Tarefa 6 – Curso REP! – Fernanda Gouvea Santos

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Fernanda Gouvea Santos

Função

Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

EMEI Neusa Maria Rossi

Fernanda Gouvea Santos – EMEI Neusa Maria Rossi – DRE Santo Amaro

 

TEMA: ACOLHIMENTO NA PANDEMIA – ABERTURA DE ESPAÇO PARA O DIÁLOGO

 

“De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, da vida em conjunto e da cidadania é a audição” (Rubem Alves)

 

JUSTIFICATIVA:

Esta proposta foi elaborada a partir da percepção de um grupo de professoras, funcionárias da EMEI, que passam por um movimento de perceber as faltas existentes, focar nas potências de cada um e trocar muitas experiencias e formações com o grupo. Daí nasceu um movimento de resistência e reinvenção do viver a nossa escola nesse tempo de distanciamento e incertezas.

Percebemos a necessidade de acolher, tanto os profissionais da escola, quanto as crianças e suas famílias neste momento de pandemia, no qual muitas vulnerabilidades ficaram ainda mais evidentes e o emocional de todos muito mais abalado.

Somado a este fator, na avaliação da Unidade, realizada no final do ano passado, houve um grande número de funcionários que avaliou a comunicação interna como ruim, o que chamou nossa atenção e nos incentivaram a aprofundar o olhar neste tema.

Pessoalmente, todas as aulas foram preciosas para que eu pudesse ter clareza, não só das ações que observo no grupo de professoras e no grupo de todos os funcionários, como para observar minhas próprias ações individualmente e no contexto grupal. Também fiz muitos links com algumas ações realizadas pela gestão da escola neste momento em que todas estão distanciados fisicamente dela. Percebi o quanto a escuta verdadeira, atenta, acolhedora e qualificada é confundida com a “escuta por educação”, com o simples discurso de quem não silencia para ouvir. Ou o quanto as decisões democráticas são tratadas como meros protocolos, nos quais ninguém é consultado ou, se são consultados, não são respeitados e muito menos considerados.

Refletir sobre a gestão democrática e sobre a escola comprometida com a democracia, fazendo todo um percurso histórico e considerando o território no qual a escola está inserida, a coletividade, os espaços para participação e para o diálogo, no qual todos são reconhecidos como sujeitos de direito e todos tem voz e vez nas decisões e nas concepções da escola, fez com que o tema me escolhesse e não eu a ele! Mas a decisão de escrever foi minha e a de praticá-lo foi de um grupo de professoras da escola comprometidas com a qualidade, com a democracia e com o respeito mútuo e que, hoje, já cresceu em número de pessoas engajadas, principalmente as famílias e funcionários.

 

ORGANIZAÇÕES ENVOLVIDAS:

Funcionários da EMEI, crianças e familiares.

Grupo de Mediação de Conflitos, Conselho de Escola e a APM.

 

FINALIDADE:

“Escutar é diferente de apenas ouvir, pois exige sensibilidade para as nuances do outro” (Caderno Respeito na Escola – pg.105)

Esta proposta tem o objetivo de promover a escuta qualificada, o diálogo e o acolhimento atento das crianças, famílias e funcionários da escola neste momento de isolamento e no retorno às aulas presenciais.

Além da escuta, a proposta visa favorecer espaços para participação real nas decisões da escola por todos os envolvidos.

 

OBJETIVOS/RESULTADOS ESPERADOS:

Inicialmente o objetivo é abrir espaços para a escuta sem julgamento e o acolhimento das vulnerabilidades de todos, pensando que esta acolhida terá continuidade quando houver o retorno das aulas presenciais.

Além do espaço de escuta individualizado, o objetivo é que se amplie este espaço para a escuta coletiva, considerando as demandas das famílias, das crianças e da escola neste momento de distanciamento físico e participação ativa de todos os envolvidos nas decisões da escola.

 

DURAÇÃO:

Por se tratar de diálogo, respeito mútuo e compromisso com a democracia, este projeto deveria ser eterno, mas como estamos tratando de um momento singular da pandemia, acredito que a duração será em torno de dois anos, contando o período de isolamento e o acolhimento no retorno às aulas presenciais (2020 e 2021).

 

AÇÕES:

– Formação de grupos de whatzap com funcionários e com as famílias atendidas pela escola, abrindo um espaço de diálogo;

– Acolhimento virtual individual e em grupo das demandas enfrentadas durante o período de isolamento (demandas familiares, sociais, emocionais, e outras que surgirem);

– Mapeamento emocional com questionário enviado a todos os envolvidos;

– Espaço de diálogo e de decisões em todas as Reuniões de Mediação de Conflitos, Reuniões de Conselho de Escola e Reuniões de APM;

– Acolhimento presencial individual e em pequenos grupos, no retorno às aulas presenciais.

 

AVALIAÇÃO:

Para verificar os resultados da proposta, os grupos de whatzap, assim como todas as Reuniões de Mediação de Conflitos, Reuniões de Conselho de Escola e Reuniões de APM, terão espaço para acolher as demandas dos presentes e representados e acolher sugestões, críticas, percepções e opiniões de todos.

 

“…Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”

(Rubem Alves)