Tarefa 6 – Curso REP! – Elizete Melillo Gomes

Data

15 de julho de 2020

Cursista

Elizete Melillo Gomes

Função

Auxiliar técnico de educação

DRE / Unidade Educacional

São Miguel Paulista

Escola

EMEF Wanda Ovídio Gonçalves

Respeitar é Preciso

Elizete Melillo Gomes

INTRODUÇÃO

Este trabalho de descritivo, foi dividido por pesquisas, que visa ampliar o conhecimento do conjunto de tarefas de grande importância no processo educacional, relatando conhecimento experiências e soluções para o processo educacional vinculados ao curso “Respeitar é Preciso”. Através do curso foi possível atribuir novos significados e valores, construir uma prática reflexiva. transformação.
Somos construtores de identidades, plugados ao mundo globalizado permeados a mudanças, e o curso propôs condições para acompanhar todas a mudanças, facilitando o dia-a-dia.
Por fim, as considerações finais e as referências bibliográficas.

A importância do mapeamento abrange fatores de proteção que cada educando identifica em seu cotidiano, considerando-se que as estratégias de prevenção em e segurança dos nosso alunos possam ocorrer em diferentes níveis, desde ações voltadas para toda a comunidade até as focadas a grupos ou situações específicas, temos em nossa unidade educacional o programa “#TamoJunto”, o qual visa a prevenção universal, ou seja, destinado a toda uma população, sem distinção entre aqueles que estão em situação de maior ou menor risco e vulnerabilidade. O programa também foca no fortalecimento dos chamados “fatores de proteção” (aspectos que promovem a saúde) podem modificar (ou minimizar) a influência dos chamados “fatores de risco” (comportamentos de fatores ambientais que podem implicar risco à saúde).
Em pesquisa e acompanhamento realizados nas últimas décadas, verificou-se que os bons vínculos familiares e comunitários são fatores de proteção importantes em relação ao comportamento mostrando o envolvimento da família e da comunidade escolar também nos programas preventivos voltados a este público.
Sendo assim, faz-se necessário a implementação de projetos que sejam efetivos e coerentes com as propostas de ações de toda comunidade escolar e seu entorno.
A desigualdade social, as relações de poder entre as camadas sociais, a pobreza, a busca por desenvolvimento sustentável e outros tantos fatores que influenciam a vida dos seres humanos são sinalizadores de que as ações individuais e coletivas causam grande impacto nos estilos de vida e desenvolvimento sócio-cultural das pessoas. A escola contemporânea deve buscar o desenvolvimento do sujeito aprendiz em sua integralidade, buscando proporcionar um ambiente escolar que promova o desenvolvimento emocional, e não somente os relacionados ao conhecimento técnico e científico. Reconhecendo este cenário e entendendo que alguns desfechos do não tratamento desta violência podem culminar em: suicídio, feminicídio, ferimentos contra os outros e a si mesmo e considerando que esse vínculo relacional é aprendido, que crianças e adolescentes aprendem a conviver e praticar a violência, e que há influência do núcleo familiar e social, pois a transmissão intergeracional é caracterizada por sujeitos violentos que aprendem a ser violentos por figuras de referência, advindas do núcleo familiar e social, em sua maioria, pensamos ser necessário que a escola construa e coloque em evidências, para esses jovens, figuras de referência sem violência na resolução de conflitos.
De acordo com Halpern e Figueiras (2004, v. 80, n. 2, p.105) “As crianças têm diferentes oportunidades no seu desenvolvimento, dadas por seus atributos pessoais (físico e mental) e pelo meio social em que vivem”. Consideram também que “Os fatores mais fortemente associados com a saúde mental da criança são o ambiente social e psicológico, influenciando mais do que as características intrínsecas do indivíduo”. Portanto, necessita-se que a escola, diante das demandas sociais de seu entorno, consiga promover um ambiente que minimize as atitudes violentas, construa um ambiente de cultura da paz e coloque as crianças e jovens para dialogarem com seus pares sobre as questões
sócio-emocionais características da faixa etária atendida. Ainda para os autores Halpern e Figueiras (2004, v. 80, n. 2, p.106) “Vários estudos epidemiológicos demonstraram a relação entre baixo nível socioeconômico e o aparecimento de problemas de saúde mental em crianças”. Assim sendo, a escola deve atentar-se ao desânimo, falta de concentração, baixo desempenho dos estudantes de forma com que ouça sem julgamentos morais e de valores os alunos, valorize a experiência do adolescente e dê a amplitude adequada às violências alertando-os para gravidade dos fatos.
Quando nos preocupamos com a saúde mental das crianças e adolescentes,

Experiências de violência, condições de pobreza, rompimentos de vínculos familiares, mortes e doenças crônicas são algumas das situações caracterizadas como fatores de risco crônicos ou agudos para a ocorrência de transtornos mentais, principalmente considerando a intensidade e frequência (DA CRUZ BENETTI, v. 15, n. 3, 2010, p.322 Apud Pesce, Assis, Santos & Oliveira, 2004).

Em sua pesquisa Da Cruz Benetti (2010) discute um estudo que mostra que na esfera relacional dos indivíduos a família aparece como um fator de promoção de saúde psicológica. Considera-se que o cuidado e a supervisão dos filhos; oferecimento de suporte emocional e preocupação com o bem estar da criança e do adolescente são posturas importantes do núcleo familiar na garantia de uma saúde mental adequada para as crianças e adolescentes.
A intervenção sobre os fatores de risco e mecanismos de ação que influenciam a saúde mental da criança extrapola a área de saúde. Cada vez mais se confirma a necessidade de se atuar intersetorialmente, envolvendo as áreas de saúde, educação, assistência social e econômica, com geração de emprego e renda para as famílias, de infraestrutura ambiental e de lazer.
(HALPERN; FIGUEIRAS, 2004, v. 80, n. 2, p.107)

Há uma preocupação constante em garantir o constante diálogo entre estudantes, comunidade escolar, núcleo familiar e rede de apoio. A escola percebe a grande contribuição e apoio eficaz que a rede de saúde possibilita quando se encontra em parceria com a unidade escolar.

O envolvimento dos pediatras na promoção da saúde mental das crianças e adolescentes com certeza trará repercussões imediatas no sofrimento e melhora da sua qualidade de vida e de sua família, favorecendo a médio e longo prazo a diminuição do fracasso escolar, do uso abusivo de drogas, da violência e criminalidade e do desenvolvimento de patologias psiquiátricas na vida adulta. (HALPERN; FIGUEIRAS, 2004, v. 80, n. 2, p.108)

É preciso que haja elaboração e implementação de ações que trabalhem a socialização dos conhecimentos proporcionados pelo curso com os demais educadores da unidade escolar, alunos e comunidade envolvendo a todos neste projeto demonstrando aos educadores que podemos contribuir; promover a formação de cidadãos críticos e ativos a partir da reflexão de sua realidade; incentivar ações que promovam uma vida saudável, por meio do esporte e da cultura; valorizar as ações do protagonismo infantil, como grandes difusores de mudanças nas atitudes dos adultos, sensibilizando-os. Elaborar projeto que tem como objetivo incentivar uma cultura de respeito dentro da escola, bem como elaborar uma peça teatral que apresenta as aprendizagens conquistadas ao longo da execução do projeto a partir dos estudos e reflexões. Assim, nosso eixo de ação será a participação juvenil e a formação de multiplicadores.
Além disso, ela deve intensificar o trabalho, juntamente com a realização de atividades complementares que permita que os educandos ocupem a maior parte de seu tempo livre e que também resgate sua autoestima, valores, projeto de vida
e etc.
As atividades de mobilização e conscientização sobre a importância de se respeitarem na Unidade Escolar acontecerão no primeiro momento a partir da leitura de textos informativos apresentação de vídeos. Em seguida, realizada uma roda de conversa sobre a temática. Discutir a história e fazer uma relação com a vida real;
Solicitar pesquisa em jornais, revistas e internet sobre o assunto; Ler artigos de jornal e ou revistas que retratam o assunto;

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação como direito e função social está articulada a gestão democrática, submetendo os cidadãos a terem um nível de qualidade diferenciado, possibilitando uma transposição da lógica econômica para a prática social.

REFERÊNCIAS

HALPERN, Ricardo; FIGUEIRAS, Amira CM. Influências ambientais na saúde mental da criança. Jornal de Pediatria, v. 80, n. 2, p. 104-110, 2004.
DA CRUZ BENETTI, Silvia Pereira et al. Problemas de saúde mental na adolescência: características familiares, eventos traumáticos e violência.
Psico-usf, v. 15, n. 3, p. 321-332, 2010.