Tarefa 6 – Curso REP! – Gisele Santos Seles Cardoso

Data

15 de julho de 2020

Cursista

Gisele Santos Seles Cardoso

Função

Assistente de direção

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

EMEI Castro Alves

Tarefa Curso Ecucação em Direitos Humanos

Atualmente enfrentamos um problema mundial que é a Pandemia causada pelo Coronavirus. Essa adversidade trouxe mudanças em todas as áreas da vida humana e sobretudo na forma de se relacionar, pois em pouco tempo tivemos a oportunidade de ver o mundo tentar se organizar para realizar um distanciamento social, tão urgente que a grande maioria das pessoas e instituições foram surpreendidas. Pensando nesta situação que precisamos enfrentar, mesmo sem muito planejamento e com o objetivo de refletir ações com antecedência e considerando o retorno das aulas que está previsto para o dia 08/09/2020, pretendemos planejar ações para que possamos receber a comunidade escolar com dignidade e sejamos ferramenta para acolher , orientar e promover educação de valores, onde todos possam exercer o seu papel de cidadão e colocar suas dificuldades, contribuições e anseios de forma democrática, igualitária  e solidária.  Para que esta ação seja possível para o ano letivo de 2020, faremos uma parceria com o Conselho de Escola e com a Coordenação Pedagógica, a fim de aproveitar os espaços coletivos para fomentar as reflexões que surgirão ao longo deste semestre. A EMEI Barão do Rio Branco conta com o número médio de 600 alunos, entre 4 e 5 anos de idade,  sabemos que com o distanciamento social e a situação de emergência foi necessário um novo modelo de educação à distância, onde a escola precisou pensar em estratégias para continuar com o atendimento das crianças e o contato com as família, mesmo à distancia. Então precisaremos realizar um mapeamento para verificar qual a quantidade de famílias a escola conseguiu atender durante o período da pandemia. Como a escola está situada no extremo sul da cidade de São Paulo, no bairro do Grajaú, sabemos que muitas famílias enfrentam problemas sociais, o que pode ser um fator que contribui para a dificuldade de acesso às estratégias utilizadas pela Coordenação Pedagógica ( Classroom, Facebook, Whatsapp e Contato Telefônico ), não podemos afirmar antes do mapeamento. Após este levantamento, podemos pensar em ações de escuta desta comunidade, para isso realizaremos uma reunião com o grupo escolar, e depois levaremos o assunto para o Conselho de Escola, a fim de ouvir sugestões de estratégias de escuta dessas famílias. O próximo passo seria marcar uma reunião com os responsáveis pelos alunos e ouvi-los, perguntar qual foi a maior dificuldade durante a pandemia e fazer o registro dessas adversidades.  Depois pensar todos juntos, gestão, professores, quadro de apoio, funcionários de todos os setores da escola, membros do Conselho de Escola, etc., o que a escola pode fazer para minimizar essas adversidades. Elencamos aqui algumas sugestões: podemos realizar uma parceria com o Posto de Saúde para que possam vir até a escola para fazer uma orientação sobre as medidas sanitárias e de distanciamento que são necessárias neste momento, o serviço de atendimento psicológico, prevenção de doenças, saúde da família, etc.,  fazer um levantamento e divulgação das Ongs que realizam trabalhos na região como distribuição de cestas básicas, EPIs, realização de projetos sociais, etc., divulgar o trabalho da rede de proteção à violência contra as mulheres, crianças e adolescentes. Enfim, para pensar nas ações de forma efetiva, precisaremos primeiramente ouvi-los e fazer este mapeamento, com o levantamento das necessidades em mãos, poderemos reunir todos que queiram participar, para que possamos buscar o suporte necessário para as famílias, alunos, pessoas da comunidade e servidores.  Desta forma a escola pode exercer o seu papel de promover ações que vão além de oferecer conteúdo formal, mas pensar nos seus diversos participantes com respeito, humanidade, solidariedade e talvez por meio dessas pontes de divulgação dos serviços de apoio social, possamos diminuir a desigualdade, priorizando as famílias e pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.