências exatas e humanas, mas muitos astrônomos, matemáticos (como Tales) e filósofos foram educados no Egito e receberem fontes de conhecimento desta região. Portanto, a quem não interessa contar que a África é berço da humanidade?

“Os tambores também são nossos ancestrais, e muito antigos. Eles falam e se comunicam através de seus toques que são códigos inconfundíveis de um chamamento espiritual e corpóreo, capazes de revelar a necessidade de valorização da cultura africana. Porque a África é o Berço da Humanidade e seus descendentes diretos estão lá e também se espalharam pelo mundo, inclusive para o Brasil, e temos muito que aprender com eles”. (OLIVEIRA, 2010, p. 57)

Isso tudo faz parte da problemática de gestão do conhecimento, que vem carregada de aspectos epistemológicos, que pretende calar qualquer filosofia que tenha origem diferente da europeia.

Daí a importância de contar histórias de diferentes grupos étnicos, porque os estudantes não podem sentir vergonha da sua ancestralidade.

Dentro da cultura de um povo, incluem-se as manifestações religiosas, muitas vezes contamos histórias com figuras cristãs, porém aquelas das religiões de matriz africana causam estranhamento, porque foram marginalizadas. A intolerância religiosa é uma das vertentes do racismo, ela surge quando temos visões e percepções falsas sobre o outro, gerando uma folclorização das histórias e culturas. Destaco as palavras do professor da USP Sidnei Nogueira, autor do livro “Intolerância religiosa”: “é difícil para pessoas negras adicionarem sob seus corpos camadas de negritude, porque a cada camada adicionada, a vida destas pessoas é colocada em risco”. Elas são privadas de manifestarem suas crenças e ataques às comunidades e templos se agravaram neste ano, evidenciando a urgência de se apresentar aos alunos histórias que mostrem a religiosidade de matriz africana. Religiosidade é diferente de religião: é a manifestação da fé de diversos povos no mundo. Enquanto manifestação cultural de um povo, a religiosidade pode e deve fazer parte do conteúdo escolar e talvez seja uma forma de combater a intolerância religiosa presente, inclusive, nos espaços escolares, da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos. Antes de trabalhar esta temática com os alunos, é importante que os educadores também passem por um processo de desconstrução.

No contexto pandêmico vimos constantemente nas mídias a intolerância, a falta de debate, o desrespeito, o descaso com o meio ambiente, um projeto de destruição nacional atual que acentua nossos problemas estruturais. A Educação antirracista começa nas escolhas literárias, artísticas, representações gráficas e materiais que contemplem essa diversidade, porque a escola é espaço para construção identitária.

Boas escolhas de leituras, vídeos propostas pedagógicas que mostrem a diversidade étnica devem fazer parte da educação infantil, que em suas reuniões de formação não deve se restringir apenas a temas sobre infâncias e brincadeiras. As infâncias devem ser marcadas pela diversidade, que é o que podemos deixar de melhor para nossos alunos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A Cor da Cultura – Saberes e Fazeres – Modos de Brincar. Fundação Roberto Marinho. Rio de Janeiro, 2010, 1º edição 2010.

Intolerância Religiosa – 1ª edição (2020). Coleção: Feminismos Plurais. Autor: Sidnei Nogueira. Coordenadora: Djamila Ribeiro.

Judith Butler: “De quem são as vidas consideradas choráveis em nosso mundo público?”. Disponível em: https://brasil.elpais.com/babelia/2020-07-10/judith-butler-de-quem-sao-as-vidas-consideradas-choraveis-em-nosso-mundo-publico.html

São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da cidade: Educação Infantil. – São Paulo: SME / COPED, 2019.

Tema: História O Batuquinho

Objetivo: Conhecer e valorizar a diversidade musical (ritmos, gêneros); respeitar as escolhas pessoais; ampliar o repertório musical; experenciar diversas linguagens e expressividades; conhecer instrumentos musicais; expressar-se por meio da música.

Atividade 1: Vídeo da história “O Batuquinho”

A história do Batuquinho mostra um menino que adora sons e ritmos, usando panelas e materiais que tem em casa. Até que conhece os instrumentos musicais e diferentes ritmos.

Sugerimos algumas perguntas para conversa:

  • Há instrumentos que conhecem e não aparece na história?
  • Alguém da família toca ou gosta de algum instrumento?
  • Tem outros objetos que produzem som e podemos usar para acompanhar músicas?

Tema: História Amoras

Objetivo: Criar o hábito de escutar histórias; favorecer o contato com textos de qualidade literária; perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças; construir imagem positiva sobre suas características físicas e culturais.

Atividade 1 – História: Amoras – autor: Emicida

O livro, inspirado em uma conversa entre o autor/rapper e sua filha, retrata de maneira poética o pensamento de uma menina sobre um assunto que não é tão simples: o racismo e suas diversas vertentes em nossa sociedade. A narrativa versa sobre negritude, representatividade, preconceito e autoconfiança, além de ser um exemplo de como a família contribui para a construção de referências positivas que levam ao desenvolvimento saudável da criança.

Emicida reforça a importância de nos reconhecermos e nos orgulharmos de ser quem somos – desde criança até a fase adulta.

Atividade 2 – História: Amoras animação

É importante refletirmos sobre os assuntos representados, principalmente neste momento. Vimos que a menina da história, durante um passeio ao pomar com seu pai, se reconhece e assimila sua própria identidade ao apreciar a beleza das amoras.

Vamos assistir a versão animada do livro, narrada pelo próprio Emicida?

Link da versão animada do livro “Amoras”: https://youtu.be/Avt7s8XgDjs

TEMA: KABÁ DAREBU- DANIEL MUNDURUKU

Produzir um desenho com a parte da história que mais gostou

Leitura “Kabá Darebu” – autor Daniel  Munduruku

Você já subiu em árvore? Já comeu cupuaçu?

Já nadou num rio?

Kabá Darebu já fez tudo isso, ele é um menino indígena.

O autor é da etnia Munduruku, Daniel retrata esta valiosa Cultura.

Vamos conhecer esta rica história?

“Quem valoriza a diversidade, promove a cultura da Paz!”

Objetivos: Conhecer, apreciar e valorizar a etnia indígena; identidade; desenvolver a atenção, concentração e interação lúdica.

Atividade 1

Vamos conhecer a história de um menino da etnia munduruku, ele vai contar sobre sua família indígena que mora perto de Belém.

Gostaram da história crianças? Que tal imitar o Kabá Darebu, o menino índio e brincar de ouvir os sons da escola? Para isso, faremos silêncio e iremos observar os ambientes.

Atividade 2

Brincadeira no Espelho (imitação)

Escolha um amigo, de preferência quem estiver disponível no momento. Peça para seu par, imitar todos os movimentos que você fizer.

Exemplos: coçar as orelhas, dar saltos, agachar, pôr as mãos na cabeça, na cintura, no pé, use sua imaginação e divirta-se!

Tema: História Obax

Objetivos: Demonstrar interesse ao ouvir uma história; manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida; dialogar expressando seus desejos, sentimentos e opiniões; usar a arte para registrar observações da história.

Atividade 1 – História: Obax – autor e ilustrador André Neves

Esta atividade apresenta a história da menina Obax que encanta com uma história de amor, amizade e cumplicidade entre os personagens.

Conta a lenda que na África houve chuva de flores!

Após ouvirem a história, converse com a criança sobre o que ela entendeu, achou e o que mais lhe chamou a atenção.

Obax tem tanta imaginação, criatividade e lindos sentimentos como saudade, amizade e companheirismo. Será significativo se observarem com a criança estes sentimentos.

Atividade 2 – Produção artística da criança

Agora vamos fazer arte!

Inspirem-se e representem, por meio da arte, o que mais gostaram na história de Obax.

Seguem algumas sugestões de uso de materiais para representar o que mais gostaram:

– Usar brinquedos como monta-monta, encaixe, bonecos/as, entre outros para representarem as imagens da história.

– Massinha (pode ser a caseira) ou argila para representação dos personagens.

– Desenho, recorte e colagens (podendo usar elementos da natureza: folhas, galhos, flores). Uma sugestão é representar com estes materiais a árvore da história, o Baobá.

– Ou outras artes usando a criatividade.

Tema: Obax e o Continente africano

Objetivos: Vivenciar experiências diversificadas, utilizando músicas, histórias e mapas, que valorizem e expandam o conhecimento sobre outras culturas e povos; movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos; criar sons com objetos e instrumentos musicais para acompanhar diversos ritmos de música; resgatar, de maneira natural e espontânea, as manifestações expressivas da criança.

Vamos conversar sobre a África, o imenso continente onde existe a Savana, um tipo de vegetação apresentada na história Obax? Há também a presença de Savanas na América do Sul, Oceania e Ásia.

Prestem atenção na música “África”, do grupo Palavra Cantada (link abaixo). Em seguida, observem a imagem que contém o mapa político deste continente e localizem com a professora os países citados na música: Sudão, Nigéria, Gabão, Senegal, Tanzânia, Namíbia e Guiné Bissau.

Música África – Palavra Cantada

Sandra Peres; Paulo Tatit / Arnaldo Antunes

Quem não sabe onde é o Sudão

saberá

A Nigéria o Gabão

Ruanda

Quem não sabe onde fica o Senegal,

A Tanzânia e a Namíbia,

Guiné Bissau

Todo o povo do Japão

Saberá

De onde veio o

Leão de Judá

Alemanha e Canadá

Saberão

Toda a gente da Bahia

sabe já

De onde vem a melodia

Do ijexá

o sol nasce todo dia

Vem de lá

Entre o Oriente e ocidente

Onde fica?

Qual a origem da gente?

Onde fica?

África fica no meio do mapa do mundo do

atlas da vida

Áfricas ficam na África que fica lá e aqui
África ficará

Basta atravessar o mar
pra chegar
Onde cresce o Baobá
pra saber
Da floresta de Oxalá
E malê
Do deserto de Alah
Do ilê
Banto mulçumanagô
Yorubá

Atividade 2 – Cantar a música e dançar

Convide a criança para dançar ou cantar a música “África”, realizando um momento de interação entre o grupo. Separe objetos e instrumentos musicais construídos em outras aulas e que podem ser utilizados para marcar os ritmos e permitir experiências sonoras. Assim que a música começar, permita que a criança se movimente da forma que quiser, utilizando instrumentos ou acessórios de dança. É interessante produzir também sons com o próprio corpo (bater palmas, pés). Ajude a criança a sentir o ritmo da música e a produzir sons de acordo com ele.

 

TEMA: AMIGOS, MAS NÃO PARA SEMPRE

Vamos acessar o link http://www.youtube.com/watch?v=wJt8Kg2xBRw, e ouvir o conto “Amigos, mas não para sempre”, de Rogério de Andrade Barbosa, que conta uma versão divertida da inimizade entre o rato e o gato.

A história se passa em Uganda, no coração da África. Naquela época o gato e o rato eram amigos, viviam juntos. E plantavam, colhiam e armazenavam os produtos de seu trabalho em pequenos celeiros.

Um dia o rato resolveu que deveriam guardar o leite, como os homens faziam, para a terem o que comer na estação da seca. E então resolveu preparar o ghee, um tipo de manteiga. Depois de pronto os dois amigos resolveram guardar o ghee escondido em uma igreja, no canto da sacristia junto com documentos da igreja. O rato não conseguia parar de pensar no ghee e um dia planejou uma boa desculpa:disse que uma irmã ia batizar um filho, e ele seria o padrinho.

O rato assim que chegou a igreja, foi logo comer o ghee. Antes de sair, ele cobriu a vasilha de barro e guardou-a cuidadosamente no mesmo lugar. O gato perguntou como tinha sido a festa, e perguntou qual era o nome do filho da irmã do rato. E ele respondeu: “Quase Cheio”, lembrando-se de como havia deixado o pote de ghee. Convencido que era muito fácil enganar o gato, o roedor voltou novamente a igreja. E quando mais uma vez voltou, com a barriga estufada, disse que o nome do recém-batizado era “Metade”. O gato só comentou que a família dele dava nomes estranhos aos filhotes. O rato continuou com suas idas a igreja até que o ghee acabasse. Sempre que voltasse, inventava nomes para os parentes batizados, de acordo com o conteúdo do pote. O último nome, lógico que foi “Vazio”. Então um dia a comida estocada acabou, e o gato chamou o rato para os dois irem juntos a igreja. O rato se desculpou e disse que estava passando mal e não podia acompanhá-lo. O gato foi até a igreja sozinho, e quando abriu o pote de barro, descobriu que o mesmo estava vazio. Quando o gato chegou a casa e ia dar à má noticia ao amigo rato, descobriu que o rato tinha feito a trouxa e desaparecido na floresta. Então o gato entendeu que era o rato o traidor, e entendeu todos aqueles nomes esquisitos dos batizados: Quase Cheio, Metade, Um Pouco, Pouquinho e Vazio! E desde esse dia o gato vive a procura do rato, mas sempre que o roedor ouve o miado do gato, foge correndo para sua toca.

O conto é um texto curto que pertence aos gêneros narrativos ficcionais. Caracteriza-se por apresentar poucas personagens, ações, tempo e espaços reduzidos. No conto que vocês acabaram de ouvir:

  1. a) Quais são os personagens envolvidos na história?
  2. b) Há no conto uma expressão que indica o momento exato em que se passa a ação. Qual é essa expressão?
  3. c) Qual a mensagem possível do conto para o leitor?

TEMA: A lenda das Abayomis

Objetivos:

Apresentar duas histórias ligadas à temática das Africanidades;

Refletir sobre a história e o significado da boneca Abayomi para a população africana trazida ao Brasil;

Refletir sobre a cultura africana e sua influência na cultura brasileira;

Conhecer alguns vocábulos africanos e seus significados;

Conhecer de forma prática a construção da boneca Abayomi;

Quando os negros vieram da África para o Brasil como escravos, atravessaram o Oceano Atlântico numa viagem muito difícil a bordo dos tumbeiros, navios de pequeno porte que realizavam o transporte de escravos. As crianças choravam assustadas, porque viam a dor e o desespero dos adultos. As mães negras, então, para acalentar suas crianças, rasgavam tiras de pano de suas saias e faziam bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção para as crianças brincarem. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa “Encontro precioso”, em iorubá, uma das maiores etnias do continente africano, cuja população habita parte de Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim. Quando você dá uma boneca Abayomi para alguém, esse gesto significa que você está oferecendo o que tem de melhor para essa pessoa.

Roda de conversa. Procure um espaço ao ar livre e sente-se em roda com a turma, explicando que a aula de hoje será sobre as Abayomis, bonecas desenvolvidas nas comunidades quilombolas. Mostre uma imagem ou a própria boneca feita, se tiver, e pergunte o que acharam e o que perceberam.

Problematização. Leia para os alunos a lenda das Abayomis, relacionando-a com a comunidade quilombola, originária da época da escravidão. Pergunte o que eles fariam se precisassem acalentar uma criança naquelas condições, sem materiais nem brinquedos. Em seguida, distribua os retalhos: um retângulo e uma tira de malha preta para cada aluno.

Mãos à obra! Convide os alunos para confeccionar a boneca e suas vestimentas com os retalhos (você pode aprender a montar uma Abayomi neste link).

Compartilhe. Oriente os alunos para que troquem suas bonecas entre si e façam o significado da boneca valer, compartilhando seu desejo de felicidade na troca. Lembre-se de garantir que nenhum aluno fique sem trocar. Depois, converse com a turma sobre o que sentiram neste momento e sobre o que pensam da história das Abayomis. Questione-os sobre como acham que se sentiam as crianças, as mães, se acham que se sentiam melhores com as bonecas e o que elas representavam para a comunidade quilombola.

 

TEMA: A KANTUTA TRICOLOR E OUTROS CONTOS DA BOLÍVIA- SUZANA VENTURA

Objetivos: Demonstrar interesse ao ouvir uma história; manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida; dialogar expressando seus desejos, sentimentos e opiniões; usar a arte para registrar observações da história.

Atividade 1: O coelho, a onça e dois queijos

Muito antes de os colonizadores chegaram à América, um mar de cultura se espalhava do Alasca à Terra do Fogo. Muitos povos circulavam por matas, montanhas, planícies, planaltos e litorais.

Nas terras da Bolívia, os incas, em meio a outros povos, manejavam floresta e cumes.

Neste livro, alguns contos tradicionais desse país chegam ao leitor com os ares gelados do Andes, a fertilidade da terra e com o colar do coração indígena, que há milhares de anos semeiam a região com seu modo de vida e suas histórias maravilhosas.

Ouça a leitura do conto O coelho, a onça e dois queijos e embarque neste mundo mágico.

Atividade 2: Desenho da história

Distribuir papel canson e potinhos com água nas mesas dos alunos. Em seguida, ofereça giz colorido de lousa e peça que eles ilustrem a parte do conto que mais gostaram, molhando o material na água para produzir um feito surpreendente na produção e abordando uma nova técnica de pintura.