Tarefa 6 – Curso REP! – Elder de Lima Magalhães

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Elder de Lima Magalhães

Função

Diretor

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

Ministro Aníbal Freire

PREFEITURA DO MUNICIPIO DE SÃO PAULO

Secretaria Municipal de Educação

Instituto Vladimir Herzog

“Respeitar é preciso!” – 2020

 

Elder de Lima Magalhães – RF 793.387.8

 

Proposta: “O respeito como princípio articulador de um projeto político pedagógico”

 

Apresentação

Segundo Azanha (1998), o uso da palavra autonomia foi escasso nos documentos educacionais desde o “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova” redigido em 1932 por Fernando Azevedo, até a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1971. A partir da década de 1980, alguns documentos relacionavam a questão da autonomia com uma mera questão de liberdade regimental, quando o autor assinala que a autonomia da escola só ganha importância quando significar autonomia da tarefa pedagógica. Nesse sentido a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 apresentou um extraordinário progresso, ao vincular o projeto pedagógico a autonomia da escola, incumbindo as escolas da elaboração e execução de suas propostas pedagógicas, estabelecendo também que esta proposta ou projeto deve ser uma tarefa coletiva, na qual devem colaborar gestores, docentes, funcionários, alunos, responsáveis, enfim, toda comunidade escolar.

O Projeto Político Pedagógico torna-se fundamental para a Escola por ser o elemento condutor da organização de suas ações, visando ao sucesso na relação ensino/aprendizagem – finalidade maior da escola como instituição social. Nesta perspectiva, é importante considerar o Projeto Político Pedagógico como um instrumento valioso para assegurar não só o sucesso da aprendizagem dos alunos, mas também, como as suas presenças e participações numa escola prazerosa e de qualidade. Portanto, o Projeto Político Pedagógico orientará o trabalho pedagógico e as ações da escola por meio de diversas formas de planejamentos, estratégias, métodos e avaliações, todas integradas e com base na ação coletiva. Nesse sentido, Azanha (1998) aponta que “a ideia de um projeto pedagógico, visando a melhoria desse mundo com relação às suas práticas específicas, será uma ficção burocrática se não for fruto da consciência e do esforço da coletividade escolar.”

Ponto de Partida e Justificativa

Após análise do PPP do ano anterior, percebemos a necessidade de desenvolver ações que incentivem hábitos saudáveis de convivência, nas relações interpessoais – tais como respeito mútuo, cooperação, solidariedade, cordialidade – que levem a comunidade escolar a agir com cortesia, empatia e ética; trabalhando de forma que todos se apropriem dos espaços escolares, criando o sentimento de pertencimento e se tornem vozes ativas no cotidiano.

No início do ano letivo as famílias foram convidadas a refletir e indicar qual seria para essa comunidade o verdadeiro papel da escola, quais os desejos para o ano letivo para essa unidade, e quais os principais valores que deveriam estar presente em nossas ações cotidianas. As respostas dos participantes foram acolhidas, tabuladas e analisadas, o resultado desta ação é comentado a seguir.

Sobre a missão da escola foi possível perceber que de maneira geral todos os familiares esperam que a escola se comprometa com um ensino de qualidade, onde os conhecimentos técnicos sejam ensinados por meio de teoria e de atividades práticas. A preocupação com o futuro aparece em muitas respostas, deixando claro o quanto a escola ainda representa para essas famílias um espaço de formação, potencializador de possibilidades e de transformação social. Para muitos responsáveis são pilares de uma educação de qualidade o ato de cuidar, educar, ensinar, proteger e acolher a todos os alunos.

O desejo por uma escola diferente das demais também aparece nas respostas dadas pelas famílias, desejos expressos de maneiras variadas, mas que indicam o quanto é valioso que a escola seja mais do que um espaço de transmissão de saber, mas também polo de cultura e protagonismo. As famílias apontam o desejo de que a escola seja um espaço de construção de boas memórias, ambiente onde os alunos sejam acolhidos e que sintam prazer em estar, e que ao saírem desta unidade os estudantes possam ser bem sucedidos em suas escolhas, e nas mais variadas áreas de conhecimento; que a arte, o esporte e o lazer estejam presentes em nosso cotidiano, assim como trabalhos que valorizem a convivência, o trabalho em equipe e a empatia.

Dentre os valores destacados pelos responsáveis, o respeito é quase unanime. Há o entendimento de que ao ser respeitado o aluno passa também a respeitar (sejam regras, pessoas ou espaços), e que todas as situações são plausíveis de diálogo em uma atmosfera de cultura de paz e não violência. Foram ainda destacados como valores essenciais e que devem fazer parte de um ambiente educativo a solidariedade, a honestidade, a transparência e a bondade.

Intencionalidade

A proposição de constituir o respeito como princípio e valor fundamental vem em consonância com a necessidade de construir e manter na Unidade Educacional um ambiente em que as relações são baseadas na justiça e na igualdade, tarefa que pressupõe o compromisso de cada um e de todos com a prática do respeito mútuo.

A orientação é que toda e qualquer atividade proposta na Unidade Educacional venha contribuir para a adoção do respeito mútuo e do respeito à diversidade socioeconômica, cultural, familiar, geracional, de condição de saúde física ou mental, de etnia, credo, gênero, sexualidade, origem, entre outros, como base da convivência e da integração no cotidiano escolar.

Para tanto, é necessário mobilizar todos os sujeitos da comunidade escolar: educadores, educandos e famílias para que construam juntos esse projeto.

Ações

  • Formação: atividades formativas devem ser elaboradas no sentido de sensibilizar, esclarecer e fortalecer tanto conceitos como atitudes nas quais o respeito prevalece como princípio e deve permear as atividades curriculares, mobilizando gestores, docentes, estudantes e famílias, mobilizando as instâncias participativas da Escola para atividades de caráter formativo e não só consultivo ou deliberativo.
  • Mapeamento: Identificar e analisar problemas e potencialidades em diferentes perspectivas para buscar o aprimoramento do projeto com base nos campos de análise sugeridos no curso: relações; tempo e espaço; regras de convivência; comunicação; e patrimônio de conhecimento.
  • Grupos de Trabalho: criação de grupos de trabalho para sintetizar os resultados obtidos nas atividades formativas e mapeamentos para a composição do texto do projeto político e divulgação e discussão com a comunidade.

As ações para desenvolvimento do Projeto Político Pedagógico terão como base, práticas e estratégias para o registro de todas as decisões coletivas para posterior acompanhamento, avaliações e replanejamento, se necessário.

Temporalidade

Como o PPP da Escola é um documento em permanente (re) construção, ao longo do ano letivo ele vai tomando forma na medida em que as ações e resultados vão se consolidando, como essa proposta traz no seu bojo a introdução do respeito como princípio articulador do referido projeto, para esta etapa será necessário no mínimo o tempo de um bimestre ao início do ano, para sedimentar o conceito nos sujeitos que atuam na Escola.

Avaliação

Os registros, a análise das ações e resultados indicarão o grau de adesão da comunidade escolar à proposta, bem como atitudes no cotidiano que indiquem a consideração ao outro, o respeito, e também apontarão os conflitos e contradições inerentes ao processo que resultará na materialização do PPP da Escola.

 

 

 

 

 

 

"Nós somos a Escola!" Produção do estudante Kayo César Alves de Souza 8º ano da EMEF Min Aníbal Freire enviada para o concurso capa do caderno da SME, e que ilustra nosso PPP.