Tarefa 6 – Curso REP! – FRANCISCO SOLANO LOPES NETO

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

FRANCISCO SOLANO LOPES NETO

Função

Assistente de Diretor de Escola

DRE / Unidade Educacional

São Miguel Paulista

Escola

CEI Helena Pereira de Moraes

PROPOSTA DE AÇÃO PARA A PROMOÇÃO DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NA ESCOLA

TEMA: Promoção da igualdade de gênero.

JUSTIFICATIVA: Embora possamos perceber ao longo da história os avanços referentes à igualdade de gênero como fruto de grandes lutas sociais, sabemos que a nossa sociedade ainda está permeada por uma cultura machista pautada na manutenção dos privilégios do homem branco, heterossexual e cisgênero. Neste contexto, faz-se mais do que necessário pensar na escola como um espaço privilegiado e problematizador dessa discussão com base na reflexão e na formação, sobretudo pelo fato de que nela própria emergem conflitos que tem raiz no machismo e na misoginia em diversas esferas de interação: entre alunos, entre alunos e educadores, nas relações de trabalho, no convívio familiar e na relação da comunidade com a escola. Tais reflexões poderão possibilitar que o tema seja encaminhado nas escolas pela via do debate e não pelas sanções disciplinares.

ENVOLVIDOS: No contexto do ensino fundamental, pensaremos aqui nos alunos e alunas como principais agentes envolvidos em diálogo com toda a comunidade escolar sobre o tema. A proposta é pensar a partir dos conflitos presenciados nos microcosmos sociais mais próximos. Os alunos e alunas estarão, portanto, em contato com diversos seguimentos da escola.

FINALIDADE: Reduzir ao máximo a ocorrência de conflitos de natureza machista ou misógina educando os alunos para a consciência de igualdade de gênero.

OBJETIVOS: Espera-se que a realização deste trabalho venha a culminar:

⦁ Na promoção da consciência de igualdade de gênero nos alunos e alunas e na comunidade.
⦁ No equilíbrio das relações de gênero presentes na escola e na comunidade pautada no respeito à dignidade humana.
⦁ Na capacidade dos alunos e alunas e da comunidade de identificar situações de machismo e misoginia e denunciá-las quando for o caso.
⦁ Na desconstrução dos estereótipos sexistas presentes nas relações que delimitam previamente os papéis que meninos e meninas devem assumir.

DURAÇÃO: 1 ano, considerando o ano letivo e o período de gestão dos principais órgãos colegiados estudantis que podem auxiliar no percurso, como a Comissão de Mediação de Conflitos e Grêmio Estudantil.

AÇÕES:

⦁ Promover a inclusão do tema no planejamento conjunto das propostas para uma abordagem interdisciplinar.
⦁ Coletar a incidência e recorrência dos conflitos de natureza pertinentes ao tema junto à gestão da escola, comissão de mediação de conflitos, agentes de saúde e da assistência social.
⦁ Promover rodas de conversa, debates, dramatizações e produções que caracterizem e problematizem situações de machismo e desigualdade de gênero.
⦁ Parceria com a diretoria de imprensa do grêmio estudantil e imprensa jovem para a documentação e divulgação dos conteúdos produzidos.
⦁ Articular e viabilizar palestras e diálogos abertos com especialistas nos quais os alunos e alunas possam se repertoriar.
⦁ Promover ações de conscientização com a comunidade.

AVALIAÇÃO: A avaliação deverá ser processual e formativa, propiciando que as ações no percurso possam ser potencializadas ou revistas quando necessário.