Tarefa 6 – Curso REP! – GIOVANNI GONÇALVES FERREIRA SPINELI

Data

2 de agosto de 2020

Cursista

GIOVANNI GONÇALVES FERREIRA SPINELI

Função

ASSISTENTE DE DIRETOR DE ESCOLA

DRE / Unidade Educacional

Butantã

Escola

EMEF JOÃO XXIII

Proposta de intervenção visando a promoção da EDH

JUSTIFICATIVA: considero que no espaço escolar ainda são poucos os agentes que se fazem ouvir no cotidiano. Observo que entre os próprios agrupamentos há discrepância: as falas mais ouvidas e presentes normalmente são dos professores e gestores, com menor participação dos discentes, menor ainda dos familiares e quase invisíveis/ silenciadas a dos profissionais do quadro de apoio, tais como inspetores, agentes escolares, colaboradores das equipes de alimentação e limpeza. Esses, muitas vezes, observa-se que não se consideram membros da comunidade escolar, que não são educadores. Triste realidade. Como são poucos os que se fazem ouvir, a maioria das discussões e encaminhamentos são oriundas desses grupos: educadores e gestores. Ao pensar em EDH, com a igualdade como um de seus princípios, torna-se importante também dar espaço a todos os agentes, refletirmos sobre suas angústias, suas possibilidades de soluções para problemas enfrentados. Ou seja: a proposta de intervenção buscaria a efetiva participação de todos os que, direta ou indiretamente, convivem no espaço escolar.

 

FINALIDADE: a ação, qual seja, aproveitar o desenvolvimento de algumas competências que foram necessárias para contato com familiares e estudantes, como por exemplo reuniões virtuais, aplicativos de mensagens, seria a de primeiramente ouvir esses agrupamentos, mediante disponibilização de formulários eletrônicos, com o objetivo de obter informações sobre o que as pessoas acham do espaço escolar, quais pontos positivos podem ser apontados, quais dificuldades e aspectos negativos precisam ser enfrentados, quais projetos poderiam ser desenvolvidos: trazer a comunidade escolar para “dentro” da escola. Abrir canais de comunicação, espaços de escuta, desenvolver sentimento de pertencimento e de corresponsabilização.

 

OBJETIVOS: promover integração entre a comunidade escolar, de modo que as decisões não sejam tomadas apenas por parcela reduzida dos atores escolares; propiciar efetiva participação nas decisões escolares; que as pessoas (re)pensem os papeis historicamente desempenhados por todos na escola; que todos sintam-se responsáveis pelas escolhas dos caminhos a serem percorridos. E acima de tudo: que todos possam ser ouvidos.

 

DURAÇÃO DAS ATIVIDADES E AÇÕES: o projeto seria inicialmente preparatório para a retomada das atividades presenciais. Em um primeiro momento aplicação de um formulário eletrônico a ser preenchido, buscando reaproximação com a comunidade escolar, mas com possibilidade de também propiciar espaço para as próprias pessoas sugerirem itens para serem debatidos e questionados. Posteriormente, tabulação e análise crítica desses dados, talvez mediante realização de assembleias com envio de convites para a conversa. Uma vez realizada essas assembleias poderíamos qualificar a abordagem realizada pelas CMCs, empoderá-las. E tornar esses procedimentos uma constante no espaço escolar; torná-la integrante do Projeto Político-Pedagógico.

 

AVALIAÇÃO: a avaliação dessas ações e das decorrentes seria processual e realizada continuamente, uma vez que todos estão sujeitos a mudanças: a escola do início desse ano letivo não será mais a mesma quando retornarmos presencialmente. E a dos próximo anos provavelmente serão, ou deveriam ser, objeto de constantes reflexões, de modo que efetivamente tenhamos participação e escuta efetiva de todos os agentes escolares. Trazer a comunidade escolar para efetiva participação, encorajá-la a participar de discussões e a opinar sobre os assuntos visando à efetivação de uma sociedade igualitária e de respeito mútuo.