Tarefa 6 – Curso REP! – Helma Soraya Soares Lovisi

Data

3 de agosto de 2020

Cursista

Helma Soraya Soares Lovisi

Função

Professora de Sala de Leitura

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

EMEF Professor Roberto Patrício

Proposta de retomada as aulas semipresenciais no pós pandemia com sequência didática atrelado a Sala de Leitura – Ciclo alfabetizador  (1º a 3º Anos)

Professora: Helma Soraya Soares Lovisi – RF 782.188-3

EMEF Professor Roberto Patrício – DRE Freguesia/Brasilândia

►Justificativa: Focar no acolhimento: Não ignorar os traumas e as perdas vivenciados por todos e encontrar maneiras para trabalhá-los. Inicio este plano de trabalho pensando sobre um futuro próximo ou distante, que não sabemos quando chegará, mas que um dia chegará. E o que vai acontecer quando voltarmos para as salas de aula? Como estarão os estudantes e como os professores deverão proceder? Não sabemos nem quando e nem como. Nunca vivemos um tempo de tantas incertezas, mas podemos aqui refletir sobre este momento e sonhar com aquilo que acreditamos. Então vamos recuperar sinteticamente o percurso desta inédita experiência.

Desigualdades: uma oportunidade para repensarmos a educação. Esta forma de funcionar tão diversa da rede pública em relação à rede privada explicitou a certeza de que, em tempos de corona vírus, vai aumentar a distância entre essas redes, reforçando a desigualdade educativa do Brasil e demonstrando que são justamente os mais vulneráveis os mais prejudicados neste país tão desigual.

Primeiro é preciso aprender com o que estamos vivendo neste tempo em que, por necessidade de isolamento social, as escolas fecharam e os estudantes seguiram aprendendo em suas casas. Não todos os estudantes. Aqueles mais vulneráveis, os mais pobres, que residem em regiões periféricas ou rurais seguem, na sua maioria, abandonados porque vivem a exclusão digital, sem internet e sem que os dirigentes governamentais ampliem os modelos de acesso, ficando restritos aos recursos digitais, embora tenhamos o rádio, a televisão aberta e até material impresso. A educação brasileira como um todo tem que ajudar a educação pública a combater as desigualdades, buscar a equidade de todos os alunos, por meio da democratização de acesso aos recursos digitais. Para isso, será preciso investimentos substanciais por parte do governo federal. Não existem soluções mágicas!

Não vamos sair desta experiência do mesmo modo que entramos. Não basta mudar o calendário escolar. Então, podemos assegurar que não voltaremos àquela normalidade que conhecemos. Vamos entender que é uma oportunidade de mostrarmos quem somos, que lutas defenderemos e que tipo de humanidade pertencemos.

Já nas escolas públicas, os professores esperam que os governantes definam como seguir ensinando aos alunos e discutem o perigo da educação à distância, esquecendo que não se trata de política, mas da urgência de chegar a todos os alunos, evitando que os mais vulneráveis continuem sendo os mais prejudicados.

Estou refletindo este profundo desequilíbrio social para que possamos pensar que estamos vivendo tempos inimagináveis que, embora tragam muitas privações e sofrimento, é também uma oportunidade para revermos a forma como estamos funcionando, para que possamos aproveitar para transformar a escola em algo que corresponda àquilo que sempre sonhamos.

Estamos vivendo uma situação excepcional, que nunca imaginamos que viveríamos um dia. Mesmo acompanhando as notícias internacionais em tempo real, nós achávamos distantes da China e que o Corona vírus não chegaria até aqui. Mas não só chegou, como mudou nossa forma de viver e se relacionar. De repente, passamos a viver numa quarentena, em função da necessidade de manter o isolamento social. Isso significou trabalhar em casa, fazer todo serviço doméstico e ficar com os filhos, já que as escolas fecharam também e com certeza o retorno quando ocorrer  será hibrido, com grupos presenciais e online e é desta forma que a necessidade irá construir um novo modelo de escola, mas será essa escola de fato democrática?

►Objetivos Gerais:

– Despertar no aluno o prazer pela leitura, possibilitando o desenvolvimento de competências que visem torná-lo leitor e produtor competente de textos, oferecendo os mecanismos e condições necessárias ao desenvolvimento de habilidades da leitura e da escrita, ampliando assim o conhecimento da linguagem e aumentando a capacidade de comunicação e expressão dos envolvidos, despertando-lhes de forma espontânea e prazerosa para o mundo fantástico da leitura.

– Disponibilizar o acervo da Sala de Leitura para toda a comunidade escolar.

– Trabalhar de maneira coletiva: Estabelecer trocas com toda a comunidade escolar e agentes escolares.

– Estimular o potencial cognitivo e criativo do aluno através de ações que buscam a ampliação do repertório de leitura, da experiência estética e da formação cultural dos alunos.

– Oferecer aos alunos do ciclo alfabetizador, interdisciplinar e autoral um intenso contato com diferentes gêneros literários efetivando enquanto processo o conceito da “bibliodiversidade”, apropriando-se da leitura como um direito inalienável do ser humano.

– Ampliar o desejo de novas leituras ao dar visibilidade aos diversos gêneros artísticos tais como pinturas, fotografias, teatro e cinema, traçando um paralelo entre literatura e arte, numa leitura individual e coletiva de pessoas e de mundo.

– Promover rodas de leitura com a participação dos alunos do ciclo autoral e interdisciplinar, estimulando entre os grupos as trocas afetivas e brincadeiras monitoradas.

– Possibilitar a vivência de emoções, o exercício da fantasia e da imaginação de forma lúdica;

– Promover a convivência com o lúdico, a leitura e a produção textual de forma integrada e interdisciplinar e o brincar e as brincadeiras como forma de interação com os outros através de do uso de espaços escolares diversificados, como também com a prática de brincadeiras e jogos de forma remota.

– Conhecer e valorizar brinquedos e brincadeiras indígenas, africanas e outros povos.

 

 

 

 

►Objetivo Especifico:

– Essa sequência didática tem como objetivo incentivar a leitura, oferecendo espaços diferenciados e lúdicos para a atividade nas escolas de forma presencial como ferramentas virtuais de leitura, excursões, jogos e brincadeiras de forma remota.

– Ouvir a leitura de textos (reportagens, notícias, contos modernos, entre outros) que abordem a temática das diferentes representações sociais de modo a refletir e respeitar a diversidade cultural e social.

– Apoio de toda a comunidade escolar, não apenas nas questões relativas às aprendizagens do ensino remoto, mas também com a participação de pais e agentes escolares em saídas pedagógicas, feiras de trocas de livros e saraus literários, divulgação da informação de cuidados sanitizantes , prevenção e isolamento.

– Ouvir a leitura de relatos históricos, verbetes e/ou artigos de enciclopédia e outros textos da esfera jornalística, além de assistir a reportagens, entrevistas, vídeos, documentários e clipes para conhecer e valorizar as diferentes culturas que estejam inseridas na realidade da comunidade escolar.

– Aprofundar os conhecimentos sobre as literaturas e culturas afro-brasileira e indígena.

– Conhecer e explorar diferentes repertórios visuais associados aos conceitos e processos de criação em que está envolvido considerando artistas africanos, afro-brasileiros, povos indígenas e produção de mulheres (literatura/cinema)

– Compreender o brinquedo e o brincar em suas variações de significado no tempo e espaço, recuperar as brincadeiras que eram feitas noutras épocas.

 

Pandemia – O Tempo sem tempo – Como sair de uma crise? / Não saímos como entramos

1ª Proposta de leitura – Acolhimento e saúde mental Livro: “A Ostra e a Borboleta”

A Borboleta é um presente do tempo – Ninguém nasce Borboleta: Trecho extraído do conto “O caso da Borboleta” do livro “O Sol na Cabeça”  de Geovane Martins, Cia das Letras.

►Este livro é de autoria de uma arte educadora que se inspira nos exemplos de força e superação que a natureza pode nos proporcionar – como a ostra que fabrica dentro de si camadas de uma substância com poderes de transformar aquele parasita ou grãozinho de areia que a incomoda numa pérola preciosa ou a borboleta que sofre a metamorfose da transformação.

A autora busca desenvolver a ideia de que como a ostra e a borboleta também temos poderes para lidar com sentimentos que nos incomodam como o luto, o medo, a tristeza, a saudade e a ansiedade.

Planejamento interdisciplinar com arte ►Construir sequências de dança (cirandas, dança circular, dança como terapia) , arte (expressar através do desenho pintura e releitura de obras de arte), músicas e poesia ( música como forma de comunicação de esperança, luta e alegria – seleção de músicas que tragam em seus versos a ideia de esperança, força, recomeço, etc… , t brincadeiras que visam a expressão do corpo e a exteriorização de sentimentos, oficina de brincadeiras e brinquedos Ex. instrumentos musicais de sucata. Teatro: expressão corporal, fantoches, varas, sombras e aplicativos de produção de vídeos

2ª Proposta de leitura► Buscar nas biografias literárias pessoas inspiradoras que transformaram situações difíceis de vida em luta e em denúncia social – Tema: Gente que inspira a Gente

  • Malala – A menina que queria ir pra escola ( Disponível em Ebook – site Cia das Letras).

2-    Malala e o Lápis Azul  ( O livro Malala – A menina que queria ir pra escola está disponibilizado no site da Editora Companhia das Letras)

– Os relatos de experiências vividas, as memórias, apresentam características distintas aos contos seja de fadas, de esperteza ou de aventuras; às lendas, fábulas, ou poemas,  gêneros que fazem parte da esfera literária, prevalecendo nas narrativas a fantasia e a ficção.

Um dos desafios da escola é formar estudantes leitores e escritores de diversos gêneros – que atendem a diferentes finalidades. Por isso, compreender que as experiências vividas podem ser registradas e legitimadas em forma de um livro, por exemplo, é de grande valia para os estudantes. Cada pessoa tem sua própria forma de narrar a vida, de enxergá-la e de compartilhá-la, alguns são mais expressivos, outros mais objetivos, alguns mais detalhistas, enfim; o que vale é a possibilidade de, por meio dos relatos, acessar informações sobre determinada época, local, cultura, classe social; e assim, valorizá-los como uma produção de conhecimento tão legítima quanto as que se encontram em livros científicos, por exemplo.

Essa sequência de atividades contribuirá para o processo de autoconhecimento dos estudantes e estreitamento de vínculos, porque o relato de uma experiência vivida traz marcas da história pessoal, revela emoções e sentimentos relacionados ao que se conta. Conhecer diferentes experiências é abrir-se ao novo, aprender a respeitar e a valorizar as diferenças, e acolher a diversidade sem preconceito. Sendo assim, nas diversas atividades, os estudantes ouvirão histórias de diferentes pessoas, sejam famosas ou não e contarão suas histórias pessoais.

Esta sequência didática irá ocorrer de forma interdisciplinar com outras áreas como Língua Portuguesa, Geografia e  História: contextualizar a história de Malala com a nossa condição atual de isolamento social imposto pela Pandemia do Corona vírus – A história de Malala traz questões sociais importantes como o preconceito de gênero e as questões políticas ligadas ao fundamentalismo religioso, gerando intolerância e violência. Vamos mergulhar nos sentimentos de sermos privados de irmos a escola e estarmos com que amamos, contextualizando a vivência da sociedade em que Malala nasceu e o nosso momento atual da pandemia .Malala era impossibilitada de frequentar a escola e porque estamos  impossibilitados de frequentar a escola? Explorar os sentimentos e aprendizados a partir da interrupção das aulas presenciais.

Sala de Leitura / GEO(EAD) – Viajar sem sair de casa explorar o espaço do Paquistão, país onde Malala nasceu. – Nesta aula usar ferramentas digitais como o Google Earth como também a possiblidade de visitas virtuais a Museus e Bibliotecas.

Compreender o espirito de luta de Malala através da cultura e formação do seu povo e a formação da sua aldeia. Sala de Leitura/ HIST.

Leitura (presencial) – Como tornar o espaço de leitura acolhedor? tendas de leitura, esteiras ou tapetes – Rodas de leitura: buscar espaços além da sala de aula: pátios, praças, parques.

No espaço da sala de leitura proporcionar um ambiente acolhedor com materiais como tapetes, almofadas, pinturas na parede, etc, transformando o espaço de forma a se tornar confortável, encantador e principalmente propício a leitura.

Ações concretas como campanhas para arrecadação de livros, gibis e materiais para compor o espaço e também doar a nossa comunidade. Parcerias com Fábricas de Cultura, instituições, bibliotecas, museus e ONG’s. Organização de  feiras de trocas de livros, saraus literários e mediação de leitura em instituições como asilos e orfanatos.

Leitura (remota) criação de um mural padlet para apresentação do acervo das salas de aula virtuais, convites para palestrantes, arte educadores, oficineiros, psicólogos para compor mesas de debates em canais de comunicação como face book e Instagram, com a participação de alunos e professores.

 

►Avaliação:  Mapear as turmas: Saber como os alunos vivenciaram a quarentena será essencial para o replanejamento. Quem conseguiu ter acesso à internet? Quem fez as atividades? Quais foram as perdas das famílias?

 

– Analisar o próprio percurso: Analisar o que conseguiu oferecer às turmas. O que priorizei? Como utilizei a tecnologia? O que deu certo?

 

– Elaborar avaliação diagnóstica: Verificar o quanto os estudantes avançaram também vai fornecer subsídios para o planejamento (aqui, dicas para conduzir esse processo).

 

– Planejar em longo prazo: Considerar que não dará conta de tudo o que estava previsto para este ano e debater, em conjunto com gestores, colegas docentes e famílias, o que deve ser priorizado e o que será contemplado no próximo ano.

 

 

 

Como sair de uma crise? Não saímos como entramos.

Esta é a nova ordem?

Borboletas são um presente do Tempo!! Ninguém nasce borboleta!