Tarefa 6 – Curso REP! – Fany Cristina Wirthmann

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Fany Cristina Wirthmann

Função

Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental

DRE / Unidade Educacional

Penha

Escola

Emef Infante Dom Henrique

Tarefa final do curso: Respeitar é Preciso! – A Educação em Direitos Humanos e a atuação das Comissões de Mediação de Conflitos

Plano de ação – Educação em Direitos Humanos

Local: EMEF Infante Dom Henrique – Espaço de Bitita

Público Alvo: Educadores e educadoras da unidade escolar, trabalhadores de todos os segmentos.

Momento: Retorno a unidade escolar após pandemia.

A mediação da ação será realiza pela Coordenação Pedagógica, junto com a CMC.

Justificativa

No decorrer do curso, percebi que uma Educação em Direitos Humanos se faz com todos da escola, em todos os momentos e em todos os espaços da escola, ou seja, educação em direitos humanos é ação. Sendo os educadores as pessoas que mediam as relações na escola e que estão diariamente em contato com os estudantes, iniciar uma formação com eles para sensibilizar e provocar reflexões acerca do tema me parece ser um bom caminho para que essa proposta chegue aos estudantes.

Presume-se que, ao retornar, as pessoas estejam fragilizadas pelas consequências da pandemia, perdas familiares, crises financeiras, o cenário político-social do país, o tempo em isolamento social, o trabalho remoto que trouxe muitos conflitos. Devido a isso acredito que um trabalho de escuta e reflexão com os educadores faça sentido para que, assim como foram acolhidos e escutados, se sensibilizem e reflitam sobre a escuta e o acolhimento com os estudantes.

Em suma, a finalidade dessa ação é construir um espaço e momento de acolhimento dos profissionais da escola, norteado pelos princípios da educação em direitos humanos para que possamos construir coletivamente um plano de ação para receber os estudantes e iniciar um trabalho de reflexão sobre a educação em direitos humanos no cotidiano escolar, visando construir um clima de respeito mútuo.

 

Objetivos

Fortalecer a cultura da conversa.

Construir um plano de ação para os estudantes de forma colaborativa.

Introduzir o trabalho de mediação de conflitos.

Buscar coerência entre as ações com os trabalhadores da escola e com os estudantes.

Iniciar a construção de uma postura de confiança e respeito mútuo.

Problematizar o conceito de escuta e conflito.

Promover movimento de reflexão nos trabalhadores da unidade escolar.

 

Ações

1º encontro

Sensibilização – Fazer um acordo coletivo sobre o que será falado, escutado, ficará nesse espaço e momento.

Escuta

  1. Conversar coletivamente sobre o que o grupo entende como escuta.
  2. Fazer uma apresentação do conceito de escuta e alguns princípios da Mediação de Conflitos que estão no caderno de Mediação de Conflitos, página 13.

 

  • Escutar qualitativamente (para além de ouvir uma informação, abrir espaço de escuta para o outro, situar um sujeito de fala com uma história, cultura, afetos e repertório próprios e singulares; perguntar para entender melhor e não para culpar
  • Dar um passo para trás (duvidar do seu próprio entendimento, suspender o julgamento para ampliar a compreensão do que está acontecendo).
  • Criar um espaço/tempo para sair do turbilhão e para refletir.
  • Pensar e atuar sempre na lógica do reconhecimento e do respeito mútuo (versus julgar ou salvar).
  • Trabalhar com a autonomia dos sujeitos (versus coagir, opinar, conduzir).
  • Fazer circular a palavra, provocar mobilidade das forças, atuar nas relações de poder.
  • Respeitar um fluxo de conversa por meio do acolhimento e da pactuação, passando pela explicitação e pela ampliação das narrativas, a criação de opções e se desdobrando em ações.
  • Atuar ético-politicamente e atuar coletivamente (promovendo corresponsabilização e desindividualização das questões).
  • Trabalhar junto em direção a um objetivo.
  • Ter como foco uma mudança de padrão de relação.
  • Enfocar os pequenos ganhos, criando solo para concretizar mudanças.
  • Fazer e cumprir acordos (versus usar chantagem ou ameaça).

 

Prática de escuta: Em duplas, os participantes terão 10 minutos cada um para contar um para outro suas angustias, anseios ou outros sentimentos, será dada a orientação para que apenas escutem atentamente.

Perguntas norteadoras (Essas perguntas visam fazer com possamos conhecer os anseios e as angústias vividas pela pandemia):

Quais foram as maiores dificuldades que enfrentamos durante a pandemia?

No contato com os estudantes, quais foram os principais problemas identificados?

  1. Após terem conversado em duplas, faremos uma socialização das conversas onde quem escutou falará qual a necessidade que identificou na fala da pessoa. Quem falou poderá validar ou não o entendimento de quem escutou.

Após esse levantamento das necessidades, teremos o início do mapeamento dos principais problemas causados pela pandemia.

2º Encontro

  • Retomada do acordo do primeiro encontro e apresentação de um esquema com as necessidades levantadas. No esquema pretende-se colocar as necessidades que mais apareceu no grupo no centro e as demais em volta.
  • Levantamento e conversa sobre conflito, a partir da pergunta: O que é conflito para você?
  1. Após a conversa apresentar os conceitos de conflito que constam no Caderno de Mediação de Conflitos nas páginas 25 e 26.

 

  • Mapeamento
  1. A partir do que foi dialogado no primeiro encontro, do esquema que foi construído e do que conversamos sobre conflitos, em pequenos, grupos os participantes farão um levantamento dos temas que acham que precisam de aprofundamento pelo grupo, o que os inquietou, incomodou, o que gostariam de saber mais. Essa atividade será base para a continuidade dos encontros no decorrer do ano letivo.

3º encontro

  1. Retomada do acordo do primeiro encontro.
  2. Construção de um plano de acolhimento dos estudantes baseados nos conceitos de escuta e mediação de conflitos que discutimos nos dias anteriores.

Perguntas norteadoras:

Como podemos acolhê-los?

O que aquele espaço oferece para que as pessoas sejam escutadas?

O que podemos fazer para fortalecer a cultura do diálogo?

De acordo com os problemas levantados sobre os contatos com os estudantes, por onde podemos começar nosso mapeamento.

Avaliação: O plano de ação será uma forma de avaliar, como os educadores compreenderam os conceitos trabalhados e atividade de mapeamento também será uma avaliação da compreensão dos educadores acerca do tema para encaminhamentos futuros. A ideia é que a CMC tenha um espaço fixo de conversa com os professores ao menos uma vez por mês.