Tarefa 6 – Curso REP! – Fernanda Viveira Alves Simões

Data

5 de agosto de 2020

Cursista

Fernanda Viveira Alves Simões

Função

PROFESSOR ENS FUND II E MEDIO

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

EMEF ESMERALDA SALLES PEREIRA RAMOS

Projeto: “Viver COM o outro: UMA QUESTÃO DE CIDADANIA”

Projeto em andamento e adaptado para o período online e “possível” retorno às aulas.

 

PROFESSORA: FERNANDA VIVEIRA ALVES SIMÕES

 

IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE EDUCACIONAL:

EMEF “Esmeralda Salles Pereira Ramos, Prof.ª”.

Rua Maria Amália Lopes Azevedo, 2167 – Jardim Yara, São Paulo – SP, 02350-002 Telefone: (11) 2204-6339

DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO: Jaçanã / Tremembé.

  

JUSTIFICATIVA:

A Unidade Educacional vem se dedicando ao aprimoramento do trabalho pedagógico, almejando uma escola mais democrática.

Para a construção do projeto, partimos da observação de que a nossa comunidade vivencia muitas situações de conflito, dentro e além dos muros da nossa escola. São situações de desrespeito entre os próprios educandos, entre educandos e funcionários, e entre docentes e educandos, além das agressões físicas e verbais. Ainda, tais circunstâncias desfavoreciam o compromisso de todos os envolvidos e dificultava a ideia de pertencimento daquele ambiente. Analisando as ocorrências registradas no 1º semestre de 2018, 80% dos integrantes da comunidade escolar relatavam situações de agressões, físicas e/ou verbal/psicológica.

Apesar de termos dedicado algumas horas discutindo e identificando essas questões, avançamos, com o auxílio dos participantes dos cursos de Mediação de Conflitos ofertados pela DRE e SME, retomamos o regimento, mas não demos conta de sua reelaboração, alteramos as intervenções a partir das ocorrências, mas sentimos que necessitamos de um espaço mais sistematizado para abordar o(s) problema(s).

Sentimos necessidade de, junto ao coletivo, buscar clarear o que é indisciplina (porque ela ocorre e o que significa) e como dialogar com os educandos sobre estas questões de maneira que seja realmente educativa, ou seja, que auxilie na construção de mecanismos internos e efetivos de mediação.

Almejamos avançar no entendimento do conceito de Autonomia, de maneira que as ações dos adultos envolvidos tornem-se mais adequadas ao desenvolvimento desta competência no coletivo escolar.

O presente projeto se justifica pela necessidade de estabelecer e manter o coletivo de forma efetiva e eficaz, e tornar explícito o desenvolvimento da competência de autonomia como parte do currículo através da reflexão sobre esta aprendizagem e seu lugar neste contexto, perfazendo o protagonismo e oportunizando o senso crítico.

Ainda, o projeto subsidia o trabalho docente a fim de tornar as situações de mediação de conflitos, momentos de aprendizagem de atitudes mais éticas, solidárias, coesas com uma vivencia democrática, que favoreçam o desenvolvimento dessa autonomia.

 

 

ENVOLVIDOS

 

Direção escolar: Gilberta Alessandra e Ana Paula;

Coordenação Pedagógica: Reginaldo Cova;

Professores: José Heleno, Leia Chrif e Fernanda Viveira;

Coletivos: Grêmio Estudantil, Comissão de e Conselho de Escola.

 

OBJETIVOS

 

  • Favorecer o desenvolvimento da autonomia na mediação dos conflitos;
  • Reestruturar e consolidar as ações propostas no Regimento Escolar;
  • Elevar a qualidade social da educação através das intervenções propostas por este Projeto de Ação;
  • Sistematizar as ações pedagógicas de atendimento aos educandos e comunidade escolar;
  • Incentivar o protagonismo juvenil na U.E;
  • Articular os segmentos da comunidade educativa através do dialogo e mediação de conflitos;
  • Possibilitar a leitura e a reflexão de textos para aprofundar, renovar e fortalecer a prática docente;
  • Socializar relatos de experiências dos educadores para ampliar as possibilidades de ações junto aos educandos;
  • Envolvimento em ações reflexivas sobre o currículo de cada componente curricular

 

RESULTADOS ESPERADOS:

Ao final do ano letivo esperamos observar na escola ações que reflitam este projeto, tais como:

 

  • Construção coletiva do Regimento Escolar (reorganização) com a efetiva participação de toda comunidade escolar;
  • Consolidar as ações iniciadas com o coletivo escolar em 2019;
  • Implementação de novas ações para mediar e resolver conflitos no ambiente escolar;
  • Implantação de coletivos estudantis para fortalecimento dos canais de escuta e resolução de conflitos (Grêmio, Assembleias, etc.).
  • Avançar na construção do coletivo escolar, com registros reflexivos das ações propostas por este projeto;

 

 

PLANO DE AÇÃO

 

O projeto teve início em 08/2019 e término previsto para 12/2020.

De 08/2019 a 12/2019 – foram realizadas duas horas/aula de trabalho semanal, com os educadores dos Ciclos Interdisciplinar e Autoral, com atividades que foram desenvolvidas e outras que estão em andamento:

  • Apresentação teórica da técnica das assembleias para todas as turmas: Ciclo de Alfabetização, Ciclo Interdisciplinar, Ciclo Autoral e EJA REALIZADO. Para as assembleias, os alunos são convidados a discutir uma pauta previamente publicada e elaborada coletivamente, onde o grupo se responsabiliza pelas ações e decisões, propõe acordos para resolvê-las e registra em ata;
  • Implantação das assembleias de classe em todas as turmas do: Ciclo de Alfabetização, Ciclo Interdisciplinar, Ciclo Autoral e EJA REALIZADO;
  • Compilação das reinvindicações das assembleias de classe e devolutiva para todas as turmas REALIZADO;
  • Assembleia de escuta dos alunos sobre a devolutiva REALIZADO;
  • Estudo do regimento escolar da U.E. EM CURSO;
  • De fevereiro a abril – estudo do regimento escolar da U.E. e levantamento de propostas para a reestruturação – EM CURSO (devido às aulas suspensas pela pandemia, combinada com a baixa adesão ao Google Classroom, a construção está sendo até o presente momento);
  • A partir das aulas do Curso: Respeitar é preciso as próximas ações serão norteadas pela reflexão proposta, explanados na aula dois e reiterados durante a Web conferência, onde as situações serão analisadas por todos os envolvidos no processo no que tange ao respeito, com os seguintes questionamentos:

Uma situação na escola em que você se viu desrespeitado por alguém. Como se sentiu?

Uma situação na escola em que você se viu respeitado por alguém. Como se sentiu?

Uma situação na escola em que você respeitou alguém. Como se sentiu?

Uma situação na escola em que você desrespeitou alguém. Como se sentiu?

Onde se encontram o respeito e o desrespeito em cada uma das situações?

O que leva uma pessoa a respeitar ou desrespeitar a outra?

Vale ressaltar que o mapeamento já foi iniciado via formulário online (Google formulários) para os alunos e membros da comunidade escolar que tem acesso à internet e que será estendido para toda a comunidade escolar.

Estes dados serão compilados e irão nortear as nossas ações como coletivo tanto neste momento de distanciamento social, quanto no retorno às atividades presenciais.

 

AVALIAÇÃO:

A avaliação será contínua e semestral, com replanejamento das ações a partir da suspensão das atividades presenciais, e de como caminhamos neste momento de trabalho remoto, para manter as discussões e reflexões do coletivo escolar em relação às propostas feitas por esse projeto.  Em conjunto com as experiências vividas e ampliadas no curso: Respeitar é preciso, faz-se necessário uma reorganização e um replanejamento das ações, um redimensionamento deste plano de ação para que novos canais de comunicação, escuta e mediação adentrem o ambiente escolar com o intuito de ampliar as discussões sobre o respeito, a empatia e a gestão de pessoas para a consolidação de um ambiente onde o coletivo deve ter voz em todos os segmentos. A avaliação contínua se dará a partir dos registros e subsídios da prática (vivências cotidianas) e das sínteses dos encontros, registradas em livro de ata de cada turma. A avaliação semestral será realizada coletivamente pelos participantes, através de um questionário, sendo entendida como momentos de análise e reflexão sobre as temáticas desenvolvidas, a metodologia utilizada e as práticas pedagógicas.

Pretende-se com este procedimento, estabelecer um diálogo e aprofundar os temas, para o desdobramento das relações em prol do crescimento individual e coletivo, inclusive do currículo praticado pela Unidade Escolar.