Tarefa 6 – Curso REP! – ELIANA PARRA BORSOS

Data

20 de julho de 2020

Cursista

ELIANA PARRA BORSOS

Função

PROFESSOR EDUCAÇÃO INFANTIL E FUND.I

DRE / Unidade Educacional

São Mateus

Escola

CEU EMEI ROSA DA CHINA

RESPEITAR É PRECISO! – 2020

 

Eliana Parra Borsos – CPF: 131.456.698.93

 

“VEM BRINCAR COMIGO”

 

 

JUSTIFICATIVA

 

O envolvimento e a participação da família no ambiente escolar nos dias de hoje são considerados componentes importantes para o desempenho das escolas e para a aprendizagem da criança em sua vida escolar e no meio social. O ambiente escolar sem dúvida tem a função importantíssima no sentido de levar a criança a entender as formas de conviver com o outro e conhecer o mundo; por isso, é importante que a família e a comunidade escolar estejam atentas e acompanhem o desenvolvimento das crianças em todo o seu processo de aprendizagem. Assim como ter acesso a boa alimentação, a educação de qualidade e atendimento médico adequado – direitos defendidos por lei e reconhecidos como primordiais – o brincar também precisa ser visto como um direito essencial ao desenvolvimento infantil. Juridicamente, ele é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) que estabelece em seu artigo 24: “o direito ao repouso e ao lazer”. A Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959), em seus artigos 4 e 7, confere às crianças o “direito à alimentação, à recreação, à assistência médica” e a “ampla oportunidade de brincar e se divertir”. Mais recentemente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA- 1990), em seu artigo 16, estabelece o direito a “brincar, praticar esportes e divertir-se”.

Pensando no fato do brincar ser um direito da criança e não ser considerado pela maioria das famílias como elemento básico para o desenvolvimento pleno e saudável das crianças, aquilo que as ajuda a compreender e se relacionar com o meio; estimular a cooperação; desenvolver a iniciativa, a curiosidade, o interesse e o senso de responsabilidade, as famílias acabam se queixando de que a Educação Infantil não prepara os pequenos para a alfabetização ou não dão atividades escritas ou de matemática, como conhecemos em sua forma tradicional. Durante a pandemia muitas famílias vêm interagindo conosco pelos meios virtuais disponíveis e oferecidos a elas para mantermos o contato escola – família- criança, mas alegam que não tem tempo para brincar e quando receberam o material de estudo das crianças “TRILHAS DE APRENDIZAGENS” (2020), material fornecido pela Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo e entregue em suas residências, não o consideram como “lição” e estas manifestações surgem principalmente, das famílias das crianças que ano que vem ingressam no 1º ano do Ensino Fundamental. Partindo deste princípio, acredito que o papel da Educação Infantil para a maioria das famílias atendidas por nós, não está claro e me faz acreditar que esta questão deverá ser trabalhada com as famílias após a retomada das aulas presenciais. Vale ressaltar que o brincar continuará sendo uma forte aliada às aprendizagens das crianças e com a retomada das aulas presenciais será imprescindível, uma vez que para realizá-las nas áreas externas da sala será uma medida de proteção para toda a comunidade escolar.

 

 

 

 

OBJETIVO GERAL

  • Engajar as famílias e toda comunidade escolar no reconhecimento da importância do brincar como direito e reconhecê-lo como elemento básico para o desenvolvimento pleno e saudável das crianças.
  • Esclarecer o papel da Educação Infantil e diferenciá-lo do Ensino Fundamental.

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Enfatizar o conteúdo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Declaração Universal dos Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente, nos quais trata o brincar como direito.
  • Estimular as crianças a praticarem o respeito pelos outros e ensiná-las que são sujeitos de direitos conquistados por muitas lutas.
  • Propor situações nas quais todos da comunidade escolar participem efetivamente.
  • Incentivar as crianças a valorizar e respeitar a diversidade.
  • Reconhecer valores como: amor, igualdade, ética, cidadania, solidariedade e respeito.

 

 

METODOLOGIA/DESENVOLVIMENTO

 

Com o retorno das aulas presenciais, as crianças serão recebidas de acordo com os protocolos de saúde para prevenção contra o Coronavírus e com um mural “PARTICIPAÇÃO E ENVOLVIMENTO DAS FAMÍLIAS DURANTE O PERÍODO DA PANDEMIA 2020” (anexo 1) exposto com as várias fotos recebidas durante a quarentena, nas quais, o brincar foi o eixo das propostas. Com as fotos as famílias poderão perceber o quanto puderam brincar e, principalmente, interagir com as crianças, uma vez que antes deste período, muitas famílias não tinham este tempo para brincar e interagir com as crianças. No mesmo mural será reservado outro espaço para que as famílias que voltarem poder registrar seus depoimentos sobre as propostas realizadas durante a pandemia. Numa outra oportunidade, serão solicitados para que registrem as “EXPECTATIVAS DAS FAMÍLIAS NO RETORNO À ESCOLA APÓS A PANDEMIA” (anexo 2) e iremos atualizando o mural com as respostas, inclusive dando oportunidade para que se expressem, dando voz àquelas famílias que não foram beneficiadas durante as aulas virtuais, por quaisquer motivos.

Diante de todo o material pronto, será realizada uma reunião se possível, devido ao distanciamento social exigido, na qual, faremos a apresentação de fotos das crianças brincando na escola e em casa acrescentando frases sobre o brincar, seus benefícios e como o brincar é reconhecido legalmente como direito da criança. Outra questão que será abordada é sobre o papel da Educação Infantil. Após as colocações dos participantes, apresentaremos o projeto que será desenvolvido até o final do ano letivo, lembrando que as famílias e toda comunidade escolar farão parte dele, não apenas colaborando com materiais, mas também com a proposta de atividades que poderão ser realizadas e desta maneira enriquecer o nosso trabalho.

Será acordada com os participantes a melhor data para o planejamento participativo de atividades para o evento que será o ápice do projeto: uma oficina de construção de brinquedos com materiais recicláveis.  No dia da oficina serão realizadas “estações de atividades” sobre o brincar e o brincar como direito com a inclusão de atividades propostas e até mesmo realizadas pela comunidade, que se tiver algo a apresentar no dia, sobre o brincar, serão bem vindos.

É importante que a escola desenvolva projetos educativos com a participação de toda comunidade escolar, Conselho de Escola, APM, Comissão de Mediação de Conflitos, e representantes dos outros equipamentos que façam parte do mesmo espaço físico da unidade escolar.

Com as crianças realizaremos momentos de leitura de textos informativos, histórias abordando os diferentes temas: ética, respeito, cultura negra, gênero, raça, família, desenho livre, músicas, fotos, poemas, histórias infantis, filmes, releitura de obras, histórias em quadrinhos e o estudo do Estatuto da Criança e do Adolescente (Turma da Mônica) e outros pertinentes aos temas. Discussão dos assuntos na roda de conversa diária.

Lembrando que as atividades serão realizadas preferencialmente nos ambientes fora da sala de aula, visto a importância de manter o distanciamento e respeitar as diferentes normas de saúde para o controle da pandemia do Coronavírus (COVID-19).

O projeto será realizado durante o restante do ano letivo e vale ressaltar a importância de levar os temas para serem discutidos nos horários de formação dos professores.

 

 

 

RESULTADOS ESPERADOS

 

Os resultados esperados com a realização destas ações / projeto são:

  • A conscientização por parte das famílias que o brincar é um direito da criança garantido por lei e que ela aprende, descobre e conhece o mundo enquanto brinca.
  • A conscientização de que o brincar favorece o desenvolvimento integral da criança.
  • Auxiliar na compreensão do trabalho que é realizado na Educação Infantil, sabendo diferenciá-lo do que é realizado, principalmente nos primeiros anos do Ensino Fundamental.
  • Incentivar o brincar em casa e as interações com as crianças não só enquanto durar a pandemia por Coronavírus.
  • Promover a participação das famílias e comunidade escolar na criação de atividades e eventos da escola.
  • Promover encontros com os membros da Comissão de Mediação de conflitos para a exposição das expectativas das famílias no retorno à escola após a pandemia e encontrar juntos meios para alcançá-las.

Depois de colocadas em prática todas estas etapas promover a realização de uma reunião com todos os envolvidos para que possam relatar suas impressões e opiniões. Poderão responder inclusive as crianças, a um questionário/ entrevista sobre o projeto e se as suas expectativas foram alcançadas.

A Educação em Direitos Humanos não deve ser mais um conteúdo visto só no papel- no Currículo- a ser trabalhado na escola, mas é responsabilidade de todos nós.

 

“Não é só no currículo escolar, mas em todas as oportunidades que surgirem na escola isso tenha relevância, isso seja discutido, isso seja também ensinado para as crianças, dentro e fora do currículo escolar”-Guga Castro.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069/90, de 13 de julho de 1990.

______. MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS. Almanaque: Turma Da Mônica em Estatuto da Criança e do Adolescente. 2018.

ONU. Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.

SME/SP. Cadernos Trilhas de Aprendizagens: Educação Infantil – 04 a 05 anos. 2020

UNICEF. Declaração Universal Dos Direitos Da Criança. 1959.

PARTICIPAÇÃO E ENVOLVIMENTO DAS FAMÍLIAS DURANTE O PERÍODO DA PANDEMIA 2020

EXPECTATIVAS DAS FAMÍLIAS NO RETORNO À ESCOLA APÓS A PANDEMIA