Tarefa 6 – Curso REP! – Deise Miki Kikuchi

Data

17 de julho de 2020

Cursista

Deise Miki Kikuchi

Função

Professora de ensino fundamental 2 e médio

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

EMEF Armando de Arruda Pereira

PROPOSTA DE AÇÃO- EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

CICLO DE DEBATES EM DIREITOS HUMANOS

Temas: ciclo de debates, educação em direitos humanos

Deise Miki Kikuchi

 

Com o curso “Respeitar é preciso!” surgiram diversas idéias e reflexões acerca de implementações de práticas transformadoras na escola (não podemos continuar com uma instituição estável, do jeito que se encontra a escola pública e a atual sociedade). Uma nova postura é necessária para a garantia de uma escola mais democrática, respeitosa, de diálogo e reflexiva, e acima de tudo que prevaleça a dignidade humana e sua luta, para que ela se consolide, de fato, para todos.

Creio que de início é preciso saber as concepções dos sujeitos, em relação aos temas abordados no curso (respeito e humilhação, direitos humanos, sujeitos de direitos, diversidade, democracia), para a construção de valores coletivos, sem que estes sejam deturpados, comumente nos discursos midiáticos, por exemplo.

A história dos direitos humanos é feita paulatinamente através de lutas, conquistas, retrocessos do dia a dia e é assim que no ambiente escolar também deve ser. Por meio de práticas de diálogo, escutas, conflitos e exemplos são possíveis construir ambientes reflexivos e acolhedores.

Quando voltarmos às escolas (fisicamente) pensei numa ação que contemplasse as reflexões acerca dos temas abordados no curso, pois achei de extrema importância esta elucidação dos conceitos, da história e da escuta de o que os outros pensam a respeito. Para isso, lembrei-me de ter participado dos ciclos de debates na época de faculdade e da participação em grupos de pesquisa, na qual fazia parte, e, com este formato de ciclo de debates, achei interessante a maneira de discutir os temas elencados no curso e divulgar para a comunidade escolar.

Nossa EMEF tem diversos conflitos em diversos aspectos, tanto em relação às camadas estruturais da escola, quanto aos pequenos conflitos do dia a dia. Sinto que há a falta de escuta por parte da gestão, professores, funcionários, alunos e responsáveis. Não que nada seja escutado, mas que é preciso ampliar esta escuta.

Pensei em fazer um CICLO DE DEBATES EM DIREITOS HUMANOS, com pequenas palestras, oferecidas pela comunidade escolar PARA a comunidade escolar.

Inicialmente teríamos que reunir diversos grupos como Grupo Comissão de Conflitos, de professores, gestão escolar, funcionários, Grêmio, Conselho, Associação de Pais e Mestres, etc. para assim definirmos os temas relevantes e o papel de cada um neste momento da proposta, sempre com o intuito de direcionar a problemática nas relações, conflitos e direitos na escola. Teríamos que definir se este evento ocorrerá uma vez por mês durante o ano, ou em uma semana de debates (ou se surgirem outras propostas, mas penso que um evento em uma semana seria interessante), pensei em mais ou menos duas aulas de duração no máximo, sendo que deixaríamos uma caixa de perguntas (caso não haja tempo de reflexões) para que quem tiver dúvidas ou colaborações com os debates os colocassem na caixa. Pensei também em fazer alguns exercícios de escutas, antes, com os alunos e funcionários (em grupos menores) para que estes entendessem a importância da escuta.

Para o dia da abertura do ciclo de debates creio que é imprescindível a exposição de um mapeamento, feito anteriormente, discutido as diferentes concepções que há em nossa escola, conflitos, sujeitos, etc (fazer o exercício de mapeamento trazido no curso, sugerindo pergunta como: “Quando foi que você foi desrespeitado na escola?“; “Quando você desrespeitou alguém?”, “Você já sentiu que algum direito seu foi ferido na escola?”, etc). Gostaria também de dar condições mínimas para que as pessoas entendessem a proposta deste evento, na qual as pessoas respeitassem as falas e entendessem alguns conceitos centrais (talvez filosóficos) de uma educação em direitos humanos, além de objetivar a proposta do evento de mostrar que é possível uma abertura para escutas e promover ambientes mais respeitosos. Claro que os temas irão ser decididos na reunião coletivamente, porém elenquei alguns temas que podem ser abordados na palestra como: Racismo, Fake news, situação de conflito, direitos humanos, infância, conversa não-violenta, saúde mental, humanização com a arte, julgamentos, democracia, etc.

Os palestrantes antes de discursar, participariam de uma reunião para fecharmos combinados de como, o que, por que falar do tema, tentando refletir em possíveis julgamentos que, às vezes, estão naturalizados em nossas falas.

Espera-se que este evento cause reflexões e discussões acerca dos temas, num movimento de abertura de diálogo e integrando visões de mundo entre seus pares, família, comunidade, escutando os diferentes pontos de vistas e assim, dar vozes aos diferentes sujeitos.

Creio que é possível avaliar o evento, observando se houve uma abertura de diálogo e mudança de posturas e falas. Observar se a comunidade escolar irá se envolver, de fato, em programações escolares, realizando novamente um novo mapeamento.

Os direitos humanos são inerentes a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis fundamentadas na liberdade da justiça e da paz no mundo.  Por isso não deve estar somente no papel, mas nas ações do dia a dia. Entender que somos sujeitos de direitos é lutar para que protejamos estes direitos.