Tarefa 6 – Curso REP! – Gabriela dos Santos Nunes

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Gabriela dos Santos Nunes

Função

PEI/ coordenadora pedagógica

DRE / Unidade Educacional

Campo Limpo

Escola

CEMEI Andaguaçu

 

 

 PROMOVENDO UMA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS DURANTE A PANDEMIA

 

Justificativa

Após a publicação do Decreto Municipal nº 59.283, de 16 de março de 2020 que declarou situação de emergência no Município de São Paulo e definiu outras medidas para o enfrentamento da pandemia decorrente a Covid-19, além de interromper gradualmente o atendimento das escolas da rede pública de ensino municipal, bem como a antecipação do recesso escolar, que ocorreu        entre os dias de 23 de março a 09 de abril.

Com o fim do recesso foi publicada a Instrução Normativa SME Nº 15, de 08 de abril de 2020 que estabelece critérios para a organização das estratégias disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Educação dando encaminhamentos sobre a interação virtual e atendimento aos bebês, crianças e famílias durante o período de distanciamento social. A partir desse momento passamos a refletir e discutir como se daria essa comunicação por meio das redes sociais, uma vez que no ano passado, quando um novo grupo de funcionários chegaram à escola após remoção, tivemos dificuldades com algumas famílias que fizeram postagens nas redes sociais sobre a forma de trabalho da nova equipe? Como estreitar os laços e fortalecer os vínculos? Como utilizar as redes sociais para interagir com as famílias? E principalmente como promover uma educação em direitos humanos durante a pandemia?

 

Objetivo Geral

 

Transformar esse momento excepcional em uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre famílias, bebês/crianças e escola e garantir uma educação em direitos humanos.

 

Objetivo Específico

 

  • Convidar mães/pais/responsáveis a refletir sobre a rotina e necessidades dos bebês e crianças, sugerindo estímulos que eles podem realizar para que elas sigam se desenvolvendo e aprendendo;
  • Oferecer e possibilitar a bebês e crianças a continuidade das aprendizagens durante o período em que permanecer a situação de emergência no Município de São Paulo;
  • Promover apoio emocional a bebês, crianças e famílias por meio de conteúdos e/ou interações virtuais;
  • Articulação da captação de recursos para auxiliar as famílias em suas necessidades básicas de alimentação e higiene.

 

Conteúdos

 

  • Gestão democrática em práticas de mediação de conflitos;
  • Educação em direitos humanos desde a primeira infância;
  • Valorizando a diversidade e combatendo a discriminação;
  • O respeito como princípio de uma EDH;
  • O papel da escola na formação de sujeitos de direitos;
  • A função social da escola durante a pandemia.

 

Protagonistas

 

Bebês, crianças, famílias, equipe técnica e de apoio, funcionários responsáveis pela alimentação e limpeza, gestores, docentes, APM e Conselho de Escola.

 

Estratégia

 

Acreditamos que primeiramente devemos fortalecer a parceria e comunicação com as famílias durante esse momento tão complicado que vivemos, pois é com esse vínculo que será possível garantir que os familiares se sintam acolhidos e tratados com respeito, levando em consideração a diversidade das configurações familiares.

Conforme exposto em nosso PPP, “a infância é uma construção social e histórica em que as crianças são sujeitos de direitos, autônomos, criativas, curiosas, capazes e portadores de histórias e culturas. É nas experiências com o meio e com os outros que os bebês e as crianças constroem conhecimento e sua identidade pessoal e social”. Desta forma, entendemos que o processo de desenvolvimento e aprendizagem dos bebês e das crianças se dá por meio das interações com os adultos, com outros bebês e crianças e com o meio a qual eles estão inseridos.

Reafirmamos nosso compromisso em propiciar experiências onde as crianças possam construir suas culturas, presentes nas diversas linguagens, em especial, o brincar. Pautando nossas ações educativas e relação com a comunidade escolar nos direitos humanos, na escuta ativa, dando voz as diferentes expressões, fortalecendo os vínculos entre escola e comunidade, ampliando as possibilidades de experiências lúdicas e interações no ambiente familiar, bem como estimular a autonomia, a autoria construção da identidade, valorização da diversidade, combate à discriminação, principalmente racial considerando a conjuntura mundial, e o protagonismo infantil.

Portanto, criamos canais de comunicação com as famílias nas plataformas WhatsApp, grupo com as famílias para informes administrativos, e Facebook, para publicarmos as propostas e ter retorno das famílias sobre como têm sido as vivências. Também realizamos ligações telefônicas e pesquisas com as famílias, pelo Google Forms, para sabermos como têm sido este momento, quais são suas maiores dificuldades, se perderam o emprego ou tiveram redução no orçamento doméstico e como é o acesso à internet, entre outras questões que basearam nossas ações enquanto perdurar o distanciamento social.

Realizamos pautas formativas com a equipe, acompanhamos diversas lives sobre os conteúdos mencionados, como, por exemplo, a live indicada por DICEU “Gestão Democrática em Práticas de Mediação de Conflitos”. Nos meses de abril e maio captamos recursos para garantir que nosso vigia concluísse seu tratamento em uma clínica de reabilitação, também entregamos cesta básica para sua família. Após o mapeamento da comunidade escolar e de suas necessidade nesse momento de pandemia, que realizamos por meio das ligações, verificamos quem estava recebendo os auxílios do governo e conseguimos captar recursos para a distribuição de cesta básicas e kits de higiene para as famílias que precisavam de ajuda e para os funcionários da limpeza e cozinha que tiveram redução salarial. Através das ligações algumas famílias também manifestaram interesse em contribuir com a doação de alimentos.

Iniciamos as discussões sobre o possível retorno das atividades presenciais com os órgãos colegiados e toda comunidade escolar, apresentando os recursos encaminhados pela SME e realizando o levantamento dos materiais e modificações estruturais necessárias. Discutimos com pais e responsáveis a nossa preocupação com o cumprimento dos protocolos de saúde e o impacto do mesmo na rotina que bebês e crianças conheciam, uma vez que não existe Educação Infantil sem interações, brincadeiras, sem toque e sem colo, que nossas práticas não são pautadas na contenção de corpos, que defendemos os direitos dos bebês e crianças, principalmente o direito à vida. Verificamos quais famílias necessitariam ou optariam por enviar suas crianças à escola e as que se sentiam mais seguras em continuar com elas em casa. Também verificamos aquelas que estavam sem emprego ou retornaram ao trabalho para que o atendimento reduzido pudesse ser discutido e pensado com equidade.

 

 

 

 

Culminância

 

Desde o início desse ano a gestão escolar tem discutido a importância e necessidade da formação da Comissão de Mediação de Conflitos, após esse momento difícil, mas que proporcionou muito aprendizado, os vínculos entre a comunidade e a escola foram fortalecidos por meio da escuta ativa e do diálogo. Acreditamos que, após o retorno das atividades escolares, com essa nova perspectiva e relacionamento os participantes desse projeto de ação estarão motivamos a formar e integrar a equipe de Comissão de Mediação de Conflitos.

 

Avaliação

 

Buscaremos a contínua avaliação e restruturação das propostas para este período de emergência, visto se tratar de uma nova realidade, repleta de desafios. Por meio do retorno das famílias e cada nova necessidade discutiremos coletivamente novas propostas que busquem garantir a continuidade dos processos de desenvolvimento e aprendizagens dos bebês e crianças de nossa unidade, bem como o fortalecimento dos vínculos com a comunidade escolar, visando a segurança e direitos de todos os envolvidos nesse processo.

 

 

 

 

 

 

Secretaria Municipal de Educação

DRE – Campo limpo

CEMEI ANDAGUAÇU

Rua Eusébio de Matos, 113 – Vila Rica, São Paulo – SP

Cep 05760-050 Tel. 5841-1299

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