Tarefa 6 – Curso REP! – Débora Sanchez Rochael

Data

26 de julho de 2020

Cursista

Débora Sanchez Rochael

Função

Professora de educação infantil

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Vila Carmosina

Há três anos atuo no mesmo CEI e todos os anos entramos na mesma discussão quando chegamos próximos às datas comemorativas como dia das mães, pais, páscoa, festa junina e natal. Alguns profissionais se posicionam de acordo com suas crenças ou cultura, concepções e formações, muitas vezes desconsiderando a função da escola em atender igualmente a todos, sem promover discriminação e garantindo os direitos da criança.

Após acompanhar a fala da Gunga Castro na aula 4 – Diversidade e Discriminação abordando ações de escolas que insistem em comemorar algumas datas, elucidou-se o porquê continuar a discussão buscando promover uma educação que considere e respeite as características e especificidades de seu território e das pessoas que dele participam, o que normalmente não tem acontecido na unidade em que atuo, prevalecendo uma prática pautado pelo autoritarismo.

Contudo, para considerar e respeitar as pessoas que compõem nosso território precisamos primeiramente conhecê-lo, portanto, realizar um processo de mapeamento de nossa comunidade escolar, buscando compreender de onde vem nossas crianças, quem são suas famílias, quais características culturais acercam e sobre quais concepções estão sendo ensinadas. Para esse mapeamento ocorrer é necessário que a escola encontre com as famílias, realize uma escuta efetiva de seus anseios, isso significar ir muito além de realizar pesquisas baseadas apenas em formulários e questionários, é necessário estabelecer uma real comunicação com essas famílias, convidando-as e permitindo que sejam participativas nas decisões da escola.

É importante abrir espaço para a fala das famílias em diferentes espaços como nas reuniões de conselho, reuniões de pais e na elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola, considerar seu posicionamento em diferentes assuntos e em especial na decisão de como a escola abordará ou não algumas datas comemorativas ao longo do ano, isso não significa que a escola passará a dar ordem na escola, dizendo o que fazer ou não, mas sim se tornará parceira na tomada de decisão apresentando seu ponto de vista e construindo uma relação de respeito. A escola precisa ampliar a percepção de todos sobre as características já mapeadas na sua comunidade escolar, bem como evidenciar o caráter laico da escola pública e o combate ao consumismo, necessário no contexto socioambiental atual, para assim auxiliar numa decisão conjunta promovendo uma ação pedagógica inclusiva, respeitando diversidade.

Enfim, essa proposta foi elaborada para ser desenvolvida em um CEI que atende em média 120 crianças de 0 a 3 anos e tem o objetivo de orientar as ações que a escola pode ter para a constituição de uma gestão democrática, mapeando seu território, conhecendo e escutando sua comunidade escolar na intenção de construir um Projeto Político Pedagógico que preveja ações inclusivas, em especial no que se refere a comemoração de algumas datas. Essas ações devem ocorrer anualmente, uma vez que sempre precisamos rever nossas concepções de acordo com o nosso público alvo. Apenas quando observarmos que todos estão sendo considerados no processo educativo que teremos a certeza de que os objetivos dessa proposta foram alcançados.