Tarefa 6 – Curso REP! – Conceição Gonçalves Ramos

Data

14 de julho de 2020

Cursista

Conceição Gonçalves Ramos

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

Jardim Monjolo 1

Atividade proposta no curso: A Educação em Direitos Humanos e a atuação das Comissões de Mediação de Conflitos

Justificativa: A partir da situação atual, considerei de extrema importância fazer uma ação que de fato irá acontecer, neste caso, o movimento começou a partir do encontro virtual (promovido por SME) ocorrido em 12/06/20 e que teve como objetivo principal pensar em mecanismos e possibilidades para prosseguirmos com ações efetivas para articulação dos conflitos nas unidades, planejando ações intersecretariais e readequação dos Planos de Trabalho das Comissões de Mediação de Conflitos.

A partir desse encontro foi solicitado à Comissão a elaboração de um relatório contendo a Escuta dos familiares em relação ao período vivido. Conversamos e propus que colocássemos os pontos discutidos no encontro à toda escola, pois já tinha a intenção de utilizar esse movimento na feitura da atividade, contemplando um dos princípios norteadores do curso, o Respeito Mútuo.

Na sequência a coordenadora disponibilizou o horário da reunião de formação dos professores (tem acontecido 3 vezes por semana em ambiente virtual) para que a Comissão os posicionasse quanto a feitura do relatório, nessa ocasião também expressei minha intenção de utilizar esses movimentos de escuta tanto com os pais, quanto do corpo docente para elaboração da atividade final do curso em questão. Os educadores se sentiram a vontade para colocarem as questões que os estão afligindo quando o assunto é o retorno, sentimos que a decisão de fazê-los participantes na tomada de decisão foi assertiva, desta forma procedemos com o levantamento de dados, a angústia maior está ligada as questões de proteção, o que usar? Como será realizada a higienização das máscaras? Receberemos todos os itens de segurança? Como a escola funcionará (mesmo sendo o retorno escalonado) com tantos profissionais afastados por fazerem parte do grupo de risco? Como dizer para a criança que não posso mais abraça-la? Enfim, estas foram algumas das aflições apresentadas pelo corpo docente.

Vale ressaltar que antes da referida solicitação a escola já havia realizado uma ‘’escuta’’ junto a essas famílias no que diz respeito às atividades propostas nas plataformas, principalmente pela rede social facebook. Para além desta ferramenta, recorremos à análise dos comentários no Google classroom e entramos em contato por telefone com alguns familiares, para que pudéssemos obter uma pequena amostra de informações da comunidade, sendo assim, chegamos a alguns pontos importantes para um posterior plano de ação.

Comparando a escuta realizada nesse segundo momento, o que percebemos é que a maioria dos familiares continuam passando por necessidades diversas; boa parte ainda não recebeu o material para acompanhamento das aprendizagens (Trilhas de Aprendizagens); ainda encontram dificuldades para acessar a Plataforma classroom e, se o fazem, só no período noturno; houve contágio de familiares próximo, como pai e tios, recuperados. Houve um óbito.

Outro ponto a destacar nessa escuta é em relação ao retorno, sem exceção, todos os familiares estão com muito receio do retorno das aulas, pois as crianças (maioria) são cuidados pelos avós e/ou cuidadores que fazem parte do grupo de risco; uma minoria relatou a necessidade desse retorno, pois precisam voltar ao trabalho e dessa forma, as crianças na escola seriam sua única oportunidade.

Objetivos/Resultados esperados

Que essas escutas possam nos auxiliar a replanejarmos nossas ações nesse momento tão delicado, onde temos nos deparado com situações nunca antes vividas.

Portanto, diante dos levantamentos/Escuta, o próximo passo será o que foi decidido pelo grupo, entende-se como grupo todos os atores envolvidos nesse processo, equipe de apoio, gestores, educadores e comunidade (pais, cuidadores) e o entorno (busca de apoio com o CEI, que fica no mesmo terreno e que há uma grande parcelas de familiares que possuem tutelados nas duas unidades).

Acredito que ao envolver a todos, possibilitamos a manifestação de seus medos, apreensões. Diminuindo também os conflitos mais exacerbados, que com certeza, serão amenizados por meio dessa Escuta.

Provavelmente esse plano de ação se configure de fato a partir de setembro, data oficial para retorno das aulas presenciais, perdurando, no meu entendimento, enquanto durar a Pandemia.

 

A seguir a exemplificação de nossas ações:

Reunião de SME com as Comissões de Mediação de Conflitos de todas as unidades Escolares
Reunião com a Equipe gestora e membros da Comissão
Reunião com a Equipe docente/Apoio – Elaboração de perguntas chave para o direcionamento da escuta e Escuta das demandas/sugestões dos professores
Força tarefa para a realização da Escuta junto aos familiares
Elaboração do Relatório com a compilação dos dados da escuta
Aguardar próximas instruções oficiais, aliando-as ao que já foi decidido em colegiado e as orientações finais de SME/Saúde

 

Numa perspectiva otimista acreditamos que esse movimento está a nos fortalecer enquanto grupo. Sinto-me privilegiada em participar desse curso em um momento tão especial, e que me auxiliou muito, pude de fato (a partir das reflexões realizadas no curso) realizar mediações que contribuíssem verdadeiramente com um fazer democrático, onde todos os atores puderam participar, ter voz ativa no contexto vivido. Pretendo me aprofundar cada vez mais nos assuntos abordados pelo curso. São conhecimentos para a vida toda e que nos torna pessoas melhores. Gratidão a EQUIPE.