Tarefa 6 – Curso REP! – Daniela dos Santos Nunes

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Daniela dos Santos Nunes

Função

Professor de ensino fundamental II e médio

DRE / Unidade Educacional

Campo Limpo

Escola

CEU EMEF JOSÉ SARAMAGO

Direitos Humanos em Tempos de Pandemia

 

Justificativa

Diante da situação quando a PMSP emitiu o Decreto Municipal nº 59.283, de 16 de março de 2020 que declarou situação de emergência no Município de São Paulo e definiu outras medidas para o enfrentamento da pandemia decorrente do corona vírus e determinou em seu artigo 16º que a Secretaria Municipal de Educação promovesse a interrupção gradual das aulas na rede pública de ensino […] (inciso IV) e adotasse medidas visando à operacionalização de ensino à distância (inciso VI), eu como professora da rede, me vi pensando em meus alunos que estão em uma comunidade localizada na região sul de São Paulo e que já sofriam com as situações de pobreza, vulnerabilidade e violência diariamente.

Como seria esse novo modo de aula? Como respeitar esses alunos e suas diversidades? Como garantir o aprendizado a todos vivendo em uma sociedade tão injusta e desigual? Várias perguntas surgiram em minha mente sobre o que faríamos.

 

Objetivo Geral

Promover uma educação de qualidade pautada nos direitos humanos, que respeite a diversidade e que promova uma escuta ativa dos estudantes dentro de suas necessidades dentro do período de pandemia.

 

Objetivo Específico

Considerando o Projeto Político Pedagógico da UE, bem como as metas curriculares estabelecidas na legislação, este projeto visa alcançar os seguintes objetivos:

– Oferecer a crianças e adolescentes a continuidade das aprendizagens durante o período em que permanecer a situação de emergência no Município de São Paulo.

– Assegurar a aprendizagem de crianças e adolescentes durante a suspensão do atendimento presencial nas Unidades de Educação Municipal de Ensino Fundamental;

– Promover apoio emocional crianças e adolescentes por meio de conteúdos e/ou interações virtuais;

 

– Articular o material impresso “Cadernos Trilhas de Aprendizagens” elaborado pela SME/COPED com atividades virtuais complementares;

– Garantir o direito a um ensino de qualidade as crianças e adolescentes mesmo em situações emergenciais como essa da pandemia do Corona vírus;

– Conscientizar mães/pais/responsáveis que mantenham crianças e adolescentes pelos quais são responsáveis motivados a estudar e sigam aprendendo;

– Transformar esse momento excepcional em uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre famílias, crianças/adolescentes e escola.

– Procurar minimizar o reflexo da fome e da desigualdade deixado por essa pandemia.

 

Conteúdo

– O que são Direitos Humanos e para que eles servem?

– O que é o respeito? Há respeito na escola?

– Diversidade e discriminação.

– O que são direitos? Eu tenho deveres? Será que sou sujeito de direitos?

– A escola e a democracia.

– Por que mediamos conflitos?

– Há uma função social para a escola durante a pandemia?

 

Público Alvo

– Os alunos, crianças e adolescentes público da EMEF.

– Os funcionários da unidade escolar.

– Pais e responsáveis de alunos.

– Comunidades Escolar.

– Conselho Escolar.

– APM.

– Comissão de Mediação de Conflitos.

 

 

 

 

Estratégia

Como estratégia para atendimento e interação com os responsáveis, crianças e adolescentes, elencamos as seguintes:

  • Contato através de telefone, WhatsApp e Facebook a fim de estabelecer uma comunicação permanente. Se necessário, serão utilizados os equipamentos tecnológicos na Unidade Educacional;
  • Mapeamento da comunidade escolar e suas necessidades nesse momento de pandemia, fizemos o levantamento junto a comunidade escolar por meio de questionário nas plataformas digitais e por ligações para mapear os nossos alunos e suas necessidades, saber quem tinha acesso a internet, quem estava recebendo auxílio emergencial do governo, quem estava recebendo cesta básica, quem precisava de ajuda ou de cesta básica, quem tinha celular, tablet ou computador para acessar a plataforma e realizar as atividades.
  • Definição de plantões de atendimento via plataforma Google Classroom para tirar dúvidas;
  • Criação, se necessário, de novas estratégias para atingir crianças e adolescentes que não conseguirem acessar as atividades virtuais ou que não estejam interagindo de forma satisfatória.
  • Impressão de atividades adequadas as necessidades para os alunos público alvo das salas de recursos da unidade e aos alunos com deficiência.
  • Atividades traduzidas para libras para os alunos surdos gravadas em vídeos e disponibilizadas nas plataformas digitais, chamadas de vídeo para promover o diálogo entre alunos surdos e seus familiares e auxiliar na resolução das atividades escolares.
  • Captação de recursos online por meio de vaquinhas virtuais para cestas básicas e de higiene de famílias de alunos que estavam passando por necessidades.
  • Auxílio para as trabalhadoras terceirizadas por meio de doação de cestas básicas.
  • Proposta de atividades com professores em reuniões sobre o papel da escola e como colocar em prática as ações de Direitos Humanos.
  • Reunião com o conselho de escola e APM sobre a destinação das verbas, uso das plataformas, gestão democrática e como a escola poderia atingir a todos os alunos nesse momento de pandemia.
  • Debate com os alunos nas plataformas digitais sobre a opinião deles a respeito desse momento e como eles estavam enfrentando o medo diante da pandemia.
  • Garantia dos outros membros do concelho de escola, mesmo que nesse momento seja algo difícil, mas sabemos a importância da presença de todos os colegiados e que todos sejam ouvidos e possam expressar suas angústias e impressões para as tomadas de decisões e os rumos da unidade escolar.
  • Pensar em uma educação de qualidade e de equidade em um momento tão atípico, tentando garantir o direito de todos em suas necessidades seja de acesso com a impressão de materiais ou a retirada do mesmo na unidade escolar, disponibilizando outras plataformas para esse aluno que torne pra ele mais acessível o direito a explicação e ao conteúdo, seja para os alunos com algum tipo de deficiência produzindo atividades adequadas as suas capacidades físicas ou mentais, seja por falta de alimento com o mínimo que era uma cesta básica.
  • Discussão com os alunos sobre preconceito e racismos. Como fazer para combater situações de racismo.
  • Levantamento pelos órgãos colegiados sobre por quais caminhos a escola irá debater o respeito e a diversidade, e como iremos fortalecer o CMC em nossa unidade escolar.

 

Culminância

O projeto está processo, pois ainda nos encontramos em meio a pandemia, e traçando meios e metas para sairmos dela da maneira mais segura para todos, promovendo debates e discussões e ouvindo alunos, professores, responsáveis, equipe técnica, comunidade e a equipe de saúde.

Contudo, temos clareza que já era algo latente em nossa escola e ficou muito claro após a pandemia, que precisamos fortalecer todos os colegiados dentro da unidade escolar e principalmente tornar mais ativo o órgão da Comissão de Mediação de Conflitos que foi importantíssimo nesse momento de pandemia, frente aos levantamentos dos nossos alunos em situações mais frágeis.

 

 

 

 

Avaliação

A avaliação ocorrerá de forma contínua de acordo com o envolvimento e desempenho que apresentarem as crianças, adolescentes e seus familiares e sempre que houver necessidade haverá ajustes nos conteúdos, estratégias e ritmos das interações.

A avaliação será compartilhada com a Coordenação Pedagógica e registradas em suportes a serem decididos pela Equipe Gestora da Escola, pelas equipes de colegiados e para adequações que o projeto necessitar afim de garantir o fortalecimento de uma gestão democrática, o respeito a todos os envolvidos no processo educacional e a comissão de mediação de conflitos. Garantindo uma escola mais justa e com equidade a todos os alunos!

 

 

Profª Daniela dos S. Nunes – RF – 809229-0

Secretaria Municipal de Educação

DRE – Campo limpo

CEU EMEF José Saramago

Rua Daniel Gran, S/N – Jardim Modelo – São Paulo-SP

Cep 05867-380 Tel. 5874-9862