Tarefa 6 – Curso REP! – DENISE AKEMI UCHIDA ROVARON

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

DENISE AKEMI UCHIDA ROVARON

Função

Prof Ens Fund II e Médio

DRE / Unidade Educacional

Ipiranga

Escola

EMEF José do Patrocínio

FALAR E SER OUVIDO É PRECISO

Participar do REP foi uma excelente oportunidade de ampliar minha visão e meus conhecimentos a respeito da Educação em Direitos Humanos, como também tem sido de extrema importância para mim neste momento de isolamento social. O curso tem incentivado novas leituras, despertado reflexões e o interesse por eventos online relacionados ao tema dos direitos humanos durante a pandemia. Tenho acompanhado reportagens e “lives” sobre diferentes regiões de São Paulo, que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade e total desrespeito à dignidade humana. O que, infelizmente, não tem sido diferente nos territórios de nossa comunidade escolar.

Uma das questões que toma meu pensamento neste momento é a questão de como tem sido difícil uma prática de comunicação de qualidade na Escola e como esta situação pode ser prejudicial em nosso retorno. Comecei a perceber que muitas vezes não há diálogo entre as pessoas. Todos falam, mas tenho a sensação que muitos não escutam. A conversa pode ser entre gestores, professores, colaboradores educacionais, pais e ou responsáveis, estudantes, seja qual for a combinação de pessoas da comunidade escolar, nem sempre estão se comunicando efetivamente. Daí, a necessidade de propor uma ação a respeito da melhoria da comunicação, principalmente no retorno e no acolhimento de todos pós-pandemia.

Acredito que seja possível melhorar a qualidade desta comunicação, colocando em prática a escuta qualificada no retorno às aulas presenciais. Todas estas reflexões me fizeram perceber o quanto é importante a formação de uma Comissão de Mediação de Conflitos mais fortalecida, mais atenta às necessidades específicas existentes antes e geradas durante e pós-pandemia na escola. Na formação desta nova comissão devemos contar com pessoas de todas as áreas das atividades escolares, de toda comunidade escolar, pois a aprendizagem está presente em todos os territórios, sendo que a Escuta Qualificada deve estar presente em todos os espaços, desde o momento em que o responsável pelo estudante realiza sua matrícula na secretaria da escola, na sala de aula, na coordenação, na direção, nos corredores, nos banheiros, na merenda, no transporte escolar, no entorno da escola, em todos os territórios de nossa comunidade escolar.

Penso que seja de suma importância promover ações no sentido de que todos possam falar e serem ouvidos, temos que dar voz e vez a todos, sem distinção. Que o exercício de escuta mútua se faça presente. Abrir espaços de diálogo, como uma das formas de garantir uma comunicação de mão dupla, onde quem fala é escutado e realmente seja ouvido, para que se sinta digno e respeitado. E quem esteja escutando se responsabilize pelo que ouviu e se torne um meio ativo de empatia e resolução dos conflitos. O exercício da escuta qualificada necessita ser posta em prática, temos que desenvolver nossa “performance escutatória”. Acredito que uma formação neste sentido se faz necessária, começando por todos os adultos da comunidade escolar e assim, colocando em prática entre si e com as crianças e adolescentes. Não basta aprender e ensinar os conceitos. É necessário por em prática, dar o exemplo no dia-a-dia.

Precisamos mapear as situações mais críticas inicialmente, conversando com todos e escutando todos da comunidade escolar e a partir das informações coletadas, promover novas ações voltadas para a ampliação e melhoria do projeto, de forma continuada e permanente. Para que isto se torne viável e possível, precisamos propor a formação de uma equipe comprometida e interessada em pesquisar e estudar caminhos que nos conduzam a uma intervenção em todos os espaços da escola para desenvolver novas estratégias e ações que nos conduzam a uma Cultura de Respeito aos Direitos Humanos, reunindo esforços e talentos individuais e coletivos para um bem comum a todos, em uma busca constante da consolidação de práticas democráticas no contexto escolar.

Que estas ações propostas não tenham um fim em si mesmas, mas que sejam parte de uma Educação em Direitos Humanos, pois “RESPEITAR É PRECISO”.