Tarefa 6 – Curso REP! – Edneia Rodrigues de Lima Silva

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Edneia Rodrigues de Lima Silva

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

CEI Shagri-lá

Ednéia Rodrigues de Lima Silva

RF6957498

INSTITUTO VLADIMIR HERZOG

CURSO – RESPEITAR É PRECISO

PROPOSTA DE EDH

Agosto 2020

 

JUSTIFICATIVA

 

Estamos vivenciando uma situação nova em relação a pandemia e ao isolamento e com isso novos olhares em relação às relações humanas, com isso a noção de direitos e deveres passam a serem percebidas com mais clareza nessa nova realidade, pois as diferenças que eram implícitas de quem tinha ou não direitos ficaram mais claras e expostas e, com isso faz-se necessário aprofundar o diálogo sobre Direitos Humanos.

Nesse contexto  no ambiente escolar é importante abrir diálogo a ações que identifiquem os problemas relacionados a violações dos direitos, que culminam com as discriminações, abusos e violência.

Na escola isso acontece e é um lugar de múltiplos relacionamentos principalmente em CEI ao qual os bebês e crianças passam praticamente o dia todo e são bem mais perceptíveis e sensíveis para os sinais subjetivos que demonstram algum tipo de violação, não sabem verbalizarem, mas possuem uma compreensão própria disso que vai sendo externalizada através de outras linguagens.

Dessa forma há uma problemática mais significativa em relação aos adultos nesse ambiente escolar, já não possuem mais a leitura de mundo da mesma forma que os bebês e crianças, seus olhares partem mais do cotidiano visível e assim deixa-se passar muitos preconceitos e violações dentro de uma situação que aparente está normal.

Assim uma sugestão de  proposta dentro de uma CEI é em relação a reeducar o olhar daqueles que educam e cuidam desse público infantil, que consigam mapear as problemáticas extrapolando o olhar em relação a aspectos de cuidados, higiene e comportamentais. Essas ações estarão voltadas em um acolhimento o retorno as aulas, tendo em vista que na Educação Infantil ela estará dentro de uma nova adaptação.

Por isso nessa proposta enriquecida com os estudos desse curso, procurará buscar um diálogo que todos os envolvidos reflitam e apurem suas observações acerca de um olhar mais apurado sobre o acolhimento no retorno  dos bebês e crianças, reconhecendo o papel social da escola, fazendo o mapeamento das situações, discutindo com os diferentes atores da instituição escola para apurar seus olhares e planejar ações de mudanças.

 

 

PROTAGONISTAS DA AÇÃO

 

Lembrando que todos envolvidos no ambiente escolar acabam fazendo parte do acolhimento dos bebês e crianças no retorno as aulas sendo portanto, educadores:

Equipe gestora

Equipe pedagógica

Corpo docente

Corpo discente

Funcionários do apoio técnico escolar (ATEs, alimentação e limpeza)

Comunidade

Famílias

 

 

FINALIDADE

 

Promoção de ações concretas a respeito da EDH, deixando de ser ações localizadas, datadas e para determinadas turmas para um ação integral e constante adquirindo hábitos de respeito mútuo, vendo as diferenças e conflitos como elementos enriquecedores de reflexão e reconhecimento do outro.  Essas ações devem ter como princípio necessário o respeito mútuo compreendendo sua dimensão ética e política colaborando para que o ambiente escola seja um território de conhecimento e também de criticidade, princípios e lutas contra as desigualdades, promovendo uma cultura coletiva de igualdade de direitos, frente ao acolhimento de todos no retorno às aulas e as reflexões e aprendizagens decorrentes do curso, criando oportunidades de uma EDH ativa e de  mudanças de concepções.

Essas mudanças irão proporcionar um novo olhar a respeito das necessidade, percepções e contextos de cada um, respeitando seus direitos e dando voz as suas ideias.

 

 

OBJETIVOS

 

Criar na escola uma cultura de inclusão e respeito às diversidades com abertura para o novo e compreensão de como são ricas as diferenças.

Reflexão de um olhar mais apurado de todos os envolvidos na educação para a compreensão das diferentes necessidades dos bebês e crianças e dos próprios colegas de trabalho.

Reconhecer que todos fazem parte de uma estrutura muitas vezes discriminatória, hierarquizada e que somos responsáveis pela manutenção ou permanência dessas estruturas. Assim se pensar como sujeito capaz de mudanças e reflexão é importante para o questionamento, luta e resistência a essas dinâmicas.

Transformação do espaço escola como território de diálogo para fortalecimento dos coletivos e proposta de mudanças.

Planejar um acolhimento no retorno as aulas em uma perspectiva de reconhecimento do outro e de escuta.

Propor uma cultura de participação através de estratégias que ampliem a escuta e a reconheça como elemento potencializador.

 

 

 

 

 

DURAÇÃO

 

Retorno das aula (previsão em setembro)

Finalização em dezembro (provisória, pois deve continuar no decorrer do próximo ano letivo, uma vez que é uma ação constante e de cultura escolar)

 

 

AÇÕES

 

Primeiro momento: Promover acolhimento das crianças que retornam, no caso de CEI, em uma nova adaptação e, simultaneamente o acolhimento dos funcionários uma vez que voltarão inseguros e alguns emocionalmente abalados.  Esse acolhimento inicial, pode ser no recebimento dessas pessoas, com mensagens de carinho, bombons ou uma plantinha.

Segundo momento: promoção de momentos de escuta com toda a comunidade escolar, incluindo as famílias das crianças e funcionários. Sugiro uma encontro de escuta mesclado entre estes para que compreendam um a situação do outro e sintam-se acolhidos por todos. Esses momentos devem ser bem marcados levando em consideração as orientações e combinados de escuta.

Terceiro momento: filtragem dos casos em que se percebam algum problema (ansiedade, tristeza, desânimo, nervosismo, ausência das crianças e de funcionários) analisar com a equipe gestora da escola e propor um plano de ação mais específico para esses casos.

Quarto momento: compartilhamento de ideias e de aprendizagem sobre o curso de EDH para todos os envolvidos na comunidade escolar, através de reuniões bem acolhedoras para que um maior número de pessoas participem (nessas reuniões pode-se fazer dinâmicas de acolhimento ou aquecimento e oferecido um café). Essas reuniões podem ser periódicas e fazer parte da rotina da escola.

 

 

 

AVALIAÇÃO

 

Como é uma proposta de ação que pode fazer parte da cultura da escola a avaliação pode ser pela observação na rotina escolar, vendo se houve mudanças, atitudes de escuta, diminuição ou aumento dos conflitos, isso pode ser verificados nos registros da escola, na observação mesmo da dinâmica escolar e na participação das reuniões. Também a mediação juntamente com a gestão poderão preparar reuniões de autoavaliação e dos resultados dessas ações do decorrer do ano, também pode propor feedbacks dos envolvidos, através de questionários e momentos das reuniões de escuta.

 

“Amar é acolher, é compreender, é fazer o outro crescer”

Zilda Arns